Opinião

Definição de tratamentos na ambicionada Medicina de Precisão. Serão os testes genéticos a resposta?
Dr.ª Joana Espiga de Macedo, médica oncologista no Centro Hospitalar de Entre o Douro e Vouga
15 Jan. 2019

Desde longa data que, nos tumores sólidos, a biópsia tecidular é o exame de excelência para diagnóstico histológico e estudos imunoquímicos, genéticos e moleculares das diversas neoplasias. Tradicionalmente, as ferramentas anatómicas, patológicas e também as imagiológicas permitiram, em combinação, uma avaliação de cada tumor sólido e o seu estadiamento de acordo com a classificação clínica de Tumor, Nódulo e Metástase (TNM). Até à data, a maioria dos tratamentos em Oncologia são baseados nesse estadiamento e classificação. Acrescentar informação obtida através da Medicina Molecular é essencial para otimizar a terapêutica de cada doente e de cada tumor.

A importância do TEV para os doentes com cancro
Dr. Miguel Barbosa, oncologista do CHTMAD
15 Out. 2018

O tromboembolismo venoso (TEV) é uma entidade que inclui a trombose venosa profunda e a sua maior complicação, a embolia pulmonar.  Na trombose venosa profunda forma-se um trombo (coágulo de sangue) numa veia localizada profundamente que dificulta ou impede o fluxo normal de sangue. A maioria dos trombos ocorre na coxa ou na perna, mas também podem acontecer no braço ou noutras partes do corpo.

Cancro da mama: novo paradigma
Dr. Rui Dinis, diretor do Serviço de Oncologia do Hospital do Espírito Santo de Évora
15 Out. 2018

O cancro da mama é a neoplasia mais frequente no sexo feminino. Constituem fatores de risco para o desenvolvimento de cancro da mama o sexo, a idade, a história familiar, a história reprodutiva (como a menarca precoce, a menopausa tardia e a nuliparidade) e síndromes hereditários, como as mutações dos genes BRCA1 e BRCA2. A implementação de programas de rastreio trouxe uma redução na mortalidade de cerca de 40%, ao permitir um diagnóstico em fases mais precoces da doença.

O papel das associações de doentes no tratamento do doente oncológico junto da sociedade e do poder político
Dr.ª Tamara Hussong Milagre, presidente da Evita
12 Jun. 2018

A sustentabilidade do Sistema Nacional de Saúde está em risco. Evidencia-se cada vez mais a necessidade de capacitar as associações de doentes e os doentes, pois o sistema por si não terá capacidade de reposta ao crescente número de doentes crónicos, pela melhoria dos tratamentos e pelo consequente envelhecimento da população, entre outros fatores. Por isso, chegou-se à conclusão da necessidade de mudar o paradigma. O abandono da medicina paternalista em favor de uma medicina centrada no cidadão/ utente/ doente, incluindo o próprio no processo da decisão do tratamento. Como é óbvio, não se deve decidir nada sem auscultar os próprios doentes e representantes na construção de um futuro melhor e o papel das associações junto da sociedade e do poder político deve ser interventivo.

 

Lisboa recebe 13.ª edição do encontro anual da European Low Grade Glioma Network
Dr.ª Catarina Pessanha Viegas, Unidade de Tumores Cerebrais do Instituto CUF de Oncologia, no Hospital CUF Infante Santo
05 Jun. 2018

Os gliomas difusos de baixo grau constituem uma entidade rara de tumores cerebrais, de crescimento lento, que se manifestam em 80-90% dos casos por uma crise epilética, em doentes jovens, funcionalmente ativos, que mantêm as suas vidas familiar, social e profissional normais.

Biópsia líquida para tumores específicos: último avanço em Oncologia de precisão
Dr. Jesús García-Foncillas, coordenador do Comité Científico e Médico Internacional da OncoDNA em Espanha e Portugal
14 Fev. 2018

Desde a conclusão do sequenciamento do genoma humano, em 2003, os avanços em Oncologia não pararam de acontecer. Falamos já sobre Oncologia de precisão, onde os tratamentos são personalizados para cada pessoa, tendo em mente que cada tumor é diferente (independentemente da sua localização) e identificando os seus biomarcadores. No entanto, ainda há muito a fazer no campo da pesquisa e, portanto, no campo do diagnóstico e tratamento.

Células NK do sangue do cordão umbilical capazes de eliminar células do cancro da mama
Dr.ª Bruna Moreira, investigadora no Departamento de I&D da Crioestaminal
15 Jan. 2018

O cancro da mama é o tumor maligno mais frequente entre a população feminina a nível mundial. Na Europa, estima-se que haja cerca de 90 novos casos por ano em cada 100.000 habitantes. Em Portugal, os números são semelhantes e, embora o prognóstico seja muito favorável, com cerca de 85% das mulheres portuguesas a sobreviver 5 anos após o diagnóstico da doença, mantém-se a necessidade de desenvolver tratamentos cada vez mais eficazes, sobretudo para as formas mais agressivas desta neoplasia.

A importância de se incluir o cancro avançado no Registo Oncológico Nacional
Dr.ª Fátima Cardoso, investigadora responsável pelo relatório The Global Status of Advanced/Metastatic Breast Cancer 2005-2015
28 Nov. 2017

O Registo Oncológico Nacional (RON) é um registo centralizado que assenta numa única plataforma eletrónica, cuja principal finalidade é reunir e analisar os dados de todos os doentes oncológicos residentes em Portugal continental e nas regiões autónomas. Estes registos permitem monitorizar o trabalho das instituições, a eficácia dos rastreios realizados e das terapêuticas, bem como a epidemiologia, incidência e morbilidade da doença oncológica, dados estes essenciais para a investigação neste campo e para alocar recursos e identificar problemas.

Tromboembolismo venoso (TEV) e cancro
Dr. Sérgio Barroso, presidente do Grupo de Estudos de Cancro e Trombose (GESCAT)
17 Out. 2017

O tromboembolismo venoso (TEV), entidade que engloba a trombose venosa profunda (TVP) e a embolia pulmonar (EP) constitui uma das três principais causas de morte cardiovascular no mundo. Trata-se, genericamente, de uma situação clínica provocada pela formação de coágulos no sistema venoso (habitualmente dos membros inferiores) que provocam a sua obstrução (TVP) e, em cerca de 25-50% dos casos, a sua posterior fragmentação e progressão (embolização) para o sistema arterial pulmonar (EP).

A gestão da big data em Oncologia, um assunto pendente frente ao cancro
Luis Alvarez, OncoDNA
16 Out. 2017

Um dos desafios e assuntos pendentes da Oncologia em Portugal é a incorporação da gestão da big data. Existem empresas que já o exploram, mas o setor da saúde ainda não adotou completamente esta onda, contudo existe uma grande quantidade de dados por parte da clínicas e dos hospitais e que não se tira partido em benefício último do doente.

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Dr.ª Joana Espiga de Macedo, médica oncologista no Centro Hospitalar de Entre o Douro e Vouga

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