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	<title>My Oncologia</title>
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	<description>Plataforma multimédia dirigida à comunidade médica e outros profissionais de saúde envolvidos no tratamento das doenças oncológicas.</description>
	<lastBuildDate>Fri, 17 Jul 2026 12:08:22 +0000</lastBuildDate>
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	<title>My Oncologia</title>
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		<title>Process mining: tecnologia de vanguarda estuda o percurso do doente no rastreio do cancro colorretal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 17 Jul 2026 11:17:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Avaliar a eficácia de um programa de rastreio oncológico de base populacional exige olhar para lá das habituais estatísticas de participação e analisar o percurso completo do doente, desde o primeiro convite até ao diagnóstico final. Esta é a premissa de um estudo desenvolvido primeira vez no país, recorrendo à técnica avançada de process mining [&#8230;]</p>
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<p id="p-rc_033971281104d536-82">Avaliar a eficácia de um programa de rastreio oncológico de base populacional exige olhar para lá das habituais estatísticas de participação e analisar o percurso completo do doente, desde o primeiro convite até ao diagnóstico final. Esta é a premissa de um estudo desenvolvido primeira vez no país, recorrendo à técnica avançada de <em>process mining</em> para mapear e otimizar as etapas do rastreio do cancro colorretal. O trabalho de investigação, intitulado &#8220;Population-Based Cancer Screening Analysis in Northern Portugal Using Process Mining&#8221;, tem como primeiro autor <strong>Hugo Monteiro</strong>, que desenvolveu esta componente científica no âmbito do seu doutoramento na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), em articulação com a equipa de coordenação nacional dos rastreios oncológicos constituída por <strong>Fernando Tavares</strong> e <strong>João Reis</strong>.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Melhorar o rastreio, do princípio ao fim&nbsp;</strong></p>



<p>Todos os anos, milhares de portugueses recebem em casa uma carta que lhes pode salvar a vida.&nbsp;Por detrás deste gesto simples, um convite para participar no rastreio do cancro colorretal, existe&nbsp;um percurso complexo, feito de testes, resultados, consultas e colonoscopias. O programa só&nbsp;cumpre plenamente a sua função quando todas estas etapas decorrem e são concluídas&nbsp; atempadamente. Foi esse percurso, e não apenas os resultados finais, que decidimos estudar.&nbsp;</p>



<p>Um programa de rastreio não termina quando o convite é enviado, nem quando o teste é&nbsp;devolvido. Só se completa quando uma pessoa com resultado positivo recebe a avaliação&nbsp;clínica e o exame de diagnóstico de que necessita, num prazo adequado. Esta distinção é&nbsp;essencial. Na Região Norte, o programa organizado começa com um teste imunoquímico fecal&nbsp;realizado em casa. Perante um resultado positivo, segue-se uma consulta nos Cuidados de&nbsp;Saúde Primários e, quando clinicamente indicado, uma colonoscopia. Atualmente, existe&nbsp; também a possibilidade de encaminhamento direto para colonoscopia, que dispensa a&nbsp;consulta intermédia e pode encurtar o percurso. Os primeiros resultados mostraram que o&nbsp;modelo era viável e cumpria os critérios de qualidade, mas também que havia margem para&nbsp;melhorar a participação e, sobretudo, a conclusão do percurso após um resultado positivo [1].&nbsp;</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Ver o percurso para o melhorar&nbsp;</strong></p>



<p>A mineração de processos, ou <em>process mining</em>, permite reconstruir o que acontece na prática&nbsp;a partir dos registos administrativos dos sistemas de informação. Em vez de se limitar a totais&nbsp;anuais, mostra a sequência das etapas, os percursos mais frequentes, os desvios e os pontos&nbsp; onde se acumulam atrasos. É, em termos simples, uma radiografia operacional do percurso do&nbsp;utente. A técnica já foi aplicada em diferentes contextos clínicos, incluindo a vigilância de&nbsp;pessoas com melanoma, e é hoje reconhecida como uma abordagem útil para compreender&nbsp;processos de saúde complexos [5,6]. Tanto quanto sabemos, este foi o primeiro trabalho a&nbsp;aplicar esta metodologia a um programa de rastreio oncológico em Portugal. O elemento&nbsp;distintivo foi também a escala: não analisámos apenas um serviço ou um hospital, mas um&nbsp;programa de base populacional, abrangendo diversos locais como os Cuidados de Saúde&nbsp;Primários, o laboratório e os hospitais.&nbsp;</p>



<p>Para o conseguir, foi necessário harmonizar grandes volumes de dados de diferentes sistemas&nbsp;e transformar cada registo, desde o convite à colonoscopia, numa representação coerente do&nbsp;percurso. O trabalho foi desenvolvido em várias fases, desde a exploração inicial dos percursos&nbsp;e dos atrasos até à criação de métodos para monitorizar o programa e verificar o cumprimento&nbsp;do percurso previsto [2-4]. No estudo &#8220;Population-Based Cancer Screening Analysis in&nbsp; Northern Portugal Using Process Mining&#8221;, analisámos os episódios de rastreio registados&nbsp;entre 2020 e 2022. Os eventos administrativos foram reunidos num registo de eventos, ou <em>event log</em>, e comparados ao longo do tempo e entre os então Agrupamentos de Centros de&nbsp;Saúde. Esta abordagem permitiu perceber o impacto da pandemia no programa e comparar&nbsp;a capacidade de recuperação das diferentes unidades [7].</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Dos indicadores à melhoria do processo&nbsp;</strong></p>



<p>Os resultados mostraram uma perturbação importante, seguida de uma recuperação desigual.&nbsp;O intervalo entre a consulta e a colonoscopia aumentou durante a pandemia e, apesar da&nbsp;melhoria posterior, manteve-se acima do prazo de referência de 45 dias. Em contrapartida, o&nbsp;intervalo entre a referenciação e a consulta diminuiu de forma acentuada, refletindo um&nbsp;esforço efetivo para resolver situações pendentes. A atividade do programa também&nbsp;recuperou, mas essa evolução não eliminou os atrasos numa das etapas mais críticas do&nbsp;percurso. É aqui que os indicadores agregados podem esconder parte do problema: um&nbsp;programa pode recuperar atividade e manter demoras relevantes para as pessoas que&nbsp; necessitam de completar o diagnóstico [7].&nbsp;</p>



<p>Esta é, para nós, a principal mensagem do estudo. A contabilização de convites, testes&nbsp;realizados e taxas de participação continua a ser indispensável, mas não é suficiente para&nbsp;avaliar a qualidade do programa numa lógica de percurso completo. Duas unidades podem&nbsp;apresentar resultados globais semelhantes e proporcionar percursos muito diferentes a quem&nbsp;teve um teste positivo. Algumas unidades revelaram maior capacidade de recuperação e&nbsp;intervalos mais curtos entre etapas. A adoção mais precoce da referenciação eletrónica e de&nbsp;modelos de agendamento mais flexíveis poderá ter contribuído para esse desempenho. O valor prático do <em>process mining </em>está em transformar estas diferenças em decisões concretas&nbsp;de melhoria: assinalar percursos incompletos, detetar atrasos antes de se prolongarem,&nbsp; acompanhar situações pendentes, reservar capacidade para colonoscopias de diagnóstico e&nbsp;verificar se uma alteração organizacional produziu o efeito esperado [4,7].&nbsp;</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Um método ao serviço do doente&nbsp;</strong></p>



<p>Este trabalho resultou da colaboração entre profissionais do Departamento de Estudos e&nbsp;Planeamento da então Administração Regional de Saúde do Norte, das estruturas de&nbsp;Coordenação dos Rastreios Oncológicos do Serviço Nacional de Saúde e das áreas da Saúde&nbsp;Pública, Medicina, Epidemiologia, Matemática e Engenharia de Sistemas. A componente&nbsp;académica de investigação foi desenvolvida no âmbito de um projeto de doutoramento da&nbsp;Faculdade de Medicina da Universidade do Porto. Esta combinação de competências foi&nbsp;essencial. Compreender um rastreio de base populacional exige conhecimento clínico,&nbsp;compreensão da organização dos serviços e capacidade para transformar grandes volumes de&nbsp;dados em informação útil. A tecnologia não substitui a decisão clínica nem a responsabilidade&nbsp;dos serviços, mas ajuda a tornar visível aquilo que, num processo distribuído por várias&nbsp; instituições, é demasiado fácil perder de vista.&nbsp;</p>



<p>Portugal tem alargado os rastreios oncológicos organizados e definiu metas ambiciosas para&nbsp;2030. A monitorização regular já faz parte da gestão dos programas [8,9]. O passo seguinte é&nbsp;integrá-la num ciclo efetivo de melhoria contínua: observar o percurso, identificar o problema,&nbsp;intervir e voltar a avaliar. Aplicada à escala nacional, esta abordagem permitiria comparar&nbsp;percursos entre regiões com critérios uniformes, apoiando a coordenação dos rastreios na&nbsp;deteção precoce de oportunidades de melhoria e na definição de prioridades de intervenção. No rastreio, um atraso não é apenas uma ineficiência administrativa. Pode traduzir-se em mais&nbsp;semanas de incerteza, num diagnóstico mais tardio e numa oportunidade de prevenção&nbsp;perdida. O sucesso não deve medir-se apenas pelo número de pessoas convidadas, mas pela&nbsp;capacidade de garantir que cada pessoa completa o percurso adequado, sem demoras evitáveis. Dispomos hoje dos dados e dos métodos necessários. Falta usá-los de forma&nbsp; sistemática na gestão diária dos serviços.&nbsp;</p>



<p class="has-small-font-size"><strong>Referências&nbsp;</strong></p>



<p class="has-small-font-size">[1] Monteiro H, Tavares F, Reis J, Ferreira G, Campos MJ, Costa S, Carvalho L, Carvalho J, Pedroto I,&nbsp; Soares J, Henrique R, Bento MJ, Hassan C, Dinis-Ribeiro M. Colorectal Screening Program in&nbsp; Northern Portugal: First Findings. Acta Med Port. 2022;35(3):164-169. doi:10.20344/amp.15904. </p>



<p class="has-small-font-size">[2] Monteiro H, Oliveira M, Reis J, Tavares F. Optimizing Colorectal Screening in Portugal with&nbsp; Process Mining. Eur J Public Health. 2024;34(Suppl 3):ckae144.2110.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="has-small-font-size">[3] Monteiro H, Oliveira M, Martinho R, Martins C. Managing Data in Screening Programs:&nbsp; Challenges and Solutions. Acta Med Port. 2025;39(3):208-217. doi:10.20344/amp.23363. </p>



<p class="has-small-font-size">[4] Monteiro H, Gonçalves B, Martinho R, Felgueiras Ó, Martins C. Monitoring Colorectal Cancer&nbsp; Screening at Scale: Conformance Checking and Bottleneck Detection in Northern Portugal. J Prim&nbsp; Care Community Health. 2026;17:1-9. doi:10.1177/21501319261458040.&nbsp;</p>



<p class="has-small-font-size">[5] Rinner C, Helm E, Dunkl R, Kittler H, Rinderle-Ma S. Process Mining and Conformance&nbsp; Checking of Long Running Processes in the Context of Melanoma Surveillance. Int J Environ Res&nbsp; Public Health. 2018;15(12):2809. doi:10.3390/ijerph15122809.&nbsp;</p>



<p class="has-small-font-size">[6] Munoz-Gama J, Martin N, Fernandez-Llatas C, Johnson OA, Sepúlveda M, Helm E, et al.&nbsp; Process mining for healthcare: Characteristics and challenges. J Biomed Inform. 2022;127:103994.&nbsp; doi:10.1016/j.jbi.2022.103994.&nbsp;</p>



<p class="has-small-font-size">[7] Monteiro H, Oliveira M, Martinho R, Reis J, Tavares F, Felgueiras Ó, Martins C. Population Based Cancer Screening Analysis in Northern Portugal Using Process Mining. J Cancer Policy.&nbsp; 2026;47:100702. doi:10.1016/j.jcpo.2026.100702.&nbsp;</p>



<p class="has-small-font-size">[8] Estratégia Nacional de Luta Contra o Cancro, Horizonte 2030. Despacho n.º 13227/2023, de 27&nbsp;de dezembro. Diário da República, 2.ª série, n.º 248.&nbsp;</p>



<p class="has-small-font-size">[9] Direção-Geral da Saúde. Monitorização dos Rastreios Oncológicos de Base Populacional:&nbsp;relatório relativo a 2024. Lisboa: DGS; 2026.</p>



<p>Consulte o artigo completo <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/41500461/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>. </p>
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			</item>
		<item>
		<title>Rastreio do cancro da próstata em Portugal: conhecimentos, práticas e atitudes dos médicos de família e dos urologistas</title>
		<link>https://myoncologia.pt/opiniao/rastreio-do-cancro-da-prostata-em-portugal-conhecimentos-praticas-e-atitudes-dos-medicos-de-familia-e-dos-urologistas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 10:49:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Num artigo de opinião, a médica de Medicina Geral e Familiar (MGF) Raquel Braga, da Unidade Local de Saúde (ULS) de Matosinhos, analisa a complexidade do rastreio do cancro da próstata em Portugal, tendo como ponto de partida os resultados do recente estudo Prostate Cancer Screening: Knowledge, Attitudes, and Practices by Medical Doctors in Portugal, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Num artigo de opinião, a médica de Medicina Geral e Familiar (MGF) <strong>Raquel Braga</strong>, da Unidade Local de Saúde (ULS) de Matosinhos, analisa a complexidade do rastreio do cancro da próstata em Portugal, tendo como ponto de partida os resultados do recente estudo <em>Prostate Cancer Screening: Knowledge, Attitudes, and Practices by Medical Doctors in Portugal</em>, do qual faz parte. A autora explica como a mudança de paradigma internacional, que se afasta do rastreio cego para privilegiar a decisão partilhada e o risco individual, tem impactado a prática clínica, revelando assimetrias de conhecimentos e atitudes entre médicos de MGF e urologistas. Colocando a comunicação clínica no centro do processo, a médica reflete sobre os desafios de alinhar as novas orientações europeias com a realidade nacional, sublinhando que a melhor decisão resultará sempre do encontro entre a evidência científica, a experiência do profissional e os valores do doente.</p>



<p>O rastreio do cancro da próstata mantém-se um dos temas mais debatidos da medicina contemporânea, desde o início da utilização do PSA como exame de rastreio, na década de 80. Poucas áreas da prevenção oncológica suscitam tanta controvérsia quanto às recomendações internacionais, às decisões clínicas e às expectativas dos médicos e dos doentes. Em Portugal, onde o cancro da próstata constitui a neoplasia maligna mais frequentemente diagnosticada em homens e uma das principais causas de mortalidade por cancro, esta discussão assume particular relevância.</p>



<p>Durante décadas, a determinação do antigénio específico da próstata (PSA) difundiu-se rapidamente na prática clínica, apesar de não haver consenso quanto ao equilíbrio entre os seus benefícios e riscos. Se, por um lado, permitiu o diagnóstico precoce de milhares de tumores potencialmente curáveis, por outro, conduziu ao sobrediagnóstico e ao sobretratamento de lesões indolentes, expondo muitos homens a intervenções desnecessárias e às respetivas complicações. Num estudo representativo da população portuguesa,&nbsp;44,2% dos homens entre os 40 e os 79 anos referiram ter realizado rastreio do cancro da próstata pelo menos uma vez na vida, evidenciando uma elevada utilização do rastreio oportunístico.<sup>1</sup></p>



<p>Atualmente, o paradigma internacional encontra-se em transformação. As recomendações das principais sociedades científicas evoluíram de uma posição de aceitação ou rejeição generalizada para uma abordagem centrada na decisão partilhada entre médico e doente, considerando a idade, a esperança de vida, os fatores de risco individuais e as preferências de cada pessoa. Paralelamente, a União Europeia tem vindo a incentivar os Estados-Membros a desenvolver programas organizados e baseados no risco, recorrendo às novas evidências científicas e aos avanços tecnológicos, como a ressonância magnética multiparamétrica antes da realização de biópsia, o que pode ajudar a mitigar os efeitos do sobrediagnóstico e do sobretratamento.</p>



<p>Contudo, permanecem questões essenciais: os médicos portugueses estarão preparados para esta mudança de paradigma? Como se caracterizam os conhecimentos práticos e atitudes dos médicos de família e urologistas (especialidades que mais frequentemente lidam com esta situação) em relação a este rastreio?</p>



<p>Foi precisamente desta inquietação que surgiu o estudo <em>&#8220;Prostate Cancer Screening: Knowledge, Attitudes, and Practices by Medical Doctors in Portugal&#8221;,</em> recentemente publicado no <em>Journal of Cancer Education</em>. O objetivo foi conhecer, pela primeira vez em Portugal, como os médicos compreendem, interpretam e aplicam as recomendações relativas ao rastreio do cancro da próstata.</p>



<p>O estudo envolveu investigadores de várias instituições nacionais, incluindo especialistas em Medicina Geral e Familiar, Saúde Pública, Epidemiologia e Urologia, o que reflete a natureza multidisciplinar desta problemática. A investigação assentou num estudo observacional transversal, realizado por meio de um questionário <em>online</em> dirigido a médicos portugueses das especialidades de Medicina Geral e Familiar (n=596) e Urologia (n=63), enviado por email, através das respetivas Sociedades Científicas (Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar e Associação Portuguesa de Urologia), o que permitiu caracterizar simultaneamente os conhecimentos, as atitudes e a prática clínica relativamente ao rastreio. </p>



<p>Mais do que medir conhecimentos e opiniões, procurou compreender de que forma as recomendações internacionais e nacionais chegam à prática clínica quotidiana.</p>



<p>Os resultados revelam um cenário simultaneamente positivo e profundamente desafiante.</p>



<p>Por um lado, verifica-se um elevado reconhecimento da importância do diagnóstico precoce do cancro da próstata e da necessidade de envolver os doentes na decisão clínica. A maioria dos médicos demonstra preocupação em fornecer informação aos homens antes da realização do PSA e reconhece que esta decisão deve resultar de um processo de decisão informada e partilhada.</p>



<p>Determinou-se que, em Portugal, os médicos de família preferem adotar as normas de orientação clínica da Direção-Geral de Saúde, ao passo que os urologistas preferem seguir as normas da <em>European Association of Urology</em>. &nbsp;Observam-se variações entre estas duas especialidades quanto aos critérios relativos à idade ideal para iniciar ou terminar o rastreio, bem como alguma heterogeneidade no reconhecimento dos fatores de risco familiares, étnicos e de idade. Além disso, o estudo revela que os urologistas são mais interventivos e acreditam mais nos benefícios do rastreio do cancro da próstata do que os médicos de família.</p>



<p>Estes resultados refletem um fenómeno conhecido internacionalmente: mesmo quando existem recomendações clínicas bem estabelecidas, a sua implementação clínica nem sempre é uniforme e depende do contexto de prática. A evidência científica é dinâmica; as orientações nem sempre coincidem entre sociedades científicas e, perante a incerteza, muitos médicos continuam naturalmente a basear parte das suas decisões na formação inicial, na experiência clínica acumulada e nas recomendações locais.</p>



<p>Este facto não deve ser interpretado como uma fragilidade da prática médica, mas antes como um sinal da complexidade inerente ao rastreio do cancro da próstata.</p>



<p>Ao contrário do rastreio do colo do útero, da mama ou do cancro colorretal, onde existe maior consenso relativamente aos programas organizados, o rastreio do cancro da próstata continua dependente de uma avaliação individualizada, exigindo competências de comunicação clínica particularmente desenvolvidas.</p>



<p>É precisamente aqui que os cuidados de saúde primários assumem um papel determinante, uma vez que um dos principais fatores de adesão a um rastreio reside na possibilidade de abordar o assunto com o médico com quem se estabelece uma relação de confiança.&nbsp;</p>



<p>Em Portugal, os médicos de família constituem frequentemente o primeiro profissional de saúde a abordar este tema com os homens assintomáticos. São eles que esclarecem dúvidas, interpretam fatores de risco, discutem as vantagens e limitações do PSA e acompanham as decisões tomadas e suas consequências ao longo do tempo. A qualidade desta comunicação poderá influenciar significativamente a adequação do rastreio realizado.</p>



<p>Os resultados agora publicados sugerem igualmente a necessidade de reforçar a formação médica contínua nesta área. Num contexto científico em rápida evolução, torna-se fundamental garantir que todos os profissionais tenham acesso às recomendações mais recentes, compreendam a qualidade da evidência disponível e desenvolvam competências em decisão partilhada. Não basta conhecer as normas; é necessário traduzir a evidência numa conversa clara, equilibrada e adaptada às preferências de cada doente.</p>



<p>Este desafio ganha ainda maior importância perante as recentes orientações europeias.</p>



<p>Em 2022, o Conselho da União Europeia recomendou aos Estados-Membros que explorassem a implementação faseada de programas organizados de deteção precoce do cancro da próstata (além do cancro do estômago e do pulmão), baseados na estratificação do risco individual e apoiados por evidência científica robusta. Trata-se de uma mudança histórica, que poderá transformar profundamente a abordagem ao rastreio nos próximos anos.</p>



<p>Portugal terá inevitavelmente de acompanhar esta evolução.</p>



<p>Para tal, será indispensável conhecer não apenas a evidência científica internacional, mas também a realidade nacional: como pensam os médicos, quais as dificuldades encontradas na prática clínica, quais as barreiras à implementação das recomendações e quais as necessidades de formação existentes.</p>



<p>Este estudo adquire particular relevância ao fornecer uma caracterização nacional das atitudes e práticas médicas das especialidades que mais frequentemente lidam com este rastreio, disponibilizando informação essencial para orientar políticas de saúde, desenvolver estratégias de formação e preparar recomendações futuras ajustadas ao contexto português.</p>



<p>Num sistema de saúde que procura simultaneamente melhorar os resultados em saúde, reduzir desperdícios e reforçar a centralidade do doente, esta perspetiva torna-se indispensável.</p>



<p>O futuro do rastreio do cancro da próstata não dependerá apenas de novos biomarcadores, de algoritmos de inteligência artificial ou de exames de imagem mais sofisticados. Dependerá igualmente da qualidade da comunicação entre médico e doente, da confiança nas recomendações científicas e da capacidade de adaptar a evidência às características individuais de cada homem. Dependerá também da capacidade de se montar em Portugal um programa de rastreio confiável, sustentável e seguro, que, assim que levantar uma suspeita de cancro da próstata, estabeleça rapidamente um diagnóstico e assegure um tratamento rápido e eficaz.</p>



<p>Este estudo recorda-nos que a melhor decisão clínica raramente resulta apenas de um exame laboratorial. É aquela que nasce do encontro entre a melhor evidência científica disponível, a experiência do médico e os valores do doente, segundo o paradigma da Medicina Baseada na Evidência.</p>



<p>A presente investigação integra uma tese de doutoramento intitulada &#8220;Prostate Cancer Screening in Portugal: Adherence, Practices, and Views from Different Stakeholders&#8221;, composta por quatro estudos. Este estudo analisou os conhecimentos, atitudes e práticas clínicas de médicos de família e urologistas portugueses relativamente ao rastreio do cancro da próstata. Os restantes estudos avaliaram: (1) a utilização do rastreio e os conhecimentos, atitudes e práticas da população masculina portuguesa;<sup>1</sup> (2) a associação entre características dos doentes com cancro da próstata e o estádio da doença ao diagnóstico;<sup>2</sup> e (3) as barreiras, facilitadores e perspetivas dos diferentes intervenientes sobre a implementação e gestão de programas de rastreio em Portugal.<sup>3</sup></p>



<p>Num momento em que Portugal e a Europa repensam o futuro do rastreio do cancro da próstata, compreender como os médicos decidem e se posicionam poderá ser tão importante quanto desenvolver novas formas de diagnóstico precoce ou planear formas éticas, seguras e sustentáveis de implementar programas de rastreio. A ciência produz evidências, mas é a prática clínica que as transforma em ganhos efetivos para a saúde das populações.</p>



<p>Aceda ao artigo na íntegra <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/40533657/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>



<p class="has-small-font-size"><strong>Referências Bibliográficas:</strong></p>



<p class="has-small-font-size">1-Braga R, Costa AR, Pina F, Moura-Ferreira P, Lunet N. Prostate cancer screening in Portugal: prevalence and perception of potential benefits and adverse effects. Eur J Cancer Prev. 2020 May;29(3):248-251. doi: 10.1097/CEJ.0000000000000539. PMID: 31651568.</p>



<p class="has-small-font-size">2- Braga R, Araújo N, Costa A, Lopes C, Silva I, Correia R, Carneiro F, Braga I, Pacheco-Figueiredo L, Oliveira J, Morais S, Tedim Cruz V, Pereira S, Lunet N. Association between sociodemographic and clinical features, health behaviors, and health literacy of patients with prostate cancer and prostate cancer prognostic stage. Eur J Cancer Prev. 2024 May 1;33(3):243-251. doi: 10.1097/CEJ.0000000000000854. Epub 2023 Nov 6. PMID: 37997910.</p>



<p class="has-small-font-size">3- Fernandes A, Braga R, Taveira-Barbosa J, Amorim M, Firmino-Machado J, Lunet N. Challenges and enablers in the implementation of screening programs for lung, prostate and gastric cancers in Portugal: A qualitative study involving stakeholders. SSM-Health Systems. <a href="https://www.sciencedirect.com/journal/ssm-health-systems/vol/7/suppl/C">Volume 7</a>,&nbsp;December 2026, 100237. <a href="https://doi.org/10.1016/j.ssmhs.2026.100237">https://doi.org/10.1016/j.ssmhs.2026.100237</a></p>
<p>O conteúdo <a href="https://myoncologia.pt/opiniao/rastreio-do-cancro-da-prostata-em-portugal-conhecimentos-praticas-e-atitudes-dos-medicos-de-familia-e-dos-urologistas/">Rastreio do cancro da próstata em Portugal: conhecimentos, práticas e atitudes dos médicos de família e dos urologistas</a> aparece primeiro em <a href="https://myoncologia.pt">My Oncologia</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Investigadores descobrem que gordura favorece progressão do cancro do estômago</title>
		<link>https://myoncologia.pt/atualidade/investigadores-descobrem-que-gordura-favorece-progressao-do-cancro-do-estomago/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 14:33:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://myoncologia.pt/?p=221665</guid>

					<description><![CDATA[<p>Cientistas do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S) da Universidade do Porto descobriram que o cancro do estômago pode ser alimentado pela gordura, abrindo portas a terapias para bloquear esta interação que favorece a progressão da doença. A investigação “identificou uma nova forma de comunicação entre células do cancro do estômago e células [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Cientistas do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S) da Universidade do Porto descobriram que o cancro do estômago pode ser alimentado pela gordura, abrindo portas a terapias para bloquear esta interação que favorece a progressão da doença.</p>



<p>A investigação “identificou uma nova forma de comunicação entre células do cancro do estômago e células do tecido adiposo”, mostrando que a interação “pode fornecer energia às células tumorais, favorecendo a progressão da doença”, descreve o i3S em comunicado.</p>



<p>Os investigadores acreditam que a descoberta “poderá abrir caminho ao desenvolvimento de novas terapias capazes de bloquear a troca de mensagens entre as células cancerígenas e as células de gordura, dificultando o acesso do tumor a esta fonte de energia”.</p>



<p>O i3S destaca, por isso, o “potencial impacto” da investigação “no controlo da progressão do cancro”.</p>



<p>Por outro lado, considera que a investigação pode “contribuir para combater problemas frequentemente associados à doença, como perda acentuada de peso, de massa muscular e de gordura corporal, afetando de forma significativa a qualidade de vida e a sobrevivência dos doentes com cancro”.</p>



<p>“Ao revelar uma nova forma de interação entre o tumor e os tecidos que o rodeiam, este trabalho reforça a importância de compreender não apenas as células cancerígenas, mas também o ambiente em que estas se desenvolvem”, sublinha.</p>



<p>No estudo, os investigadores analisaram células de cancro do estômago que apresentam à superfície uma molécula de açúcar (chamada sialyl-Tn), frequentemente encontrada em tumores mais agressivos.</p>



<p>Esta molécula foi identificada “como um elemento central” no processo de comunicação entre o tumor e o tecido adiposo.</p>



<p>“Verificámos que estas células libertam pequenas partículas, conhecidas como vesículas extracelulares, que funcionam como «mensagens» enviadas para outras células do organismo”, refere Daniela Freitas, investigadora do i3S e coordenadora do estudo.</p>



<p>Quando estas partículas chegam às células de gordura, elas começam “a libertar mais ácidos gordos, moléculas ricas em energia que podem ser aproveitadas pelas células tumorais”.</p>



<p>“Observámos que as células cancerígenas conseguem adaptar-se para utilizar essa gordura como combustível. Ao terem acesso a esta fonte adicional de energia, tornam-se mais móveis e podem ganhar uma maior capacidade de invadir os tecidos vizinhos”, sublinha Cátia Ramos, primeira autora do estudo.</p>



<p class="has-small-font-size">Fonte: LUSA</p>
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		<title>AstraZeneca renova o compromisso de combater o cancro do pulmão e todas as patologias oncológicas</title>
		<link>https://myoncologia.pt/entrevistas/astrazeneca-renova-o-compromisso-de-combater-o-cancro-do-pulmao-e-todos-as-patologias-oncologicas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gonçalo Dias Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 14:13:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A diretora da área de Oncologia e Hematologia da AstraZeneca em Portugal, Diana Malhado, marcou presença na primeira edição do fórum &#8220;Deep Breath Deep Care&#8221;, em Lisboa, para debater as grandes ambições e o papel da farmacêutica no setor. Assista à entrevista. Diana Malhado traçou um retrato da evolução da empresa, apontando para o crescimento [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A diretora da área de Oncologia e Hematologia da AstraZeneca em Portugal, <strong>Diana Malhado</strong>, marcou presença na primeira edição do fórum &#8220;Deep Breath Deep Care&#8221;, em Lisboa, para debater as grandes ambições e o papel da farmacêutica no setor. Assista à entrevista.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="06_DIANA MALHADO" src="https://player.vimeo.com/video/1208460519?h=42733faa00&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p>Diana Malhado traçou um retrato da evolução da empresa, apontando para o crescimento e expansão significativos verificado nos últimos anos, que se traduz atualmente em intervenções ativas em seis áreas terapêuticas. A responsável enfatizou que o propósito central da AstraZeneca é erradicar o cancro como causa de mortalidade, sublinhando que o desenvolvimento de novas moléculas tem trazido resultados animadores para a comunidade médica.</p>



<p>Contudo, a diretora lembrou que esta meta ambiciosa não pode ser cumprida de forma isolada, sendo fundamental uma colaboração estreita com todo o ecossistema e sistema de saúde. O trabalho conjunto deve focar-se na melhoria do diagnóstico precoce e na criação de estratégias integradas de gestão, de modo a assegurar que os doentes recebam os melhores cuidados e soluções possíveis.</p>
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		<title>O papel fulcral da Enfermagem no acompanhamento contínuo do doente com cancro do pulmão</title>
		<link>https://myoncologia.pt/entrevistas/o-papel-fulcral-da-enfermagem-no-acompanhamento-continuo-do-doente-com-cancro-do-pulmao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gonçalo Dias Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 14:12:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Durante o primeiro evento &#8220;Deep Breath Deep Care&#8221;, promovido pela AstraZeneca em Lisboa, a enfermeira Albertina Santos, do Hospital da Luz, abordou a importância de centrar os cuidados na pessoa e não apenas na evolução clínica da doença. Veja a entrevista. A enfermeira salientou que o percurso dos doentes com cancro do pulmão é complexo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Durante o primeiro evento &#8220;Deep Breath Deep Care&#8221;, promovido pela AstraZeneca em Lisboa, a enfermeira <strong>Albertina Santos</strong>, do Hospital da Luz, abordou a importância de centrar os cuidados na pessoa e não apenas na evolução clínica da doença. Veja a entrevista.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="01_ALBERTINA SANTOS-" src="https://player.vimeo.com/video/1208460153?h=db1256897d&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p>A enfermeira salientou que o percurso dos doentes com cancro do pulmão é complexo e altamente desafiante, exigindo um apoio multidisciplinar contínuo. De acordo com Albertina Santos, a intervenção da Enfermagem é essencial na gestão de sintomas e efeitos adversos das novas terapêuticas, desempenhando simultaneamente uma função vital no suporte emocional e na capacitação dos doentes perante uma realidade que altera profundamente as suas dinâmicas de vida.</p>



<p>Com a introdução de novas linhas de tratamento que prolongam a sobrevivência global, a enfermeira destacou que os profissionais enfrentam uma necessidade constante de atualização técnica. Este cenário requer um acompanhamento cada vez mais estruturado, focado na educação para o tratamento e ajustado às comorbilidades individuais ao longo de toda a trajetória do doente.</p>
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		<item>
		<title>Análise de subgrupos do estudo FLAURA2 redefine opções na prática clínica</title>
		<link>https://myoncologia.pt/entrevistas/analise-de-subgrupos-do-estudo-flaura2-redefine-opcoes-na-pratica-clinica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gonçalo Dias Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 14:09:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Na primeira sessão do encontro &#8220;Deep Breath Deep Care&#8221;, organizado nas instalações da AstraZeneca em Lisboa, Mariana Sardinha, médica no Hospital dos Capuchos, partilhou importantes evidências científicas sobre o tratamento de primeira linha. Assista à entrevista. Mariana Sardinha destacou que os dados mais recentes reforçam a eficácia da combinação de quimioterapia com osimertinib como o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Na primeira sessão do encontro &#8220;Deep Breath Deep Care&#8221;, organizado nas instalações da AstraZeneca em Lisboa, <strong>Mariana Sardinha</strong>, médica no Hospital dos Capuchos, partilhou importantes evidências científicas sobre o tratamento de primeira linha. Assista à entrevista.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="04_MARIANA SARDINHA" src="https://player.vimeo.com/video/1208460152?h=de55438e86&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p>Mariana Sardinha destacou que os dados mais recentes reforçam a eficácia da combinação de quimioterapia com osimertinib como o novo padrão de cuidados em doentes com mutação EGFR. As análises exploratórias demonstram benefícios em termos de sobrevivência global e livre de progressão, sendo particularmente expressivos em subgrupos de pior prognóstico, como casos de metástases no sistema nervoso central ou elevada carga de doença.</p>



<p>A especialista referiu que estas evidências trazem uma maior flexibilidade ao contexto clínico, permitindo desenhar diferentes planos de tratamento à medida. A escolha entre intensificar a terapêutica para obter mais resposta ou priorizar o conforto e comodidade deve ser amplamente discutida com o doente, avaliando o perfil de toxicidade que cada pessoa é capaz de gerir.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://myoncologia.pt/entrevistas/analise-de-subgrupos-do-estudo-flaura2-redefine-opcoes-na-pratica-clinica/">Análise de subgrupos do estudo FLAURA2 redefine opções na prática clínica</a> aparece primeiro em <a href="https://myoncologia.pt">My Oncologia</a>.</p>
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		<item>
		<title>Combinação terapêutica abre portas a uma personalização eficaz nos doentes EGFR</title>
		<link>https://myoncologia.pt/entrevistas/combinacao-terapeutica-abre-portas-a-uma-personalizacao-eficaz-nos-doentes-egfr/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gonçalo Dias Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 14:07:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Filipa Ferro, do Hospital Pulido Valente, esteve presente na primeira sessão da iniciativa &#8220;Deep Breath Deep Care&#8221;, realizado na sede lisboeta da AstraZeneca, onde se discutiu a mudança de paradigma no tratamento do cancro do pulmão. Veja o depoimento. A especialista explicou que a introdução de estratégias de combinação, que associam a terapêutica-alvo à quimioterapia, [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://myoncologia.pt/entrevistas/combinacao-terapeutica-abre-portas-a-uma-personalizacao-eficaz-nos-doentes-egfr/">Combinação terapêutica abre portas a uma personalização eficaz nos doentes EGFR</a> aparece primeiro em <a href="https://myoncologia.pt">My Oncologia</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>Filipa Ferro</strong>, do Hospital Pulido Valente, esteve presente na primeira sessão da iniciativa &#8220;Deep Breath Deep Care&#8221;, realizado na sede lisboeta da AstraZeneca, onde se discutiu a mudança de paradigma no tratamento do cancro do pulmão. Veja o depoimento.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="02_FILIPA FERRO" src="https://player.vimeo.com/video/1208460151?h=f878aa582e&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p>A especialista explicou que a introdução de estratégias de combinação, que associam a terapêutica-alvo à quimioterapia, está a revolucionar a abordagem clínica para doentes com mutações EGFR. Este avanço representa um passo além da tradicional discussão sobre qual o inibidor de tirosina quinase (TKI) isolado seria mais eficaz, demonstrando agora resultados com respostas substancialmente mais prolongadas no tempo.</p>



<p>Para a médica, o sucesso desta abordagem reside numa personalização detalhada, que começa logo na caracterização exata do tumor e do seu perfil mutacional. O objetivo da equipa foca-se em equilibrar o controlo máximo da doença com a tolerabilidade às toxicidades, integrando sempre o estado geral e as preferências do doente numa decisão clínica partilhada.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://myoncologia.pt/entrevistas/combinacao-terapeutica-abre-portas-a-uma-personalizacao-eficaz-nos-doentes-egfr/">Combinação terapêutica abre portas a uma personalização eficaz nos doentes EGFR</a> aparece primeiro em <a href="https://myoncologia.pt">My Oncologia</a>.</p>
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		<item>
		<title>Estudo FLAURA2 comprova aumento na sobrevivência e levanta novos desafios na prática clínica</title>
		<link>https://myoncologia.pt/entrevistas/estudo-flaura2-comprova-aumento-na-sobrevivencia-e-levanta-novos-desafios-na-pratica-clinica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gonçalo Dias Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 14:05:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No decorrer do &#8220;Deep Breath Deep Care&#8221;, uma iniciativa organizada pela AstraZeneca, cuja primeira sessão teve lugar nas suas instalações em Lisboa, Marcos Pantarotto, especialista da Fundação Champalimaud, partilhou os seus pontos de vista sobre os avanços recentes no tratamento do cancro do pulmão, nomeadamente as conclusões do estudo FLAURA2. Veja o vídeo. Marcos Pantarotto [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://myoncologia.pt/entrevistas/estudo-flaura2-comprova-aumento-na-sobrevivencia-e-levanta-novos-desafios-na-pratica-clinica/">Estudo FLAURA2 comprova aumento na sobrevivência e levanta novos desafios na prática clínica</a> aparece primeiro em <a href="https://myoncologia.pt">My Oncologia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>No decorrer do &#8220;Deep Breath Deep Care&#8221;, uma iniciativa organizada pela AstraZeneca, cuja primeira sessão teve lugar nas suas instalações em Lisboa, <strong>Marcos Pantarotto</strong>, especialista da Fundação Champalimaud, partilhou os seus pontos de vista sobre os avanços recentes no tratamento do cancro do pulmão, nomeadamente as conclusões do estudo FLAURA2. Veja o vídeo.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="05_MARCOS PANTAROTTO" src="https://player.vimeo.com/video/1208460155?h=8ca8ff1040&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p>Marcos Pantarotto destacou que a estratégia terapêutica avaliada no estudo FLAURA2 apresenta resultados promissores ao aumentar significativamente a sobrevivência dos doentes. No entanto, o oncologista alertou que esse benefício exige um esforço clínico rigoroso para identificar quais os melhores candidatos a esta abordagem, minimizando o impacto na qualidade de vida.</p>



<p>O médico frisou ainda que os doentes com patologias mais agressivas, como aqueles que apresentam mutações TP53 ou metástases cerebrais, e que mostram capacidade para tolerar a carga terapêutica, são os que mais poderão beneficiar. Esta seleção criteriosa evidencia a importância crucial da experiência e avaliação partilhada de pneumologistas e oncologistas que acompanham os casos no dia a dia.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://myoncologia.pt/entrevistas/estudo-flaura2-comprova-aumento-na-sobrevivencia-e-levanta-novos-desafios-na-pratica-clinica/">Estudo FLAURA2 comprova aumento na sobrevivência e levanta novos desafios na prática clínica</a> aparece primeiro em <a href="https://myoncologia.pt">My Oncologia</a>.</p>
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		<item>
		<title>Reuniões multidisciplinares e opinião do doente guiam decisões na era da precisão</title>
		<link>https://myoncologia.pt/entrevistas/reunioes-multidisciplinares-e-opiniao-do-doente-guiam-decisoes-na-era-da-precisao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gonçalo Dias Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 13:48:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No âmbito da iniciativa &#8220;Deep Breath Deep Care&#8221;, promovida pela AstraZeneca, em Lisboa, Margarida Felizardo, pneumologista no Hospital Beatriz Ângelo e no Hospital da Luz, colocou em evidência os novos desafios na tomada de decisão médica com o surgimento novas opções terapêuticas no cancro do pulmão. Assista à entrevista em vídeo. Margarida Felizardo celebrou o [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://myoncologia.pt/entrevistas/reunioes-multidisciplinares-e-opiniao-do-doente-guiam-decisoes-na-era-da-precisao/">Reuniões multidisciplinares e opinião do doente guiam decisões na era da precisão</a> aparece primeiro em <a href="https://myoncologia.pt">My Oncologia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>No âmbito da iniciativa &#8220;Deep Breath Deep Care&#8221;, promovida pela AstraZeneca, em Lisboa, <strong>Margarida Felizardo</strong>, pneumologista no Hospital Beatriz Ângelo e no Hospital da Luz, colocou em evidência os novos desafios na tomada de decisão médica com o surgimento novas opções terapêuticas no cancro do pulmão. Assista à entrevista em vídeo.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="03_MARGARIDA FELIZARDO" src="https://player.vimeo.com/video/1208460520?h=63618a6cea&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p>Margarida Felizardo celebrou o aparecimento de novas alternativas que expandem a eficácia terapêutica no cancro do pulmão avançado, marcando uma evolução necessária face ao paradigma focado apenas na monoterapia. Com mais ferramentas válidas ao dispor, a médica frisou que o grande desafio atual reside em debater exaustivamente estas opções em comissões multidisciplinares para adequar a estratégia ao perfil de cada doente.</p>



<p>A especialista sublinhou que a escolha do tratamento envolve obrigatoriamente a consideração das comorbilidades e o impacto dos efeitos secundários na rotina diária da pessoa. A transição dos dados robustos extraídos dos ensaios clínicos para a prática real em ambiente hospitalar constitui uma fase desafiante, mas essencial para otimizar os resultados em saúde.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://myoncologia.pt/entrevistas/reunioes-multidisciplinares-e-opiniao-do-doente-guiam-decisoes-na-era-da-precisao/">Reuniões multidisciplinares e opinião do doente guiam decisões na era da precisão</a> aparece primeiro em <a href="https://myoncologia.pt">My Oncologia</a>.</p>
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		<item>
		<title>O elo de ligação essencial: Enfermagem e a proximidade no tratamento oncológico</title>
		<link>https://myoncologia.pt/entrevistas/o-elo-de-ligacao-essencial-enfermagem-e-a-proximidade-no-tratamento-oncologico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gonçalo Dias Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 13:37:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Durante a sessão do &#8220;Deep Breath Deep Care&#8221;, realizada no Hotel Porto Palácio pela AstraZeneca, no Porto, a enfermeira Marisa Rafael, do IPO do Porto, partilhou a sua perspetiva sobre a gestão de doentes integrados em novas abordagens terapêuticas. Veja o vídeo. Marisa Rafael destacou que os profissionais de Enfermagem acompanham o doente de forma [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://myoncologia.pt/entrevistas/o-elo-de-ligacao-essencial-enfermagem-e-a-proximidade-no-tratamento-oncologico/">O elo de ligação essencial: Enfermagem e a proximidade no tratamento oncológico</a> aparece primeiro em <a href="https://myoncologia.pt">My Oncologia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Durante a sessão do &#8220;Deep Breath Deep Care&#8221;, realizada no Hotel Porto Palácio pela AstraZeneca, no Porto, a enfermeira <strong>Marisa Rafael</strong>, do IPO do Porto, partilhou a sua perspetiva sobre a gestão de doentes integrados em novas abordagens terapêuticas. Veja o vídeo.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="01_MARISA RAFAEL" src="https://player.vimeo.com/video/1208480824?h=e76e9901ef&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p>Marisa Rafael destacou que os profissionais de Enfermagem acompanham o doente de forma ao longo de todo o seu percurso, assumindo um papel determinante na avaliação contínua do doente e na monitorização dos eventos adversos dos tratamentos. &nbsp;Sublinhou ainda, que Enfermagem constitui um elo de ligação fundamental entre o doente e a restante equipa multidisciplinar, fornecendo informação relevante que vai apoiar a tomada de decisão médica, assegurando desta forma um acompanhamento próximo, seguro e humanizado, através do esclarecimento de dúvidas e da resposta atempada às necessidades do doente.</p>



<p>A enfermeira acrescentou que a missão da Enfermagem vai muito além das queixas puramente clínicas, abrangendo também o apoio às dimensões de ordem psicológica, emocional e à promoção da qualidade de vida dos doentes.</p>



<p>Marisa Rafael realça que a evolução de novas terapêuticas têm permitido aumentar a esperança de vida dos doentes que sofreram progressão da doença após tratamentos anteriores. Neste contexto, estas novas abordagens representam uma oportunidade acrescida para o doente e para os profissionais de saúde.</p>
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