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	<title>My Oncologia</title>
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	<description>Plataforma multimédia dirigida à comunidade médica e outros profissionais de saúde envolvidos no tratamento das doenças oncológicas.</description>
	<lastBuildDate>Tue, 01 Sep 2026 14:08:14 +0000</lastBuildDate>
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	<title>My Oncologia</title>
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		<title>Aprovado financiamento público para o tratamento do cancro da mama HR+/HER2 metastático previamente tratado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Sep 2026 14:07:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (INFARMED) aprovou o financiamento público de um novo ADC para utilização nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS). A decisão disponibiliza esta opção terapêutica inovadora em monoterapia para doentes adultos com cancro da mama irressecável ou metastático HR+/HER2-, que tenham sido previamente tratados com terapia [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (INFARMED) aprovou o financiamento público de um novo ADC para utilização nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS). A decisão disponibiliza esta opção terapêutica inovadora em monoterapia para doentes adultos com cancro da mama irressecável ou metastático HR+/HER2-, que tenham sido previamente tratados com terapia endócrina e pelo menos duas linhas adicionais de terapêutica sistémica em contexto avançado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Gilead Sciences anunciou que foi dada luz verde pelo INFARMED para a integração de um novo ADC no leque de opções terapêuticas comparticipadas pelo SNS. Indicado em monoterapia, sacituzumab govitecano está indicado para o tratamento de doentes adultos com cancro da mama irressecável ou metastático com recetor hormonal (HR)-positivo, HER2-negativo que tenham recebido terapia endócrina e pelo menos duas terapias sistémicas adicionais em contexto avançado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta aprovação é suportada pelos resultados do TROPiCS-02, um estudo de Fase 3 no qual sacituzumab govitecano demonstrou um benefício de sobrevivência global (SG) estatisticamente significativo e clinicamente relevante de 3,2 meses em comparação com a quimioterapia de agente único comparadora (tratamento de escolha do médico; TPC) (SG mediana: 14,4 meses vs. 11,2 meses; <em>hazard ratio</em> [HR]=0,79; IC de 95%: 0,65-0,96; p=0,02). Sacituzumab govitecano também demonstrou uma redução de 34% no risco de progressão da doença ou morte (PFS mediana: 5,5 versus 4,0 meses; HR: 0,66; 95% CI: 0,53-0,83; p=0,0003). Três vezes mais mulheres estavam livres de progressão da doença ao fim de 1 ano quando tratadas com sacituzumab govitecano, em comparação com o tratamento à escolha do médico (21% vs. 7%).<sup>ii</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">“A recente aprovação de financiamento do sacituzumab govitecano vem colmatar uma lacuna terapêutica importante no tratamento do cancro da mama com receptores hormonais positivos e HER2 negativo, irressecável ou metastático, numa fase da doença em que as alternativas disponíveis são já muito limitadas”, refere Miguel Barbosa, diretor de Serviço de Oncologia na Unidade Local de Saúde de São João. “Para as doentes com doença avançada previamente tratadas com terapêutica hormonal e pelo menos dois tratamentos sistémicos adicionais, esta decisão permite agora o acesso a um fármaco que, em comparação com a quimioterapia, demonstrou prolongar a sobrevivência livre de progressão e a sobrevivência global. Na prática, permite-nos prolongar a vida das nossas doentes, com a doença controlada e com a melhor qualidade de vida possível”, conclui.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No estudo TROPiCS-02, sacituzumab govitecano também melhorou significativamente as medidas adicionais do <em>endpoint</em> secundário, incluindo a taxa de resposta objetiva e o tempo até à deterioração (TTD) avaliado pelo Estado de Saúde Global/Qualidade de Vida e a Escala de Fadiga de acordo com o EORTC-QLQ-C30. Não foi observada diferença estatisticamente significativa no TTD na Escala de Dor.<sup>ii</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">O perfil de segurança de sacituzumab govitecano está bem caraterizado e é consistente com estudos anteriores, não tendo sido identificados novos sinais de segurança nesta população de doentes. No TROPiCS-02, as reações adversas graves mais frequentes (>1%) foram diarreia (5%), neutropenia febril (4%), neutropenia (3%) e dor abdominal, colite, colite neutropénica, pneumonia e vómitos (2% cada). Nenhum doente tratado com sacituzumab govitecano no TROPiCS-02 registou doença pulmonar intersticial (DPI). No estudo TROPiCS-02, a taxa de descontinuação devido a reações adversas foi de 6% para sacituzumab govitecano e de 4% para os doentes tratados com quimioterapia de agente único<sup>.iii</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Sobre o Estudo TROPiCS-02</strong><sup>iii</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo TROPiCS-02 é um estudo global, multicêntrico, aberto, de Fase 3, aleatorizado 1:1 para avaliar sacituzumab govitecano <em>versus</em> a quimioterapia à escolha do médico (eribulina, capecitabina, gemcitabina ou vinorelbina) em 543 doentes com cancro da mama HR+/HER2- metastático que foram previamente tratadas com terapia endócrina, inibidor CDK4/6 e duas a quatro linhas de quimioterapia para doença metastática. O <em>endpoint</em> primário é a sobrevivência livre de progressão de acordo com os Critérios de Avaliação de Resposta em Tumores Sólidos (RECIST 1.1), conforme avaliado por uma revisão central independente e cega (BICR) para os participantes tratados com sacituzumab govitecano em comparação com os tratados com quimioterapia. Os <em>endpoints</em> secundários incluem a sobrevivência global, a taxa de resposta global, a taxa de benefício clínico e a duração da resposta, bem como a avaliação da segurança e tolerabilidade e as medidas de qualidade de vida. No estudo, a negatividade HER2 foi definida de acordo com os critérios da <em>American Society of Clinical Oncology</em> (ASCO) e do <em>College of American Pathologists </em>(CAP) como uma pontuação de imunohistoquímica (IHC) de 0, IHC 1+ ou IHC 2+ com um teste de hibridização <em>in-situ</em> (ISH) negativo. Mais informações sobre o TROPiCS-02 estão disponíveis em <a href="https://cts.businesswire.com/ct/CT?id=smartlink&amp;url=https%3A%2F%2Fclinicaltrials.gov%2Fct2%2Fshow%2FNCT03901339&amp;esheet=53486813&amp;newsitemid=20230726933349&amp;lan=en-US&amp;anchor=https%3A%2F%2Fclinicaltrials.gov%2Fct2%2Fshow%2FNCT03901339&amp;index=2&amp;md5=5c65c85483a81ab0677c6fa5a8699062" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://clinicaltrials.gov/ct2/show/NCT03901339</a>.</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph"><strong>Referências:</strong></p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">1.Relatórios de avaliação de financiamento público – INFARMED, I.P. – Trodelvy, disponivel em <a href="https://www.infarmed.pt/web/infarmed/relatorios-deavaliacao-de-financiamentopublico">https://www.infarmed.pt/web/infarmed/relatorios-deavaliacao-de-financiamentopublico</a> <br><sup>ii</sup> Rugo HS, Schmid P, Tolaney SM, Dalenc F, Marmé F, Shi L, et al. Health-related quality of life with sacituzumab govitecan in HR+/HER2− metastatic breast cancer in the phase III TROPiCS-02 trial. Oncologist. 2024;29(9):768-779<br><sup>iii</sup> Rugo HS, et al. Sacituzumab govitecan in hormone receptor–positive/human epidermal growth factor receptor</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Diagnóstico e monitorização de tumores de células germinativas do testículo num Serviço de Anatomia Patológica: dados reais do IPO Porto</title>
		<link>https://myoncologia.pt/opiniao/diagnostico-e-monitorizacao-de-tumores-de-celulas-germinativas-do-testiculo-num-servico-de-anatomia-patologica-dados-reais-do-ipo-porto/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Aug 2026 09:13:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em artigo de opinião a propósito da sua participação no recente Congresso da ASCO 2026, João Pedro Lobo, assistente hospitalar no Serviço de Anatomia Patológica do IPO Porto, partilha a experiência do centro na implementação do teste M371® em doentes com tumores de células germinativas do testículo. Com base no trabalho &#8220;Implementation of serum microRNA-371a-3p [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Em artigo de opinião a propósito da sua participação no recente Congresso da ASCO 2026, <strong>João Pedro Lobo</strong>, assistente hospitalar no Serviço de Anatomia Patológica do IPO Porto, partilha a experiência do centro na implementação do teste M371® em doentes com tumores de células germinativas do testículo. Com base no trabalho &#8220;Implementation of serum microRNA-371a-3p testing for testicular germ-cell tumors in a pathology department: Real-world data from a comprehensive cancer center&#8221;, o especialista analisa os dados de vida real da utilização deste biomarcador em biópsia líquida, salientando a sua sensibilidade e especificidade de 96% e o seu potencial revolucionário para otimizar o diagnóstico, evitar o sobretratamento e oferecer cuidados mais personalizados a jovens adultos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O cancro do testículo é uma doença rara na população geral, mas que representa a neoplasia sólida mais comum nos homens adultos-jovens com idades compreendidas entre os 15-35 anos. A vasta maioria (&gt;90%) dos tumores testiculares tem origem nas células germinativas, sendo por isso designados tumores de células germinativas (TCGs). Apesar da excelente sobrevida, em parte fruto de uma boa resposta ao tratamento sistémico com quimioterapia, continuam a existir desafios na abordagem destes doentes. Por um lado, o diagnóstico definitivo de um TCG apenas é possível após o exame anátomo-patológico da peça de orquidectomia, não havendo lugar a biópsia diagnóstica. Após confirmação da presença de uma massa testicular através do exame físico e ecografia escrotal, são solicitados os biomarcadores séricos “clássicos” – alfafetoproteína (AFP), beta-HCG (HCG) e lactato desidrogenase (LDH). Contudo, estes marcadores apresentam limitações: estão elevados em apenas cerca de 50-60% dos doentes ao diagnóstico; são dependentes da composição histológica do TCG, sendo negativos na maioria dos seminomas, carcinomas embrionários e teratomas; e apresentam baixa especificidade, podendo encontrar-se elevados em outras situações clínicas. Por outro lado, um dos maiores desafios actuais prende-se com o sobretratamento dos doentes, com enorme impacto na qualidade de vida futura destes jovens. Mais uma vez, os biomarcadores “clássicos” apresentam limitações na estratificação de risco e monitorização dos doentes durante o seu seguimento. Assim, são necessários novos biomarcadores não invasivos, pesquisáveis em biópsia líquida, capazes de sinalizar a presença de TCG com elevada sensibilidade e especificidade, melhorando o diagnóstico, a estratificação de risco e a monitorização dos doentes para deteção atempada de recidivas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os microRNAs são segmentos curtos de RNA não codificante muito estáveis em circulação e com uma semivida muito curta, tornando-os biomarcadores apelativos para utilização em biópsias líquidas. Nos últimos anos, os microRNAs do cluster 371~373 afirmaram-se como excelentes biomarcadores circulantes para doentes com TCGs, com vários estudos retrospectivos, e também prospectivos e multicêntricos, a mostrar sensibilidade e especificidade na deteção de TCGs não teratomatosos superiores a 90%, ultrapassando a performance combinada dos biomarcadores séricos “clássicos”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Recentemente, o microRNA-371a-3p começou a ser comercializado sob a forma de um teste com aprovação CE-IVDR – o teste M371®. Trata-se de um teste realizado em amostras de sangue (soro), com uma metodologia simples baseada em PCR em tempo real. Desde Agosto de 2024, o teste M371® é realizado aos doentes com massas testiculares e aos doentes com TCGs do Instituto Português de Oncologia do Porto (IPO Porto). O teste é realizado por rotina e integralmente no Laboratório de Patologia Molecular do nosso Serviço de Anatomia Patológica, com emissão de relatório e constituindo um dado adicional para discussão em consulta de grupo multidisciplinar. Esta iniciativa é fruto da colaboração estreita entre o Serviço de Anatomia Patológica, a Clínica de Urologia, a Central de Colheitas e o Grupo de Epigenética e Biologia do Cancro do Centro de Investigação. Até à data, foram realizados no nosso Serviço de Anatomia Patológica um total de 300 testes. No passado mês de Maio, apresentei o panorama de resultados dos primeiros 128 testes M371® realizados no IPO Porto na reunião anual da American Society of Clinical Oncology (ASCO).&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O teste foi realizado em diversos contextos e fases da doença, incluindo pré-orquidectomia; durante o seguimento de doentes em estadio I; antes e durante o curso de tratamento sistémico com quimioterapia; e antes/após linfadenectomia retroperitoneal. O tempo mediano de resposta (desde a colheita da amostra até disponibilizar o relatório com o resultado do teste) foi de 5,6 dias. Em cada momento de colheita de sangue para o teste M371®, foi também colhida amostra para quantificação dos biomarcadores séricos “clássicos” (AFP, HCG e LDH). O teste M371® teve uma sensibilidade de 96% e uma especificidade de 96% para deteção de TCG no nosso universo de doentes do IPO Porto. Em particular, a sensibilidade do teste M371® foi superior à da AFP (43%), da HCG (57%), da LDH (37%), e ainda da combinação AFP+HCG+LDH (80%).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em conclusão, foi comprovada a performance superior do teste M371® face aos biomarcadores séricos “clássicos” para deteção de TCGs no nosso universo de doentes. São dados promissores, que suportam a implementação deste teste na prática clínica, de forma integrada com os restantes dados analíticos e imagiológicos. A capacidade do microRNA-371a-3p para detectar presença de TCG em contextos onde os marcadores séricos clássicos falham torna-o um marcador atractivo, especialmente tendo em conta a relativa simplicidade metodológica e tecnológica do teste.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os primeiros resultados dos ensaios clínicos baseados no microRNA-371a-3p (um deles apresentado também na ASCO 2026) demonstraram o potencial deste biomarcador também na estratificação de risco dos doentes em estadio I, com valor preditivo da recidiva em doentes com seminomas e tumores não seminomatosos. Assim, como perspectiva futura, pretendemos avaliar o uso do teste M371® nesta estratificação de risco, de maneira integrada com os biomarcadores séricos “clássicos” e as variáveis histopatológicas com valor prognóstico. Estamos a trabalhar igualmente num domínio mais técnico do teste, fazendo uma comparação entre amostras pareadas de soro e plasma, na tentativa de perceber qual destas matrizes derivadas do sangue é mais adequada para a realização do teste, permitindo obter a melhor performance possível. Por último, o microRNA-371a-3p não consegue detectar especificamente a histologia de teratoma, razão pela qual estamos a trabalhar na descoberta de novos biomarcadores circulantes que permitam discriminar este subtipo histológico em particular.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">De uma maneira geral, o teste tem o potencial de permitir uma redução da frequência e intensidade do follow-up, com redução da frequência de exames de imagem e exposição a radiação, melhorando a qualidade de vida dos doentes e permitindo redução dos custos em saúde. O alto valor preditivo negativo traz o potencial de permitir a manutenção dos doentes em vigilância activa, reduzindo o sobretratamento e, em consequência, reduzindo a toxicidade do mesmo a curto e longo prazo. Em suma, acredito que a introdução do teste M371® traduz um passo em frente na obtenção de cuidados mais personalizados oferecidos aos doentes com cancro do testículo.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Save the date: aproxima-se a 3.ª Conferência Internacional de Cancro do Pâncreas Botton-Champalimaud</title>
		<link>https://myoncologia.pt/eventos/save-the-date-aproxima-se-a-3-a-conferencia-internacional-de-cancro-do-pancreas-botton-champalimaud/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Aug 2026 08:56:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Fundação Champalimaud reúne em Lisboa, nos dias 9 e 10 de outubro, os principais especialistas mundiais na 3.ª edição da International Pancreatic Cancer Conference. Dedicado ao tema &#8220;Locally Advanced and Metastatic Pancreatic Cancer: Biology and Clinical Management&#8221;, o encontro focar-se-á nas mais recentes descobertas translacionais, avanços clínicos, técnicas cirúrgicas inovadoras e novas estratégias terapêuticas [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A Fundação Champalimaud reúne em Lisboa, nos dias 9 e 10 de outubro, os principais especialistas mundiais na 3.ª edição da <em>International Pancreatic Cancer Conference</em>. Dedicado ao tema &#8220;Locally Advanced and Metastatic Pancreatic Cancer: Biology and Clinical Management&#8221;, o encontro focar-se-á nas mais recentes descobertas translacionais, avanços clínicos, técnicas cirúrgicas inovadoras e novas estratégias terapêuticas para o cancro do pâncreas localmente avançado e metastático.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Reunindo cerca de 60 especialistas de renome internacional e mais de 300 participantes de vários países, a conferência afirma-se como um fórum global de excelência para médicos, investigadores, cirurgiões e profissionais de saúde empenhados em moldar o futuro da Oncologia pancreática.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O programa científico destina-se a promover a troca de conhecimentos e o desenvolvimento de colaborações internacionais, integrando momentos de debate em torno das abordagens cirúrgicas emergentes e das terapias de última geração. O evento dará também um destaque especial à capacitação e apoio aos jovens talentos da ciência, através de sessões dedicadas a <em>Early Career Researchers</em> e de oportunidades de <em>networking</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As inscrições já se encontram abertas. Para consultar o programa científico completo e garantir o seu lugar na conferência, visite o <em><a href="https://www.fchampalimaud.org/pt-pt/events/3rd-botton-champalimaud-international-pancreatic-cancer-conference" target="_blank" rel="noreferrer noopener">site </a></em>oficial do evento.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Rastreio do cancro colorretal: atrasos no acompanhamento após teste positivo em Portugal</title>
		<link>https://myoncologia.pt/atualidade/rastreio-do-cancro-colorretal-atrasos-no-acompanhamento-apos-teste-positivo-em-portugal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Aug 2026 08:48:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um estudo realizado com base no programa de rastreio no Norte de Portugal, publicado em Journal of Primary Care &#38; Community Health, concluiu que apenas cerca de 60% das pessoas com resultado positivo no teste imunoquímico fecal (FIT) avançaram para uma colonoscopia no prazo de um ano. A análise recorreu a dados administrativos registados entre [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um estudo realizado com base no programa de rastreio no Norte de Portugal, publicado em <em>Journal of Primary Care &amp; Community Health,</em> concluiu que apenas cerca de 60% das pessoas com resultado positivo no teste imunoquímico fecal (FIT) avançaram para uma colonoscopia no prazo de um ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise recorreu a dados administrativos registados entre 2018 e 2025, correspondentes a 6,96 milhões de eventos e 1,18 milhões de pessoas convidadas para o rastreio. Para comparar o funcionamento mais recente do programa, os investigadores analisaram sobretudo episódios iniciados em 2022-2023 e em 2024-2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados mostram que, entre os participantes que tiveram um teste FIT positivo e entraram no circuito de acompanhamento pelos Cuidados de Saúde Primários, aproximadamente 60% realizaram uma colonoscopia no período de 365 dias após o convite para o rastreio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os investigadores observaram ainda um aumento de 31% no tempo entre o envio e a devolução do teste FIT no período mais recente (2024-2025), assim como um aumento do intervalo entre a comunicação do resultado laboratorial e o acompanhamento clínico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os autores defendem que a monitorização regular do percurso dos utentes pode revelar problemas que não são detetados pelos indicadores tradicionais de participação no rastreio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as medidas apontadas estão o reforço dos sistemas de lembretes, o acompanhamento sistemático das referenciações e a criação de capacidade protegida para a realização atempada de colonoscopias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aceda ao estudo <a href="https://journals.sagepub.com/doi/10.1177/21501319261458040#con2" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>. </p>
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			</item>
		<item>
		<title>Cancro do pulmão está a aumentar entre as mulheres e nos não fumadores </title>
		<link>https://myoncologia.pt/atualidade/cancro-do-pulmao-esta-a-aumentar-entre-as-mulheres-e-nos-nao-fumadores/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 31 Aug 2026 08:45:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O cancro do pulmão mantém-se como a principal causa de morte por doença oncológica em Portugal e no mundo, mas o perfil da doença está a mudar, com um aumento dos casos entre as mulheres e os não fumadores. A propósito do Dia Mundial do Cancro do Pulmão, o Grupo de Estudos do Cancro do [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O cancro do pulmão mantém-se como a principal causa de morte por doença oncológica em Portugal e no mundo, mas o perfil da doença está a mudar, com um aumento dos casos entre as mulheres e os não fumadores. A propósito do Dia Mundial do Cancro do Pulmão, o Grupo de Estudos do Cancro do Pulmão (GECP), através de&nbsp;<strong>Ana Barroso</strong>, secretária da Direção do GECP, alerta para a importância da prevenção, do rastreio organizado e do diagnóstico precoce.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados estatísticos internacionais evidenciam uma mudança no panorama. Se as políticas antitabágicas ajudam a estabilizar ou a reduzir a incidência nos homens, os diagnósticos nas mulheres e nos não fumadores continuam a aumentar. Em vários países europeus, a mortalidade feminina por este tumor ameaça ultrapassar a do cancro da mama, fruto do pico tardio no consumo de tabaco.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os avanços no conhecimento biológico e na Medicina de Precisão estão também a alterar esta trajetória. Vários estudos comprovam que o surgimento da doença em pessoas que nunca fumaram está associado a fatores ambientais, como a poluição por partículas finas (PM2,5) e a exposição ao gás radão. Estes tumores apresentam frequentemente alterações genéticas específicas, permitindo o recurso a tratamentos dirigidos com elevadas taxas de resposta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o GECP, a prevenção divide-se em três eixos: cessação tabágica, controlo ambiental e diagnóstico atempado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A mensagem que queremos deixar é clara: o cancro do pulmão pode ser evitado e, quando não o é, pode ser detetado a tempo”, afirma Ana Barroso. Acrescenta: “Eliminar o consumo de tabaco e evitar a exposição ao fumo passivo continuam a ser as medidas com maior impacto na redução do risco, assim como políticas de saúde ambiental focadas na redução de micropartículas poluentes, especialmente as partículas finas PM2,5. Paralelamente, os grandes estudos europeus recentes provaram, de forma inequívoca, que a implementação de programas organizados de rastreio através de Tomografia Computorizada (TC) de baixa dose em populações de risco reduz a mortalidade até 24% nos homens e mais de 30% nas mulheres. Detetar o tumor numa fase inicial faz toda a diferença entre a possibilidade de cura e um prognóstico complexo.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A inovação na Oncologia Torácica transformou o tratamento, com o surgimento de terapias-alvo e da imunoterapia, contribuindo para uma maior sobrevivência em fases avançadas da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A oncologia torácica vive uma verdadeira revolução. Hoje, através de testes genéticos e da identificação de biomarcadores específicos no tumor, conseguimos desenhar tratamentos personalizados e muito mais eficazes para cada pessoa. O cancro do pulmão já não significa necessariamente um prognóstico fatal a curto prazo. Mas, para que estas terapêuticas inovadoras funcionem da melhor forma, precisamos que os doentes cheguem até nós o mais cedo possível. Estar atento a sintomas persistentes, como tosse crónica, falta de ar, fadiga inexplicável, dor torácica ou perda de peso, e recorrer ao médico sem hesitar é também essencial para um diagnóstico atempado”, sublinha Ana Barroso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a campanha “Nem todos os cancros do pulmão são iguais”, o GECP reforça a importância do combate ao tabagismo, da criação de um programa de rastreio nacional, do reforço hospitalar e do acesso rápido a fármacos inovadores.</p>
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		<title>Save the date: 23.º Congresso Nacional de Oncologia realiza-se em Tróia</title>
		<link>https://myoncologia.pt/eventos/save-the-date-23-o-congresso-nacional-de-oncologia-realiza-se-em-troia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Aug 2026 10:47:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Sociedade Portuguesa de Oncologia (SPO) vai promover, de 18 a 21 de novembro, a 23.ª edição do Congresso Nacional de Oncologia, que terá como palco o Centro de Espetáculos de Tróia. Sob o lema &#8220;New Horizons – CNO Onco Future 2026&#8221;, o maior encontro científico da Oncologia em Portugal reunirá especialistas nacionais e internacionais [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A Sociedade Portuguesa de Oncologia (SPO) vai promover, de 18 a 21 de novembro, a 23.ª edição do Congresso Nacional de Oncologia, que terá como palco o Centro de Espetáculos de Tróia. Sob o lema &#8220;New Horizons – CNO Onco Future 2026&#8221;, o maior encontro científico da Oncologia em Portugal reunirá especialistas nacionais e internacionais para projetar o futuro da especialidade e debater a constante transformação dos cuidados ao doente com cancro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Afirmando-se como o espaço por excelência de partilha de conhecimento multidisciplinar no país, o congresso destina-se a oncologistas, cirurgiões, radioterapeutas, médicos de Medicina Geral e Familiar, investigadores e todos os profissionais de saúde envolvidos na prestação de cuidados oncológicos. O valor científico da reunião volta a ser reconhecido internacionalmente, tendo sido atribuída ao evento a acreditação de 20 pontos ESMO MORA (Categoria 1) pela Sociedade Europeia de Oncologia Médica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O programa científico desta edição está estruturado em torno da inovação e das novas abordagens na prática clínica diária, com especial destaque para temas como: as novas fronteiras e horizontes terapêuticos na Oncologia do futuro; avanços na Medicina de Precisão, terapias dirigidas e imunoterapia; integração de novas tecnologias de diagnóstico e estadiamento molecular; abordagem multidisciplinar e estratégias para a melhoria do percurso e da qualidade de vida do doente oncológico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A par dos debates e mesas-redondas, o congresso mantém a tradição de incentivar a investigação original com o período de submissão de resumos para comunicações orais e <em>posters</em>. O evento contará também com a participação da SPO Jovem, dinamizando espaços de partilha focados nas necessidades dos médicos internos e jovens especialistas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As informações sobre a submissão de trabalhos, datas de inscrição e o programa detalhado podem ser consultadas na plataforma oficial do evento <a href="https://cno.sponcologia.pt/2026/web/home.php?lg=1" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>. </p>
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		<title>Cancro da próstata: ULS Tâmega e Sousa aposta na cirurgia robótica para reforçar a precisão e recuperação dos doentes</title>
		<link>https://myoncologia.pt/atualidade/cancro-da-prostata-uls-tamega-e-sousa-aposta-na-cirurgia-robotica-para-reforcar-a-precisao-e-recuperacao-dos-doentes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Aug 2026 10:04:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Serviço de Urologia da ULS Tâmega e Sousa iniciou a sua atividade em cirurgia robótica tendo realizado, com sucesso, uma prostatectomia radical para tratamento do cancro da próstata. O sistema robótico, controlado pelo cirurgião, oferece maior precisão, destreza e estabilidade dos movimentos, permitindo executar procedimentos complexos em espaços anatómicos confinados. Os braços articulados conseguem [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O Serviço de Urologia da ULS Tâmega e Sousa iniciou a sua atividade em cirurgia robótica tendo realizado, com sucesso, uma prostatectomia radical para tratamento do cancro da próstata. O sistema robótico, controlado pelo cirurgião, oferece maior precisão, destreza e estabilidade dos movimentos, permitindo executar procedimentos complexos em espaços anatómicos confinados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os braços articulados conseguem realizar movimentos de 360 graus e reproduzir os movimentos naturais da mão do cirurgião, reduzindo significativamente o tremor. Esta precisão acrescida contribui para reduzir o risco de complicações e favorece a diminuição do tempo de internamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No caso da prostatectomia radical, a cirurgia robótica pode ainda favorecer uma recuperação mais rápida da continência urinária e da função sexual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O início da cirurgia robótica representa a concretização de um projeto fundamental para o Serviço de Urologia, tanto ao nível da diferenciação técnica como da qualidade na prestação de cuidados à nossa população”, afirma Fernando Vila, diretor do Serviço de Urologia da ULSTS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Serviço prevê alargar progressivamente esta abordagem a outras intervenções. Entre os procedimentos previstos encontram-se a nefrectomia parcial, utilizada no tratamento de tumores do rim; a cistectomia radical, indicada no tratamento de tumores da bexiga; o tratamento de prolapsos geniturinários; e a cirurgia das glândulas suprarrenais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Num contexto de crescente implementação da cirurgia robótica nas unidades hospitalares do Serviço Nacional de Saúde (SNS), o reforço da diferenciação e a aposta na melhoria da resposta assistencial contribuem para aumentar a atratividade do Serviço de Urologia da ULSTS junto dos doentes e de novos profissionais.</p>
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		<title>Melanoma estadio II de alto risco: estratificação, individualização terapêutica e gestão da recidiva locoregional</title>
		<link>https://myoncologia.pt/opiniao/melanoma-estadio-ii-de-alto-risco-estratificacao-individualizacao-terapeutica-e-gestao-da-recidiva-locoregional/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Aug 2026 09:31:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O melanoma estadio II de alto risco, doença sem envolvimento ganglionar detetável, mas com características histológicas associadas a risco elevado de recaída, permanece uma área de decisão clínica heterogénea, apesar da disponibilidade de terapêutica adjuvante eficaz. Esta questão foi o eixo central de uma sessão educacional baseada em casos clínicos apresentada na ASCO 2026, &#8220;Management [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O melanoma estadio II de alto risco, doença sem envolvimento ganglionar detetável, mas com características histológicas associadas a risco elevado de recaída, permanece uma área de decisão clínica heterogénea, apesar da disponibilidade de terapêutica adjuvante eficaz. Esta questão foi o eixo central de uma sessão educacional baseada em casos clínicos apresentada na ASCO 2026, &#8220;Management of High-Risk Stage II Melanoma and Beyond: A Case-Based Multidisciplinary Discussion&#8221;, moderada por <strong>Inês Pires da Silva</strong>, da Fundação Champalimaud e do <em>Melanoma Institute Australia</em>, com Christopher Barker, do <em>Memorial Sloan Kettering Cancer Center</em>, Michael Lowe, da <em>Emory University</em>, e Sapna Patel, da <em>University of Colorado</em>. O formato, estruturado em torno de casos clínicos progressivos com resposta interativa da audiência internacional, documentou variabilidade real na prática entre especialidades e regiões, e não apenas divergência teórica.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Estratificação de risco: para além do estadiamento AJCC</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">O caso-índice &#8211; homem de 62 anos, melanoma nodular do couro cabeludo, espessura de Breslow 4,2 mm, ulceração presente, mitoses 3/mm², biópsia do gânglio sentinela negativa (pT4b pN0, estádio IIC, 8.ª edição AJCC) &#8211; serviu de base para discutir os limites do estadiamento anatomopatológico isolado como ferramenta de decisão. Modelos de risco associados à biópsia do gânglio sentinela (MIA, MSKCC) e assinaturas de expressão génica (CP-GEP) foram discutidos como complementos ao AJCC v8, embora a validação prospetiva e disponibilidade clínica permaneçam heterogéneas entre centros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A evidência de eficácia do anti-PD-1 (inibidor de <em>checkpoint)</em> adjuvante no estádio II de alto risco é, no entanto, consolidada. No CheckMate 76K (nivolumab vs. placebo), com seguimento mediano de 39,4 meses, observou-se HR 0,53 (IC95% 0,40–0,71) para recaída. No KEYNOTE-716 (pembrolizumab vs. placebo), a sobrevivência livre de recaída aos 36 meses foi de 76,2% vs. 63,4%, HR 0,62 (IC95% 0,49–0,79). Em ambos, o NNT para evitar uma recorrência situa-se entre 7 e 8. Estes dados sustentam a discussão de adjuvância com os doentes com melanoma estadio IIB/IIC, mas não resolvem, por si só, a questão de seleção individual do doente.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Individualização terapêutica: fatores do doente como determinantes da decisão</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">Da discussão de dois cenários adicionais, um doente com colite ulcerosa medicada com mesalazina e um doente octogenário frágil com doença renal crónica e insuficiência cardíaca, concluiu-se que a decisão de adjuvância com inibidor de <em>checkpoint</em> não é generalizável a partir dos critérios de elegibilidade dos ensaios clínicos, que tipicamente excluem doença autoimune ativa e sub-representam populações idosas/frágeis. Na presença de doença autoimune de base, a ponderação exige equilíbrio entre o risco absoluto de recaída, a gravidade e reversibilidade potencial de uma reativação autoimune induzida por inibidor de<em> checkpoint</em>, e as preferências informadas do doente. Em doentes idosos com comorbilidade relevante, a discussão sobre expectativa de vida e objetivos de cuidado assume peso comparável ao da evidência de eficácia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta dimensão foi ilustrada pela evolução do caso-índice, que desenvolveu hipofisite após quatro ciclos de anti-PD-1 (hiponatremia 128 mEq/L, cortisol matinal baixo 1,2 mcg/dL, ACTH 5 pg/mL, T4 livre baixa com TSH normal), confirmada por RM hipofisária. A suspensão temporária da imunoterapia, associada a hidrocortisona substitutiva (20 mg de manhã /10 mg de tarde) e reintrodução após melhoria sintomática, permitiu completar o ano de adjuvância, mas resultou em necessidade permanente de substituição de corticosteroide e levotiroxina. O caso exemplifica um princípio operacional central em Imuno-Oncologia: o reconhecimento precoce e o tratamento protocolado das toxicidades imunomediadas condicionam a exequibilidade do tratamento, e as sequelas endócrinas irreversíveis devem ser antecipadas no consentimento informado.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Recidiva locorregional: reformulação da sequência terapêutica</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A discussão sobre recidiva locorregional, um cenário de adenopatia cervical isolada 18 meses após conclusão da adjuvância, sem doença à distância, constituiu a secção com maior implicação prática imediata. O consenso do painel convergiu para uma alteração de paradigma sustentada por evidência de nível 1: perante doença estádio III ressecável, a imunoterapia neoadjuvante é preferível à sequência cirurgia seguida de adjuvância. O SWOG S1801 (pembrolizumab neoadjuvante seguido de adjuvante vs. adjuvante isolado) demonstrou HR 0,58 para sobrevivência livre de eventos a favor da via neoadjuvante. O NADINA, com combinação neoadjuvante de anti-PD-1 e anti-CTLA-4 seguida de adjuvância dirigida pela resposta patológica, reportou HR 0,32 vs. adjuvância isolada, um dos maiores efeitos de tratamento documentados nesta comparação direta em tumores sólidos. Esta evidência justifica a referenciação precoce de doentes com recidiva ganglionar ressecável a equipas com experiência em terapêutica neoadjuvante, antes de qualquer cirurgia definitiva. E importante notar que nestes dois estudos os doentes não tinham tido tratamento sistémico prévio, diferente do caso discutido. No entanto, há ensaios clínicos a recorrer a avaliar a eficácia do tratamento neoadjuvante para os doentes com recaída durante ou após tratamento adjuvante com anti-PD-1, como por exemplo o Neo IRENIE (NCT06999980).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um segundo cenário, melanoma desmoplásico com componente neurotrópico, excisado com margem patológica exígua de 1 mm em profundidade, introduziu a questão da radioterapia adjuvante locorregional. O único ensaio randomizado disponível neste contexto (Pinkham et al., Ann Surg Oncol 2024), embora encerrado precocemente à inclusão (50 de 100 doentes planeados), reportou toxicidade tardia de grau ≥3 em 10% do braço de vigilância vs. 13% do braço de radioterapia, com sinal de benefício em controlo locorregional a favor da radioterapia. Face à limitação de poder estatístico, a recomendação da discussão foi considerar, sem impor sistematicamente, radioterapia adjuvante do leito tumoral primário após excisão com margens exíguas neste subtipo histológico, contextualizada ao risco individual de recidiva local e ao perfil de toxicidade regional.</p>



<h2 class="wp-block-heading"><strong>Conclusão</strong></h2>



<p class="wp-block-paragraph">A gestão contemporânea do melanoma estadio II de alto risco assenta em três eixos: 1. estratificação de risco que ultrapassa a classificação AJCC v8 isolada; 2. individualização da decisão adjuvante em função de comorbilidade, autoimunidade e expectativa de vida, com antecipação estruturada da toxicidade imunomediada; e 3. reconhecimento de que a recidiva locorregional exige reformulação ativa da estratégia terapêutica, com evidência crescente a favor da via neoadjuvante em doença ressecável e um papel selecionado, não indiscriminado, para a radioterapia adjuvante em subtipos histológicos de alto risco local. A discussão multidisciplinar estruturada, sustentada em evidência de ensaios randomizados, continua a ser o instrumento mais robusto para traduzir esta evidência em decisão clínica individualizada.</p>
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		<item>
		<title>Prevenção ativa e IA: o novo paradigma no tratamento do cancro da mama</title>
		<link>https://myoncologia.pt/entrevistas/prevencao-ativa-e-ia-o-novo-paradigma-no-tratamento-do-cancro-de-mama/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Aug 2026 09:13:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A transição de uma Medicina reativa para uma estratégia de prevenção ativa está a redefinir a abordagem ao cancro da mama, impulsionada por algoritmos avançados capazes de antecipar a doença com anos de antecedência. A propósito da terceira edição da Medica AI – The Conference 2026, realizada a 16 de julho na Fundação Champalimaud, e [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A transição de uma Medicina reativa para uma estratégia de prevenção ativa está a redefinir a abordagem ao cancro da mama, impulsionada por algoritmos avançados capazes de antecipar a doença com anos de antecedência. A propósito da terceira edição da <em>Medica AI – The Conference 2026</em>, realizada a 16 de julho na Fundação Champalimaud, e em entrevista à News Farma, <strong>Andrea De Censi</strong>, diretor do Departamento de Mama da instituição, defendeu que a inteligência artificial (IA) e a otimização das doses terapêuticas estão a abrir caminho para uma proteção mais eficaz das doentes. O especialista, que apresentou a comunicação “Treating risk before breast cancer exists: The new age of prevention” sublinhou como a tecnologia pode reduzir a incidência de tumores e a necessidade de intervenções cirúrgicas ou sistémicas agressivas. Assista ao vídeo.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="ANDREA DE CENSI" src="https://player.vimeo.com/video/1211433753?h=6a3f7573ca&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação à capacidade de diagnóstico e previsão do risco, Andrea De Censi referiu que a eficácia da inteligência artificial (IA) na análise imagiológica é já uma realidade comprovada por dados científicos robustos. O especialista lembrou ensaios clínicos realizados na Suécia que demonstram a superioridade da IA na leitura mamográfica em comparação com a interpretação humana, destacando a habilidade da tecnologia para “detetar mais cancros” e diminuir a carga de trabalho dos radiologistas. Contudo, Andrea De Censi apontou que o maior trunfo reside no longo prazo: “A IA consegue identificar alterações na textura e na arquitetura da glândula mamária que não só podem prever a doença precoce, como também prever o risco a 10 anos”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A par do diagnóstico precoce, o diretor do Departamento de Mama da Fundação Champalimaud explicou que o paradigma da prevenção exige reajustar a medicação. Historicamente, a utilização de doses terapêuticas de fármacos anti-estrogénicos na prevenção primária resultava em efeitos secundários elevados e “inaceitáveis para as doentes”. Para superar essa barreira, a investigação focou-se em procurar a “dose mínima eficaz”, alcançando a mesma proteção com uma toxicidade substancialmente menor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Andrea De Censi defendeu que a Oncologia deve seguir o modelo já consolidado na área cardiovascular: “Caminharemos para uma Medicina preventiva também na Oncologia, tal como os cardiologistas já fazem há 30 ou 40 anos”, permitindo intervenções precoces que reduzam a incidência da doença e aumentem a sobrevivência a dez anos dos atuais 80% para 95%.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Terapêutica assegura eficiência logística e sustentabilidade no tratamento do cancro em Portugal</title>
		<link>https://myoncologia.pt/entrevistas/terapeutica-assegura-eficiencia-logistica-e-sustentabilidade-no-tratamento-do-cancro-em-portugal/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Aug 2026 09:09:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Entrevistas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A introdução de novas imunoterapias no Serviço Nacional de Saúde exige um equilíbrio entre a inovação clínica e a viabilidade operacional. Para Florbela Braga, do IPO do Porto, a chegada desta terapêutica é vista como um passo natural que reforça o arsenal terapêutico sem comprometer a agilidade dos serviços farmacêuticos. Assista à entrevista. A farmacêutica [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://myoncologia.pt/entrevistas/terapeutica-assegura-eficiencia-logistica-e-sustentabilidade-no-tratamento-do-cancro-em-portugal/">Terapêutica assegura eficiência logística e sustentabilidade no tratamento do cancro em Portugal</a> aparece primeiro em <a href="https://myoncologia.pt">My Oncologia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A introdução de novas imunoterapias no Serviço Nacional de Saúde exige um equilíbrio entre a inovação clínica e a viabilidade operacional. Para <strong>Florbela Braga</strong>, do IPO do Porto, a chegada desta terapêutica é vista como um passo natural que reforça o arsenal terapêutico sem comprometer a agilidade dos serviços farmacêuticos. Assista à entrevista.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Terapêutica assegura eficiência logística e sustentabilidade no tratamento do cancro em Portugal" src="https://player.vimeo.com/video/1185089333?h=21457a2030&amp;dnt=1&amp;app_id=122963" width="640" height="360" frameborder="0" allow="autoplay; fullscreen; picture-in-picture; clipboard-write; encrypted-media; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin"></iframe>
</div></figure>



<p class="wp-block-paragraph">A farmacêutica foi responsável pela moderação do simpósio promovido pela BeOne Medicines, intitulado de “Tislelizumab – um novo anti-PD1 para uso hospitalar”, onde se debateu a gestão do circuito do medicamento num hospital. Quando surge uma nova molécula, a primeira questão prende-se com a sua integração nos processos de preparação centralizada. Neste caso, a transição promete ser fluida, aproveitando a infraestrutura e o <em>know-how</em> já existentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Florbela Braga, a grande vantagem reside na familiaridade. Sendo mais uma opção no campo da imunoterapia, o fármaco não exige uma rutura com os métodos de trabalho atuais, mas sim uma integração harmoniosa. &#8220;Em termos práticos, será rapidamente integrada na preparação centralizada e será mais um fármaco que irá compor o arsenal terapêutico”, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da componente técnica, a entrada da BeOne no mercado de tumores sólidos em Portugal, através do SNS, introduz uma variável competitiva fundamental. Num cenário onde a sustentabilidade financeira das instituições é testada diariamente, a diversificação de fornecedores de fármacos anti-PD1 é vista como uma oportunidade de otimização de recursos. &#8220;Sempre que há um novo financiamento, o SNS fica a ganhar”, salienta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com esta integração, a farmácia hospitalar reafirma o seu papel como pilar central na modernização dos cuidados oncológicos, garantindo que a inovação chega ao doente de forma segura, equitativa e sustentável.</p>
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