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	<title>Arquivo de Internacional - My Oncologia</title>
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	<description>Plataforma multimédia dirigida à comunidade médica e outros profissionais de saúde envolvidos no tratamento das doenças oncológicas.</description>
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	<title>Arquivo de Internacional - My Oncologia</title>
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		<title>Em contagem decrescente para o ESMO 2025</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 30 Sep 2025 08:31:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Congresso da European Society for Medical Oncology decorre já em outubro, de 17 a 21, em Berlim, Alemanha. Este encontro tem como objetivo apresentar uma atualização sobre a prevenção, o rastreio e o diagnóstico precoce do cancro, bem como os avanços mais recentes na ciência básica, na investigação translacional e clínica. Será também feita [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O Congresso da <em>European Society for Medical Oncology</em> decorre já em outubro, de 17 a 21, em Berlim, Alemanha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este encontro tem como objetivo apresentar uma atualização sobre a prevenção, o rastreio e o diagnóstico precoce do cancro, bem como os avanços mais recentes na ciência básica, na investigação translacional e clínica. Será também feita uma análise da perspetiva clínica desses progressos na biologia do cancro, nos métodos de diagnóstico e nas novas opções terapêuticas, incluindo a discussão do papel ideal que esses diagnósticos e tratamentos podem desempenhar no cuidado de doentes oncológicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Consulte o <a href="https://cslide.ctimeetingtech.com/esmo2025/attendee/confcal/session" target="_blank" rel="noreferrer noopener">programa completo</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Saiba mais informações no <a href="https://www.esmo.org/meeting-calendar/esmo-congress-2025" target="_blank" rel="noreferrer noopener">site oficial</a>.</p>



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		<item>
		<title>Resultados preliminares da combinação do anticorpo biespecífico claudina 18.2/4-1BB com imunoterapia e quimioterapia apresentados na ESMO GI</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Jul 2025 15:30:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A utilidade do CLDN18.2 como alvo atraiu a investigação de uma série de novas terapias, incluindo anticorpos biespecíficos, células CAR-T e conjugados de anticorpo-fármaco. Neste sentido, na ESMO GI que decorreu em entre os dias 2 e 5 de julho foi apresentado um abstract (#388MO), em que os dados da combinação terapêutica de um anticorpo [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A utilidade do CLDN18.2 como alvo atraiu a investigação de uma série de novas terapias, incluindo anticorpos biespecíficos, células CAR-T e conjugados de anticorpo-fármaco. Neste sentido, na ESMO GI que decorreu em entre os dias 2 e 5 de julho foi apresentado um abstract (#388MO), em que os dados da combinação terapêutica de um anticorpo específico claudina 18.2/4-1BB com um anti-PD-1 e quimioterapia (FOLFOX) mostraram ser bem tolerados pelos doentes e com taxas de resposta objetiva significativas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O tratamento com o anticorpo biespecífico claudina (CLDN) 18.2/4-1BB, givastomig, apresentou uma taxa de resposta objetiva de 71% quando combinado com nivolumab e mFOLFOX no período de escalonamento de dose de um estudo de fase Ib em doentes com adenocarcinomas gástricos, esofágicos ou gastroesofágicos HER2-negativos e CLDN18.2-positivos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Todas as respostas da combinação terapêutica com givastomig foram parciais e observadas em 2 de 5 pacientes com dose de 5 mg/kg, 5 de 6 pacientes com dose de 8 mg/kg e 5 de 6 pacientes com dose de 12 mg/kg. A taxa de controlo da doença foi de 100%. As respostas ocorreram independentemente do <em>combined positive score</em> de PD-L1 (CPS ≥ 5 ou &lt; 5) ou da expressão de CLDN18.2 (≥ 75% ou &lt; 75%). A taxa de sobrevivência livre de progressão em 6 meses foi de 72,9% nas três doses estudadas e de 81,5% nos doentes que receberam 8 mg/kg ou 12 mg/kg.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não foram observadas toxicidades limitantes de dose e a dose máxima tolerada não foi atingida. Os eventos adversos relacionados ao tratamento incluíram neutropenia (71%), neuropatia periférica (59%), náusea (53%), reações relacionadas à infusão (41%) e vómito (35%). O recrutamento da coorte de expansão de dose de 8 mg/kg já foi concluído (n = 20), enquanto o recrutamento para 12 mg/kg está ainda a decorrer. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O abstract pode ser consultado <a href="https://cslide.ctimeetingtech.com/coasis_21393/attendee/confcal/show/session/34" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://myoncologia.pt/internacional/resultados-preliminares-da-combinacao-do-anticorpo-biespecifico-claudina-18-2-4-1bb-com-imunoterapia-e-quimioterapia-apresentados-na-esmo-gi/">Resultados preliminares da combinação do anticorpo biespecífico claudina 18.2/4-1BB com imunoterapia e quimioterapia apresentados na ESMO GI</a> aparece primeiro em <a href="https://myoncologia.pt">My Oncologia</a>.</p>
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		<item>
		<title>Combinação tripla mostra eficácia em doentes com CHC irressecável localmente avançado</title>
		<link>https://myoncologia.pt/internacional/combinacao-tripla-mostra-eficacia-em-doentes-com-chc-irressecavel-localmente-avancado/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sandra Muralha]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 08 Jul 2025 15:27:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A atualização do estudo randomizado de fase 1/2 MORPHEUS-Liver (#152P) que avalia a adição de um novo anticorpo anti-TIGIT à combinação já estabelecida de anti-PD-L1 e anti-VEGF em doentes com carcinoma hepatocelular (CHC) irressecável localmente avançado ou metastático foi apresentado no congresso da ESMO GI 2025. Os dados apresentados mostraram uma sobrevivência global (OS) mediana [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A atualização do estudo randomizado de fase 1/2 MORPHEUS-Liver (#152P) que avalia a adição de um novo anticorpo anti-TIGIT à combinação já estabelecida de anti-PD-L1 e anti-VEGF em doentes com carcinoma hepatocelular (CHC) irressecável localmente avançado ou metastático foi apresentado no congresso da ESMO GI 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados apresentados mostraram uma sobrevivência global (OS) mediana de 26,6 meses (IC 95%, 22,6–40,6) em doentes tratados com combinação tripla (n = 40) de tiragolumab com atezolizumab e bevacizumab, em comparação com 16,0 meses (IC 95%, 7,5–18,5) no grupo controlo (n = 18; HR = 0,55; IC 95%: 0,29–1,04).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A taxa de resposta objetiva (ORR) e a duração da resposta (DOR) permaneceram consistentes com dados anteriores. Doentes tratados com a combinação terapêutica com combinação tripla apresentaram uma ORR de 42,5% (IC 95%, 27,0%–59,0%), contra 11,1% (IC 95%, 1,4%–34,7%) no grupo que recebeu a combinação dupla. A sobrevivência livre de progressão (PFS) foi prolongada para 12,3 meses (IC 95%, 8,2–17,5) na associação tripla <em>versus</em> 4,2 meses (IC 95%, 2,3–7,4) na combinação dupla (HR = 0,63; IC 95%: 0,35–1,15).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estes dados, segundo os autores, representa um avanço notável em termos de terapêutica para estes doentes, representando uma combinação de três fármacos promissora.4</p>



<p class="wp-block-paragraph">O abstract pode ser consultado <a href="https://cslide.ctimeetingtech.com/coasis_21393/attendee/confcal/session/calendar?q=152P" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui.</a></p>
<p>O conteúdo <a href="https://myoncologia.pt/internacional/combinacao-tripla-mostra-eficacia-em-doentes-com-chc-irressecavel-localmente-avancado/">Combinação tripla mostra eficácia em doentes com CHC irressecável localmente avançado</a> aparece primeiro em <a href="https://myoncologia.pt">My Oncologia</a>.</p>
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		<item>
		<title>O ano 2024 em análise no SABCS: da ciência básica à translacional, da doença precoce à metastática</title>
		<link>https://myoncologia.pt/internacional/o-ano-2024-em-analise-no-sabcs-da-ciencia-basica-a-translacional-da-doenca-precoce-a-metastatica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gonçalo Dias Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jan 2025 17:55:53 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[cancro da mama]]></category>
		<category><![CDATA[SABCS 2024]]></category>
		<category><![CDATA[Senologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A sessão “Year in Review” no San Antonio Breast Cancer Symposium (SABCS) sumariou as mensagens essenciais decorrentes de publicações ou de conferências ao longo do ano de 2024, sob a moderação dos especialistas, Virginia Kaklamani e Carlos Arteaga. Esta sessão dividiu-se em destaques em ciência básica, apresentada pelo oncologista Neil Vasan, investigador clínico na Columbia [&#8230;]</p>
<p>O conteúdo <a href="https://myoncologia.pt/internacional/o-ano-2024-em-analise-no-sabcs-da-ciencia-basica-a-translacional-da-doenca-precoce-a-metastatica/">O ano 2024 em análise no SABCS: da ciência básica à translacional, da doença precoce à metastática</a> aparece primeiro em <a href="https://myoncologia.pt">My Oncologia</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A sessão “Year in Review” no San Antonio Breast Cancer Symposium (SABCS) sumariou as mensagens essenciais decorrentes de publicações ou de conferências ao longo do ano de 2024, sob a moderação dos especialistas, Virginia Kaklamani e Carlos Arteaga. Esta sessão dividiu-se em destaques em ciência básica, apresentada pelo oncologista Neil Vasan, investigador clínico na Columbia University Irving Medical Center. A ciência translacional foi apresentada por Pedram Razavi, oncologista no Memorial Sloan Kettering Cancer Center. Por sua vez, a doença precoce foi abordada por Janice Tsang, oncologista da University of Hong Kong, e a doença metastática foi analisada pelo oncologista Michael A. Danso, do Virginia Oncology Associates.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ciência básica</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Neil Vasan apresentou e compilou o conhecimento referente a questões relacionadas como tumorogénese, senescência, dormência e também em novos métodos de utilização de alvos de inibidores em vias conhecidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O especialista iniciou a sua apresentação referindo o trabalho que explorou as interações entre as alterações somáticas e germinativas, com recurso a dados de sequenciação de tumores e de não tumores. Os autores “deste estudo muito interessante e provocativo”, segundo o orador, mostrou que a elevada carga de epítopos de alterações genéticas germinativas é potencialmente protetor contra as neoplasias invasivas nos estadios pré-cancerígenos, mas podem levar a um pior prognóstico se o tumor se encontrar em estadios mais avançados. “Este estudo muda a nossa visão relativamente a interações germinativas e somáticas”, salientou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A resistência aos inibidores das ciclinas dependentes das cinases 4 e 6 (iCDK4/6) foi tema também discutido pelo investigador, com referência a doentes com cancro da mama metastático recetores de estrogénio positivo (ER+) com perda de expressão do gene p53 ou mutação no mesmo gene, que apresentam menor resposta aos iCDK4/6. Em conclusão, o especialista postulou que a potencial perda de expressão de p53 pode ser utilizada para a seleção de doentes para terapêutica combinada de CDK2 e iCDK4/6.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Ciência translacional</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na temática de ciência translacional, Pedram Razavi referiu as melhorias nas biópsias líquidas, bem como a utilização da inteligência artificial (IA). A biopsia líquida tem vindo a ser alvo de desenvolvimento no sentido de aumentar os limites de deteção bem como a sua sensibilidade, essencial para a deteção da doença residual em cancro da mama precoce, salientou. “É importante recolhermos amostras de ctDNA no pré e pós-tratamento”, referiu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A IA teve destaque nas discussões de ciência translacional, uma vez que foram desenvolvidos múltiplos modelos de <em>machine learning</em>, algoritmos ou modelos de linguagem, que permitiram o empoderamento de investigadores e diminuir consideravelmente o tempo de recolha de dados. “A utilização destes modelos permitiu o empoderamento de pequenos centros, e a análise de um grande volume de dados recorrendo a IA e que já se encontra a transformar a investigação translacional”, destacou a especialista.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Doença precoce</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A oncologista <a>Janice Tsang </a>discutiu a crescente confiança na imunoterapia, bem como destacou que o ano de 2024 trouxe dados que podem representar a possibilidade de descontinuar quimioterapia e/ou antraciclinas em alguns doentes com cancro da mama precoce.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O KEYNOTE-522 (KN-522) mostrou uma sobrevivência global aos 5 anos de ganho absoluto de pembrolizumab em neoadjuvância de 4,9% por comparação a quimioterapia neoadjuvante. Apesar de, na opinião da especialista, pembrolizumab estar no <em>top</em> 5 dos fármacos mais “poderosos no tratamento de cancro da mama”, existe somente um conjunto de doentes que pode beneficiar deste fármaco, uma vez que existe uma percentagem de mulheres que não mostram resposta. “O valor de [imunoterapia] adjuvante, em especial pembrolizumab, ainda não está bem claro, em especial nas toxicidades imunológicas”, referiu. Apesar de, no estudo KN-522, a análise exploratória de biomarcadores ter mostrado uma associação positiva no perfil de expressão genética das células T inflamatórias, com resposta patológica completa e sobrevivência livre de eventos em ambos os braços, noutros estudos este benefício e correlação não é claro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados do estudo A-BRAVE mostraram um não benefício em termos de sobrevivência livre de doença na utilização de imunoterapia em adjuvância ao longo de 1 ano, sem imunoterapia neoadjuvante, em doentes com cancro da mama triplo negativo de elevado risco.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em termos de substituição de quimioterapia por imunoterapia, a especialista referiu o estudo I-SPY 2.2, em doentes que receberam um conjugado de anticorpo-fármaco (ADC), sozinho ou em combinação, e que foram capazes de renunciar à quimioterapia tradicional com base na previsão de uma carga de doença residual favorável. Adicionalmente, um ciclo curto deste ADC combinado com durvalumab mostrou respostas patológicas completas em doentes com cancro da mama precoce RH+/HER2-. Num outro estudo, esta mesma população de doentes mostrou benefício na utilização de letrozol com um outro ADC com alvo no recetor 3 do fator de crescimento epidérmico humano (HER3). Com este ADC “associado a uma menor incidência de efeitos adversos e com taxas de resposta completa e de respostas globais comparáveis”, destacou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A especialista referiu também a atualização do estudo NATALEE, em que, na sua opinião enfatizou o benefício dos iCDK4/6 no <em>setting</em> adjuvante em mulheres que apresentam elevado risco.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Doença metastática</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em termos de doença metastática, Michael A. Danso iniciou com os dados relativos à adição dos iCDK4/6 à terapêutica endócrina, mostrando ganhos que duplicam a sobrevivência livre de progressão em 1.ª linha, em cancro da mama RH+/HER2- avançado ou metastático. Os estudos, RIGHT Choice e ABIGAIL, ambos estabeleceram esta combinação terapêutica no tratamento de doentes com elevada carga tumoral e crise visceral.&nbsp; Contudo, o estudo SONIA demonstrou que os iCDK4/6 em 1.ª linha, no tratamento de doentes naïve com doença com recetores de estrogénio positivo (ER+) avançada, se associava a um maior número acontecimentos adversos de fase 3, bem como a custos mais elevados de tratamento, e sem significância estatística de sobrevivência livre de progressão na utilização de iCDK4/6 em 1.ª linha <em>vs.</em> 2.ªlinha. “No mundo real, nos doentes mais idosos com comorbilidades e pouca carga da doença é razoável considerar um agente único de terapêutica endócrina como 1.ª linha”, referiu o especialista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A aprovação em 1.ª linha de um inibidor da enzima PI3K-alfa, por parte da FDA para o tratamento dos doentes com mutação <em>PIK3CA</em> ou doença resistente a terapêutica endócrina pelos dados do estudo INAVO120 foi também destacado pelo oncologista. A avaliação de biomarcadores em tecido tumoral ou ctDNA é fortemente recomendado em doentes com doença metastática RH+/HER2-, bem como a avaliação de mutações germinativas, evidenciou. Após avaliação, os doentes com alterações <em>PIK3CA</em> devem receber terapêutica endócrina (ET) com fulvestrant, de acordo com os dados do estudo SOLAR-1, ou então receber fulvestrant com um inibidor AKT, de acordo com os <em>outcomes</em> do estudo CAPItello-291.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O oncologista referiu também que aos doentes com mutação <em>ESR1</em>, cujo tratamento prévio tenha consistido em ET e iCDK4/6 por 12 meses ou mais, deve ser oferecido elacestrant, de acordo com o estudo EMERALD. Por fim, Michael A. Danso destacou os dados do estudo EMBER-3, que avaliou um degradador seletivo do recetor de estrogénio (SERD) oral de nova geração combinado com abemaciclib ou em monoterapia, em doentes com cancro da mama avançado RE+/HER2- que progrediram sob terapêutica com iCDK4/6. “Esta combinação ou o inibidor da enzima PI3K-alfa em monoterapia pode vir a representar uma abordagem terapêutica alternativa, em especial em doentes resistentes a terapêutica endócrina”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados do estudo AFT-38 em doentes com cancro da mama metastático RH+/HER2, que adicionaram palbociclib a terapêutica endócrina e a anti-HER2, “pode representar um novo <em>standard of care</em>” para estes doentes. Estes dados, em conjunto com o estudo MONARCH, estabelecem a adição dos iCDK4/6 a terapêutica de manutenção com trastuzumab, pertuzumab e terapêutica endócrina como <em>standard of care</em>, referiu Michael A. Danso. O oncologista referiu que, na prática clínica, alguns especialistas já realizam esta abordagem terapêutica, mas com recurso a doses mais baixas de palbociclib. “Será importante e interessante verificar no futuro se a eficácia do palbociclib se mantém nos dados de mundo real, com uma dose mais baixa”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os especialistas registados no SABCS 2024 podem aceder à sessão <em>on demand</em> <a href="https://events.hubilo.com/sabcs2024/session/252185">aqui</a>.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://myoncologia.pt/internacional/o-ano-2024-em-analise-no-sabcs-da-ciencia-basica-a-translacional-da-doenca-precoce-a-metastatica/">O ano 2024 em análise no SABCS: da ciência básica à translacional, da doença precoce à metastática</a> aparece primeiro em <a href="https://myoncologia.pt">My Oncologia</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>San Antonio Breast Cancer Symposium 2024: Senologia em movimento</title>
		<link>https://myoncologia.pt/internacional/san-antonio-breast-cancer-symposium-2024-senologia-em-movimento/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gonçalo Dias Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jan 2025 12:00:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[SABCS 2024]]></category>
		<category><![CDATA[Senologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Sinta o ritmo do San Antonio Breast Cancer Symposium 2024, onde foram apresentados avanços revolucionários no tratamento e diagnóstico do cancro da mama. A News Farma preparou um vídeo best of do evento que reúne os profissionais de Saúde que procuram estar a par do futuro da Senologia.&#8221; O SABCS 2024 reuniu os estudos mais [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Sinta o ritmo do <strong>San Antonio Breast Cancer Symposium 2024</strong>, onde foram apresentados avanços revolucionários no tratamento e diagnóstico do cancro da mama. A News Farma preparou um vídeo <em>best of </em>do evento que reúne os profissionais de Saúde que procuram estar a par do futuro da Senologia.&#8221;</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-vimeo wp-block-embed-vimeo wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
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<p class="wp-block-paragraph">O SABCS 2024 reuniu os estudos mais relevantes, que incluem novas terapias personalizadas, imunoterapia e inovações em Medicina de Precisão, discutidos pelos maiores especialistas internacionais, provenientes dos quatros cantos do globo.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://myoncologia.pt/internacional/san-antonio-breast-cancer-symposium-2024-senologia-em-movimento/">San Antonio Breast Cancer Symposium 2024: Senologia em movimento</a> aparece primeiro em <a href="https://myoncologia.pt">My Oncologia</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>ADC podem vir a ser posicionados em settings mais precoces, num futuro próximo</title>
		<link>https://myoncologia.pt/internacional/adc-podem-vir-a-ser-posicionados-em-settings-mais-precoces-num-futuro-proximo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gonçalo Dias Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 19 Dec 2024 16:58:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Educacional Session 7 do SABCS 2024 contou com um painel de quatro especialistas, que desenvolveram a temática dos conjugados anticorpo-fármaco (ADC), desde o seu mecanismo de ação ao seu papel clínico e ao seu impacto nos outcomes, em vários subtipos de cancro da mama. O ImmunoGen Chief Scientific Officer, John Lambert, um dos principais [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A <em>Educacional Session 7</em> do SABCS 2024 contou com um painel de quatro especialistas, que desenvolveram a temática dos conjugados anticorpo-fármaco (ADC), desde o seu mecanismo de ação ao seu papel clínico e ao seu impacto nos <em>outcomes</em>, em vários subtipos de cancro da mama.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O <em>ImmunoGen Chief Scientific Officer</em>, John Lambert, um dos principais nomes ligados ao desenvolvimento dos ADC, apresentou o desenvolvimento dos ADC, bem como o seu mecanismo de ação e os possíveis mecanismos de resistência. Coube ao oncologista Giuseppe Curigliano, do <em>European Institute of Oncology</em>, em Itália, abordar o papel clínico dos ADC e respetivos desafios que emergem da sua utilização. Já a apresentação do desenvolvimento dos ADC e importante colaboração existente entre a academia e indústria foi abordada por Ingrid Mayer, <em>Global Clinical Strategy Head for Breast and Gynaecological Cancers</em>, da AstraZeneca. A finalizar o painel de intervenções, o oncologista Paolo Tarantino, do <em>Dana-Farber Cancer Institute</em>, focou-se no futuro dos ADC em termos de aumento da sua precisão, ou até com o aumento de especificidade ou eficácia por alteração da molécula do ADC e/ou do citotóxico.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O grande objetivo que está na base da tecnologia de desenvolvimento dos ADC consiste em aumentar a máxima dose tolerada da terapêutica, com menor toxicidade. A diminuição da concentração da dose eficaz, com o aumento da sua especificidade tumoral, através da ligação de um anticorpo no ADC, está na base da tecnologia e desenho das moléculas de conjugados de anticorpo-fármaco, apresentou John Lambert.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O oncologista Giusepe Curigliano apresentou os diferentes ADC atualmente aprovados e em utilização na prática clínica e os que se encontram em desenvolvimento clínico nos vários subtipos de cancro da mama. Segundo as <em>guidelines</em> da ESMO, o trastuzumab deruxtecano (T-DXd) é recomendado para o tratamento de cancro da mama (CM) HER2+ metastático em 2ª linha, com base nos resultados do ensaio clínico DESTINY-Breast03. O oncologista revisitou também os dados do DESTINY-Breast12, estudo em que o T-DXd mostrou eficácia no sistema nervoso central na população com metástases cerebrais, estáveis ou ativas.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste momento estão a decorrer vários ensaios clínicos com T-DXd, nomeadamente o DESTINY-Breast09, que poderá resultar na sua utilização mais precoce (em 1.ª linha). Nos doentes com CM metastático RH+/HER2-<em>low</em>, este encontra-se recomendado após, pelo menos, uma linha de quimioterapia pelas ESMO <em>guidelines</em>. Em termos de expressão de HER2, o oncologista relembrou a importância de uma análise precisa da expressão do HER2, uma vez que “podemos falhar uma oportunidade de utilizar uma terapêutica com impacto nos <em>outcomes</em>”.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em CMTN metastático, os ADC aprovados são o Sacituzumab Govitecano (SG) e o T-DXd, se HER2Low. &#8220;Em desenvolvimento, encontram-se dois ADC, avaliados nos estudos ASCENT, DESTINY-Breast04, OptiTROP-Breast01 e TROPION-PanTumor01, respetivamente, com benefícios clínicos e estatisticamente significativos. A decorrer estão estudos com o objetivo de avaliar estes ADC em 1.ª linha, monoterapia ou em combinação com imunoterapia, como é o caso do ASCENT-03 e 04 e do TROPION-Breast02 e 05.&#8221;&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em termos de desenvolvimento de ADC, Ingrid Mayer referiu que o alvo do anticorpo do T-DXd ADC é uma “escolha feliz, uma vez que o HER2 é um <em>oncogenic driver</em>, apresentando uma elevada relevância biológica”. Adicionalmente, a escolha do inibidor da topoisomerase I foi também uma escolha eficaz, uma vez que a sua “atividade era já conhecida em tumores ER+, HER2+ e triplo negativos”. O T-DXd apresenta uma elevada proporção anticorpo:fármaco (8:1), com um ligando muito estável e com <em>bystander effect</em>. “O T-DXd deveria ser como que um guia para futuros desenvolvimentos” de ADC, salientou.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em temos de alvo, deve-se perceber “a biologia da doença”, referiu Ingrid Mayer. Esta compreensão engloba o conhecimento da densidade das proteínas de superfície, ou de processo de internalização, ou da expressão heterogénea ou até da expressão normal dos tecidos. No entanto, e a terminar, a especialista tocou ainda em questões que se mantém, e neste sentido passou a palavra ao oncologista Paolo Tarantino, remetendo para a sua apresentação quanto ao futuro dos ADC.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A evolução dos ADC tem sido considerável nos últimos 5 anos, com três a serem utilizados atualmente no tratamento do cancro da mama metastático: trastuzumab emtansine (T-DM1), o T-DXd e o sacituzumab govitecano (SG). Mais dois ADC poderão brevemente juntar-se ao arsenal terapêutico no tratamento de cancro da mama metastático, referiu o oncologista Paolo Tarantino. De acordo com o número de ensaios de fase 3 a decorrer e apresentados pelo oncologista, este referiu que “num futuro provável é possível termos mais ADC-Topo1 aprovados em indicações mais precoces, e com a esperança de curar doentes em neoadjuvância e adjuvância”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O oncologista terminou com <em>take home-messages</em> salientando um futuro provável em que existirão mais TOPO 1 ADC aprovados em <em>settings</em> mais precoces. Os ADC irão continuar a evoluir, e o oncologista considera que esta evolução poderá resultar no benefício clínico bem como numa melhoria do seu perfil de segurança.<br>Os especialistas registados no SABCS 2024 podem assistir à sessão <em>on demand</em> <a href="https://events.hubilo.com/sabcs2024/session/252231">aqui</a>.<br></p>
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		<title>Estudo IDeate-Lung03 avalia a segurança e eficácia do ADC dirigido a B7-H3 emcombinação com um anti-PD-L1 com ou sem adição dequimioterapia em 1.ª linha no cancro do pulmão de pequenas células em fase extensa</title>
		<link>https://myoncologia.pt/internacional/estudo-ideate-lung03-avalia-a-seguranca-e-eficacia-doconjugado-anticorpo-farmaco-adc-dirigido-a-b7-h3-emcombinacao-com-um-anti-pd-l1-com-ou-sem-adicao-dequimioterapia-em-1-a-linha-no-cancro-do-pulma/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Nov 2024 11:12:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No Congresso da European Society for Medical Oncology (ESMO), Charles M. Rudin, do Memorial Sloan Kettering Cancer Center (EUA), apresentou em poster (#1812TiP) o desenho do estudo de fase 1/2b IDeate-Lung03. O congresso ESMO 2024 ocorreu em Barcelona, entre 13 e 17 de setembro. “Em doentes com cancro do pulmão de pequenas células (CPPC) em fase [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">No Congresso da <em>European Society for Medical Oncology</em> (ESMO), Charles M. Rudin, do <em>Memorial Sloan Kettering Cancer Center</em> (EUA), apresentou em poster (#1812TiP) o desenho do estudo de fase 1/2b IDeate-Lung03. O congresso ESMO 2024 ocorreu em Barcelona, entre 13 e 17 de setembro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Em doentes com cancro do pulmão de pequenas células (CPPC) em fase extensa, o <em>standard of care</em> em 1.ª linha inclui a combinação de carboplatina, etoposido e atezolizumab. Porém, a sobrevivência global (OS) destes doentes é reduzida”, explicam os autores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“No CPPC, a sobreexpressão da molécula de checkpoint imunitário B7-H3 está associada a um prognóstico desfavorável”, prosseguem. O conjugado anticorpo-fármaco dirigido a B7-H3, demonstrou uma eficácia promissora na dose de 12 mg/kg (taxa de resposta objetiva [ORR]: 55%; mediana de duração da resposta [DOR]: 4,2 meses; mediana de sobrevivência livre de progressão [PFS]: 5,5 meses; mediana de OS: 11,8 meses), em 42 doentes com CPPC em fase extensa previamente tratados, no estudo de fase 2 IDeate-Lung01 (Rudin et al., WCLC 2024, abstract OA04.03).</p>



<p class="wp-block-paragraph">No congresso ESMO 2024, Charles M. Rudin descreveu o estudo IDeate- Lung03, o qual está a investigar a combinação do conjugado anticorpo-fármaco (ADC) dirigido a B7-H3 (intravenoso, a cada 3 semanas) e um anti PD-L1, associados ou não a carboplatina, no tratamento de 1.ª linha em doentes com CPPC em fase extensa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Desenho do estudo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O IDeate-Lung03 é um estudo multicêntrico, aberto, de fase 1b/2, que incluirá cerca de 149 doentes adultos com CPPC em fase extensa e ECOG PS ≤1, nos EUA, Europa e Japão. O estudo está dividido em 2 partes, cada uma das quais com 2 coortes: Parte A – ensaio de segurança; Parte B – otimização da dose.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Coorte 1 da Parte A incluirá doentes sem doença progressiva após 4 ciclos de indução em 1.ª linha com carboplatina, etoposido e anti PD-L1. Os doentes receberão tratamento de manutenção com o ADC dirigido a B7-H3, 12 mg/kg, e anti PD-L1.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Coorte 2 da Parte A e ambas as coortes da Parte B incluirão doentes não previamente tratados. Na Coorte 2 da Parte A, os doentes receberão tratamento de indução com o ADC dirigido a B7-H3, 8 mg/kg, anti PD-L1 e carboplatina, seguido do ADC, 8 mg/kg, e anti PD-L1 em manutenção. Se a segurança for satisfatória, a indução com o ADC 8 mg/kg, anti PD-L1 e carboplatina, seguida de manutenção com o ADC 12 mg/kg e anti PD-L1 será testada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após uma avaliação de segurança da Parte A, novos doentes serão recrutados para a Parte B e aleatorizados para receberem tratamento de indução com carboplatina, etoposido e anti PD-L1, seguida de manutenção com o ADC dirigido a B7-H3, 8 ou 12 mg/kg, e anti PD-L1 (Coorte 1), ou indução com o ADC 8 ou 12 mg/kg, anti PD-L1 e carboplatina, seguida de manutenção com o ADC 8 ou 12 mg/kg e anti PD-L1 (Coorte 2).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo primário é a segurança (incluindo toxicidades limitantes de dose na Parte A). Os objetivos secundários são a ORR, a DOR, a taxa de controlo da doença, a taxa de benefício clínico, o tempo até resposta, a melhor alteração percentual na soma dos diâmetros dos tumores mensuráveis, a PFS, a OS, a farmacocinética e a imunogenicidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Está a decorrer o recrutamento para a Parte A do estudo”, informam os investigadores.</p>
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		<title>ADC dirigido a B7-H3 mostra resposta intracraniana promissora em doentes com cancro do pulmão de pequenas células em fase extensa e metástases cerebrais na baseline</title>
		<link>https://myoncologia.pt/internacional/o-conjugado-anticorpo-farmaco-adc-dirigido-a-b7-h3-mostra-resposta-intracraniana-promissora-em-doentes-com-cancro-do-pulmao-de-pequenas-celulas-em-fase-extensa-e-metastases-cerebrais-na-baseline/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Nov 2024 11:06:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os resultados do ensaio clínico de fase 2 IDeate-Lung01 foram divulgados num poster (#1787P) apresentado por Melissa L. Johnson, do Sarah Cannon Research Institute, Nashville (EUA), no Congresso da European Society for Medical Oncology (ESMO), que decorreu de 13 a 17 de setembro, em Barcelona. “Cerca de 10-15 % dos doentes com cancro do pulmão de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Os resultados do ensaio clínico de fase 2 IDeate-Lung01 foram divulgados num poster (#1787P) apresentado por Melissa L. Johnson, do <em>Sarah Cannon Research Institute</em>, Nashville (EUA), no Congresso da <em>European Society for Medical Oncology</em> (ESMO), que decorreu de 13 a 17 de setembro, em Barcelona.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Cerca de 10-15 % dos doentes com cancro do pulmão de pequenas células (CPPC) apresentam metástases cerebrais na <em>baseline</em>”, pode ler-se na introdução do poster. Os autores salientam que “doentes com CPPC e metástases cerebrais têm pior prognóstico do que aqueles que não desenvolvem metástases cerebrais”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No estudo IDeate-Lung01, um conjugado anticorpo-fármaco (ADC) dirigido à molécula de <em>checkpoint </em>imunitário B7-H3, demonstrou uma taxa de resposta objetiva (ORR) de 55 % e uma mediana de sobrevivência global de 11,8 meses, na dose de 12 mg/kg, em doentes com CPPC em fase extensa (Rudin et al., WCLC 2024, abstract OA04.03). No ESMO 2024, Melissa L. Johnson partilhou os dados de eficácia do ADC no sistema nervoso central (SNC) em doentes com metástases cerebrais na <em>baseline</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Desenho do estudo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo de fase 2 IDeate-Lung01 incluiu 88 adultos com CPPC em fase extensa, tratados com 1-3 linhas terapêuticas prévias, incluindo quimioterapia à base de platina. Os doentes foram aleatorizados para receberam o ADC dirigido a B7-H3 intravenoso 8 ou 12 mg/kg a cada 3 semanas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A imagiologia cerebral foi realizada na <em>baseline </em>e no final do tratamento e, em caso de metástases cerebrais na <em>baseline </em>(≥1 lesão-alvo e/ou não-alvo do SNC), a cada 6 semanas durante 36 semanas e a cada 12 semanas depois disso. O objetivo primário foi a ORR de acordo com o RECIST v1.1, avaliado por revisão central independente em ocultação (BICR). A ORR no SNC (imagiologia cerebral revista por neurorradiologista) foi avaliada por BICR de acordo com o SNS RECIST.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Eficácia</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na <em>baseline</em>, 42 % dos doentes tinham metástases cerebrais. À data do <em>cutoff</em>, a ORR no SNC foi de 38 % nos doentes com metástases cerebrais na <em>baseline </em>e 56 % no subgrupo com lesões-alvo na <em>baseline</em>. Nos doentes que não receberam radioterapia cerebral para metástases cerebrais na <em>baseline</em>, a ORR no SNC foi de 40 %.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os investigadores destacam também que 83 % dos doentes com metástases cerebrais na <em>baseline </em>tratados com o ADC 12 mg/kg apresentaram controlo da doença sistémica e no SNC. Foram ainda observadas reduções ≥30 % no volume tumoral no SNC em 81 % dos doentes com lesões-alvo na <em>baseline</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Segurança</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo os autores, “o perfil de segurança do ADC foi, geralmente, comparável entre doentes com e sem metástases cerebrais na <em>baseline</em>, e consistente com o da população global”. Os efeitos adversos emergentes do tratamento (TEAEs) de grau ≥3 foram reportados em 41 % e 51 % dos doentes com e sem metástases cerebrais na <em>baseline</em>, respetivamente. Em ambos os grupos, os TEAEs relacionados com o tratamento que levaram a descontinuação do fármaco foram observados em 8 % dos doentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Conclusão</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em suma, “as respostas no SNC com o ADC dirigido a B7-H3 foram consistentes com as observadas com outros ADCs à base de deruxtecano, com eficácia intracraniana promissora em doentes com CPPC em fase extensa de prognóstico desfavorável”, concluem os especialistas.</p>
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		<title>Estudo TROPION-Lung01 indica maior eficácia do conjugado anticorpo-fármaco dirigido a TROP2 vs. quimioterapia em doentes com CPNPC não-escamoso</title>
		<link>https://myoncologia.pt/internacional/estudo-tropion-lung01-indica-maior-eficacia-do-conjugado-anticorpo-farmaco-dirigido-a-trop2-vs-quimioterapia-em-doentes-com-cpnpc-nao-escamoso/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 07 Nov 2024 10:58:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Estes resultados foram apresentados num poster (#1312P) da co-autoria de Elvire Pons-Tostivint, do CHU du Nantes &#8211; Hôtel-Dieu (França), no âmbito do Congresso da European Society for Medical Oncology (ESMO), que teve lugar em Barcelona, entre os dias 13 e 17 de setembro. “As metástases cerebrais são comuns em doentes com cancro do pulmão de não-pequenas [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Estes resultados foram apresentados num poster (#1312P) da co-autoria de Elvire Pons-Tostivint, do CHU <em>du Nantes &#8211; Hôtel-Dieu</em> (França), no âmbito do Congresso da <em>European Society for Medical Oncology</em> (ESMO), que teve lugar em Barcelona, entre os dias 13 e 17 de setembro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“As metástases cerebrais são comuns em doentes com cancro do pulmão de não-pequenas células (CPNPC), estando associadas a um prognóstico desfavorável”, referem os investigadores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ensaio clínico de fase 3 TROPION-Lung01 demonstrou uma melhoria estatisticamente significativa na sobrevivência livre de progressão (PFS) com o fármaco em estudo vs. docetaxel em doentes com CPNPC avançado previamente tratado (Ahn et al., JCO 2024). Segundo os autores, a eficácia foi “impulsionada pelos doentes com histologia não-escamosa”. No congresso ESMO 2024, Elvire Pons-Tostivint divulgou uma análise <em>post hoc</em> em doentes com CPNPC não-escamoso, de acordo com o <em>status </em>das metástases cerebrais na <em>baseline</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Desenho do estudo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os doentes foram aleatorizados 1:1 para receberem o fármaco em estudo a 6 mg/kg ou docetaxel 75 mg/m 2 a cada 3 semanas. Os doentes com metástases cerebrais clinicamente estáveis, definidos como assintomáticos, previamente tratados ou não tratados, foram elegíveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A eficácia de acordo com o RECIST v1.1, incluindo a PFS e a taxa de resposta objetiva (ORR) por revisão central independente em ocultação, e os eventos adversos relacionados com o tratamento (TRAEs) foram avaliados em doentes com CPNPC não-escamoso por <em>status </em>das metástases cerebrais na <em>baseline</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Eficácia</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No total, 84/468 doentes com CPNPC não-escamoso apresentaram metástases cerebrais na <em>baseline</em>, 43 dos quais foram aleatorizados para o fármaco em estudo e 41 para docetaxel. A mediana de <em>follow-up</em> foi de 12,9 e 12,7 meses para o fármaco em estudo e docetaxel, respetivamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Verificámos que o fármaco em estudo prolongou a PFS vs. docetaxel, independentemente da presença de metástases cerebrais na <em>baseline</em>”, relatam os investigadores. A mediana de PFS foi de 4,9 vs. 3,6 meses em doentes com metástases cerebrais (HR=0,59) e de 5,7 vs. 3,7 meses em doentes sem metástases cerebrais (HR=0,64).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também a ORR foi superior para os doentes tratados com o fármaco em estudo vs. docetaxel em doentes com (30 % vs. 12 %) e sem (31 % vs. 13 %) metástases cerebrais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Segurança</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados divulgados no congresso ESMO 2024 reportam ainda uma menor ocorrência de TRAEs de grau ≥3 e de reduções de dose/descontinuações no braço do fármaco em estudo vs. docetaxel, independentemente da presença de metástases cerebrais na <em>baseline</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Conclusão</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">“Estes resultados sugerem que o fármaco em estudo tem uma eficácia melhorada e um perfil de segurança gerível vs. docetaxel no CPNPC não-escamoso avançado, independentemente da presença de metástases cerebrais na <em>baseline</em>”, deduzem os autores. A avaliação da atividade intracraniana do fármaco em estudo está em curso.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Marque na agenda: Congresso da Sociedade Internacional de Oncologia Pediátrica</title>
		<link>https://myoncologia.pt/internacional/marque-na-agenda-congresso-da-sociedade-internacional-de-oncologia-pediatrica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Asseiceiro]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 10 Sep 2024 11:28:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://myoncologia.pt/?p=215157</guid>

					<description><![CDATA[<p>O Congresso da Sociedade Internacional de Oncologia Pediátrica 2024 (SIOP 2024) realiza-se de 17 a 20 de outubro, no Havai, nos Estados Unidos da América. Este evento internacional reúne os mais importantes especialistas e profissionais de saúde com intervenção na área da Oncologia Pediátrica. Durante o congresso, são apresentados e debatidos temas diversificados, casos clínicos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O Congresso da Sociedade Internacional de Oncologia Pediátrica 2024 (SIOP 2024) realiza-se de 17 a 20 de outubro, no Havai, nos Estados Unidos da América.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este evento internacional reúne os mais importantes especialistas e profissionais de saúde com intervenção na área da Oncologia Pediátrica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante o congresso, são apresentados e debatidos temas diversificados, casos clínicos e outros tópicos relevantes neste campo, com o objetivo de contribuir para melhorar os tratamentos e aumentar a sobrevivência de crianças e jovens afetados por doenças oncológicas.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://myoncologia.pt/internacional/marque-na-agenda-congresso-da-sociedade-internacional-de-oncologia-pediatrica/">Marque na agenda: Congresso da Sociedade Internacional de Oncologia Pediátrica</a> aparece primeiro em <a href="https://myoncologia.pt">My Oncologia</a>.</p>
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