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	<title>Arquivo de Atualidade - My Oncologia</title>
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	<description>Plataforma multimédia dirigida à comunidade médica e outros profissionais de saúde envolvidos no tratamento das doenças oncológicas.</description>
	<lastBuildDate>Mon, 03 Aug 2026 09:18:16 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivo de Atualidade - My Oncologia</title>
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		<title>Diagnósticos de cancro podem atingir 35 milhões em 2050 com acessos assimétricos a cuidados</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Aug 2026 09:18:16 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Com mais de 20 milhões de diagnósticos registados em 2024, a Organização Mundial da Saúde (OMS), através do mais recente relatório global da International Agency for Research on Cancer (IARC), prevê um disparo na incidência da doença nas próximas décadas. A análise sublinha que, se considerados os impactos familiares diretos, 92% da população mundial será afetada pelo cancro, enquanto [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Com mais de 20 milhões de diagnósticos registados em 2024, a Organização Mundial da Saúde (OMS), através do mais recente relatório global da <em>International</em> <em>Agency for Research on Cancer</em> (IARC), prevê um disparo na incidência da doença nas próximas décadas. A análise sublinha que, se considerados os impactos familiares diretos, 92% da população mundial será afetada pelo cancro, enquanto apenas 39% dos países garantem tratamentos básicos na sua cobertura universal de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados apresentados traçam um retrato da realidade oncológica a nível mundial: além da estimativa de que 20% da população venha a desenvolver a patologia ao longo da vida, a taxa de abrangência indireta é avassaladora, estimando-se que cerca de 92% das pessoas sintam o impacto do cancro no seu círculo familiar próximo. Dos 20,6 milhões de casos confirmados em 2024, a projeção aponta para um salto até aos 35 milhões em meados do século.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A disparidade nos índices de sobrevivência é uma das denúncias centrais do documento. A probabilidade de superar a doença está hoje mais associada ao contexto socioeconómico e geográfico do doente do que ao próprio estadiamento inicial do tumor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No caso do cancro da mama e das neoplasias pediátricas, a taxa de sobrevivência a cinco anos ultrapassa os 85% nas nações de elevado rendimento, graças à capacidade de deteção precoce. Em contrapartida, nos países mais desfavorecidos, esse valor desce para patamares inferiores a 30% (atingindo apenas 40% na mama em várias regiões de baixo e médio rendimento).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta fratura reflete-se igualmente na cobertura assistencial: apenas 39% dos países integram um pacote de tratamento oncológico essencial nas suas redes públicas de saúde. Onde os serviços existem, os custos suportados pelos próprios doentes continuam a provocar ruturas financeiras graves nas famílias, culminando em taxas de abandono terapêutico que chegam aos 90% nos cenários mais vulneráveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Avanços na prevenção e novas metas</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Nem todas as métricas são desfavoráveis. O relatório assinala conquistas significativas na prevenção primordial, destacando a quebra de 27% na prevalência do tabagismo e a expansão da vacinação contra o vírus do papiloma humano (HPV) em dose única — integrada em 85% dos programas nacionais de imunização —, que abriu caminho para a redução progressiva do cancro do colo do útero, embora persistam assimetrias no acesso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, no que diz respeito à mortalidade prematura por cancro, apenas 12 países estão atualmente em rota de cumprir o objetivo de redução de um terço estabelecido para 2030, havendo 48 nações a registar uma evolução inversa devido ao aumento da incidência.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Reorganizar os cuidados</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Assumindo que a realidade da Oncologia moderna passará cada vez mais pela convivência crónica com a doença e não apenas pela cura, a OMS estabeleceu uma agenda renovada que inclui sete recomendações prioritárias. Entre os pontos-chave destacam-se: a integração obrigatória do controlo e tratamento do cancro nos sistemas de Cobertura Universal de Saúde; o reforço da capacidade de resposta técnica e estrutural dos Serviços de Oncologia; a dinamização de estratégias de promoção da saúde nas comunidades locais; a criação e fortalecimento de redes de proteção social e a diminuição do estigma associado à doença.</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Fonte: OMS</p>
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		<title>Grupo de trabalho da SPS quer traçar o retrato real do regresso ao trabalho após cancro da mama</title>
		<link>https://myoncologia.pt/atualidade/grupo-de-trabalho-da-sps-quer-tracar-o-retrato-real-do-regresso-ao-trabalho-apos-cancro-da-mama/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 Jul 2026 14:40:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com mais de 200 respostas recolhidas, o questionário do Grupo de Trabalho de Reintegração Social e Profissional da Sociedade Portuguesa de Senologia (SPS) estará disponível até setembro. O objetivo passa por reunir dados reais sobre a experiência laboral, o impacto na qualidade de vida e a capacidade de adaptação das empresas, cujos resultados serão apresentados [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Com mais de 200 respostas recolhidas, o questionário do Grupo de Trabalho de Reintegração Social e Profissional da Sociedade Portuguesa de Senologia (SPS) estará disponível até setembro. O objetivo passa por reunir dados reais sobre a experiência laboral, o impacto na qualidade de vida e a capacidade de adaptação das empresas, cujos resultados serão apresentados em outubro nas Jornadas SPS 26.</p>



<h3 class="wp-block-heading">&#8220;<strong>Ir além das perceções&#8221; para fundamentar a mudança</strong></h3>



<p class="wp-block-paragraph">Lançado em maio, o Questionário de Reinserção Profissional após Cancro da Mama pretende traçar o retrato fiável da realidade enfrentada por doentes e sobreviventes no regresso ao contexto de trabalho. Para assegurar a máxima representatividade dos dados, o Grupo de Trabalho da SPS apela a uma maior participação da comunidade, com o inquérito anónimo e confidencial a manter-se aberto até ao início de setembro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo avalia múltiplos fatores, desde o impacto psicológico e a qualidade de vida até às condições organizacionais disponibilizadas pelos empregadores — como a flexibilidade de horários, o regime de teletrabalho, os ajustes ergonómicos nas estações de trabalho e as dinâmicas de relação com chefias e colegas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo as médicas oncologistas Susana Sousa e Mónica Nave, coordenadoras do Grupo de Trabalho da SPS, a recolha destes dados é imperativa para alavancar medidas concretas: &#8220;O objetivo central deste questionário é ir além das perceções, para aferir a realidade nacional e perceber, na prática, como é que a reintegração profissional de doentes com diagnóstico de cancro da mama acontece realmente no terreno. [A expetativa é que os resultados sirvam de] vetor fiável e orientador das questões que merecem resoluções e melhorias junto das instituições e entidades competentes.&#8221; </p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos pilares do inquérito é lançar luz sobre sequelas pós-tratamento que escapam à observação direta no dia a dia das empresas. Joana Grilo, técnica superior de farmácia e membro do Grupo de Trabalho — que traz para o projeto a perspetiva dupla de profissional de saúde e sobrevivente —, adverte que o fim dos tratamentos clínicos não equivale a uma recuperação imediata do estado de saúde anterior. &#8220;O regresso ao trabalho após o tratamento não corresponde, necessariamente, ao restabelecimento do estado funcional prévio. Muitos sobreviventes continuam a apresentar sequelas físicas, cognitivas e psicossociais persistentes que, por não terem expressão clínica visível, são frequentemente subvalorizadas no contexto laboral.&#8221; </p>



<p class="wp-block-paragraph">A especialista sublinha a urgência de uma mudança cultural na gestão de recursos humanos para acolher este novo perfil de trabalhadores: &#8220;Espera-se, muitas vezes, um ‘regresso ao normal’, quando aquilo que existe é uma nova realidade que exige adaptação, compreensão e organizações urgentemente mais preparadas para acolher quem sobreviveu ao cancro. É fundamental reconhecermos estas incapacidades invisíveis para construirmos ambientes de trabalho que promovam uma reintegração profissional verdadeiramente sustentável.&#8221; </p>



<p class="wp-block-paragraph">O preenchimento do questionário é anónimo, confidencial e tem a duração estimada de 10 a 15 minutos. Os dados consolidados serão tornados públicos durante o Fórum Vozes Rosa, que se realiza a 14 de outubro, marcando a abertura das Jornadas SPS 26, agendadas para 15 e 16 de outubro, em Alcobaça.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Questionário disponível <a href="https://www.spsenologia.pt/survey/202605050656/home.php" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>. </p>
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		<item>
		<title>CE aprova o primeiro conjugado anticorpo-fármaco em primeira linha para o cancro da mama triplo-negativo metastático</title>
		<link>https://myoncologia.pt/atualidade/ce-aprova-o-primeiro-conjugado-anticorpo-farmaco-em-primeira-linha-para-o-cancro-da-mama-triplo-negativo-metastatico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 10:43:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Comissão Europeia (CE) concedeu a autorização de introdução no mercado a uma nova opção de tratamento com um conjugado anticorpo-fármaco (ADC), em monoterapia, para doentes adultos com cancro da mama triplo-negativo (CMTN) localmente avançado, irressecável ou metastático, que não tenham recebido terapêutica sistémica prévia e não sejam candidatos a inibidores de PD-1 ou PD-L1. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A Comissão Europeia (CE) concedeu a autorização de introdução no mercado a uma nova opção de tratamento com um conjugado anticorpo-fármaco (ADC), em monoterapia, para doentes adultos com cancro da mama triplo-negativo (CMTN) localmente avançado, irressecável ou metastático, que não tenham recebido terapêutica sistémica prévia e não sejam candidatos a inibidores de PD-1 ou PD-L1. Trata-se da primeira terapêutica desta classe a ser aprovada para o tratamento de primeira linha deste subtipo agressivo na União Europeia (UE), preenchendo uma lacuna terapêutica sem novas opções de primeira linha há cerca de duas décadas. A decisão baseia-se nos resultados do estudo de Fase 3 ASCENT-03, que demonstrou uma redução de 38% no risco de progressão da doença ou morte em comparação com a quimioterapia convencional.</p>



<p class="wp-block-paragraph"> “Os anticorpos conjugados com quimioterapia estão a transformar o tratamento de todos os subtipos de cancro da mama. O sacituzumab govitecano já em uso na prática clínica, com os resultados deste estudo ASCENT-03, vem reforçar o seu papel numa fase mais precoce do tratamento do cancro da mama triplo negativo metastático. O cancro da mama triplo negativo é um subtipo de cancro da mama mais agressivo e geralmente associado a mulheres mais jovens, onde escasseiam opções terapêuticas eficazes.”, afirmou Gabriela Sousa, presidente da Sociedade Portuguesa de Senologia. </p>



<p class="wp-block-paragraph">“Verificamos, através dos resultados do estudo ASCENT-03 que o uso de sacituzumab govitecano no tratamento do cancro da mama triplo negativo metastizado, quando não está indicada a quimioterapia com imunoterapia, consegue um maior controle da doença (face às atuais opções de tratamento), com impacto clínico significativo. Este tratamento atrasa a progressão da doença com diminuição do risco de progressão ou morte de 38%&#8221;, concluiu Gabriela Sousa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para muitas pessoas que vivem com CMTN metastático, a forma mais agressiva de cancro da mama, a terapia de primeira linha pode ser a sua única opção de tratamento, o que cria uma necessidade urgente de opções terapêuticas eficazes que possam ser utilizadas o mais cedo possível.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Esta aprovação representa um avanço significativo na forma como tratamos as pessoas com CMTN metastático não previamente tratado na Europa”, afirmou Mika Kakefuda Derynck, MD, s<em>enior vice president</em>, <em>Clinical Development, Oncology</em> da Gilead Sciences. “Há muito que reconhecemos os desafios que os doentes e os médicos enfrentam com este cancro agressivo e acreditamos que esta aprovação irá proporcionar uma nova opção, tão necessária, às pessoas com CMTN metastático.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A autorização de introdução no mercado concedida pela CE baseia-se nos dados do estudo de Fase 3 ASCENT-03, que demonstrou uma sobrevivência livre de progressão altamente significativa estatisticamente e clinicamente relevante para esta terapêutica, em comparação com a quimioterapia de referência como tratamento de primeira linha. No estudo ASCENT-03, sacituzumab govitecano demonstrou uma redução de 38% no risco de progressão da doença ou morte em doentes que não são candidatos a inibidores de PD-1/PD-L1. O estudo ASCENT-03 utilizou um <em>crossover</em> centrado no doente, o que permitiu que os doentes do grupo da quimioterapia recebessem sacituzumab govitecano após a progressão da doença. A aprovação da CE, baseada na solidez dos dados relativos à sobrevivência livre de progressão, confirma o objetivo do estudo de demonstrar que a utilização precoce do sacituzumab govitecano proporciona um benefício clínico em relação à quimioterapia para doentes com CMTN metastático. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Sobre o cancro da mama triplo-negativo em doentes que não são candidatas ao tratamento com inibidores de PD-1/PD-L1</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O CMTN é o tipo mais agressivo de cancro da mama e tem sido, historicamente, difícil de tratar, representando aproximadamente 15% de todos os cancros da mama. O CMTN afeta de forma desproporcional mulheres mais jovens, na pré-menopausa, bem como mulheres negras e hispânicas. As células do CMTN não possuem recetores de estrogénio e progesterona e apresentam uma expressão limitada de HER2. Devido à natureza do CMTN, as opções de tratamento são extremamente limitadas em comparação com outros tipos de cancro da mama. O CMTN apresenta uma probabilidade mais elevada de recorrência e metástases do que outros tipos de cancro da mama. O tempo médio até à recorrência metastática no CMTN é de aproximadamente 2,6 anos, em comparação com 5 anos para outros cancros da mama, e a taxa de sobrevivência relativa a cinco anos é muito mais baixa. Entre as mulheres com CMTN metastático, a taxa de sobrevivência a cinco anos é de 12%, em comparação com 28% para aquelas com outros tipos de cancro da mama metastático (CMm).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Sobre sacituzumab govitecano</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Sacituzumab govitecan-hziy é um conjugado anticorpo-fármaco dirigido ao Trop-2. O Trop-2 é um antígeno da superfície celular sobreexpressa em múltiplos tipos de tumores, incluindo em mais de 90% dos cancros da mama e do pulmão. Sacituzumab govitecano foi concebido intencionalmente com um ligante hidrolisável patenteado ligado ao SN-38, um inibidor da topoisomerase I. Esta combinação única proporciona uma atividade potente tanto nas células que expressam o Trop-2 como no microambiente tumoral, através de um efeito de <em>bystander</em>.</p>
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		<title>Carcinoma de células renais avançado: decisão terapêutica e sequenciação na era das combinações</title>
		<link>https://myoncologia.pt/atualidade/carcinoma-de-celulas-renais-avancado-decisao-terapeutica-e-sequenciacao-na-era-das-combinacoes/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Pina]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 09:37:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Encontros da Primavera 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Durante os Encontros da Primavera 2026, a Ipsen promoveu um simpósio sob o tema “aCCR Management: present and future”. Moderado por Miguel Barbosa, diretor do Serviço de Oncologia da ULS de São João, este evento contou com a participação de Ovidio Fernández, oncologista médico no Servizo Galego de Saúde, em Ourense, Espanha. O simpósio centrou-se [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Durante os Encontros da Primavera 2026, a Ipsen promoveu um simpósio sob o tema “aCCR Management: present and future”. Moderado por <strong>Miguel Barbosa</strong>, diretor do Serviço de Oncologia da ULS de São João, este evento contou com a participação de <strong>Ovidio Fernández</strong>, oncologista médico no Servizo Galego de Saúde, em Ourense, Espanha. O simpósio centrou-se na gestão do carcinoma de células renais avançado (CCRa), num contexto em que a ausência de biomarcadores preditivos torna a escolha do regime de primeira linha determinante para as estratégias de sequenciação subsequentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>&#8220;A capacidade de obter uma boa resposta em primeira linha vai definir o prognóstico&#8221;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Miguel Barbosa abriu a apresentação estimando que em Portugal o universo de doentes com CCRa em contexto metastático ronde os 600 casos por ano: 200 com doença metastática à apresentação e cerca de 400 que progridem a partir de diagnósticos prévios. Estimou ainda que a transição da primeira para as linhas seguintes de tratamento implica a perda de aproximadamente 50% dos doentes. (1) Apostar numa primeira linha bem selecionada é, por isso, determinante para o prognóstico individual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O panorama atual oferece quatro combinações aprovadas e reembolsadas em Portugal com impacto demonstrado na sobrevivência global. (2) Em nenhuma delas existe, contudo, um biomarcador preditivo validado que oriente a escolha entre regimes, tornando a decisão dependente do perfil clínico de cada doente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Atualmente, quatro combinações são standard em primeira linha no CCRa:<br></strong>• Nivolumab + ipilimumab (IpiNivo), dupla imunoterapia (IO/IO) associada a maior durabilidade de resposta a longo prazo, particularmente relevante em doentes com risco intermédio ou elevado3<br>• Nivolumab + cabozantinib (CaboNivo), combinação de imunoterapia (IO) com inibidor de tirosina-cinase (TKI), com eficácia equilibrada e dados maduros em múltiplos endpoints4<br>• Pembrolizumab + axitinib (PembroAxi), IO/TKI, com benefício consistente e seguimento mais longo entre as combinações IO/TKI disponíveis; em Portugal, reembolsado apenas para doentes de risco intermédio2,5<br>• Pembrolizumab + lenvatinib (LenPembro), IO/TKI, com elevada taxa de resposta objetiva (ORR) e prolongamento da sobrevida livre de progressão (PFS)6</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar da disponibilidade de múltiplas terapêuticas, Miguel Barbosa sublinhou que os resultados dos diferentes ensaios não são diretamente comparáveis, uma vez que incluíram populações com características distintas, nomeadamente no que respeita à distribuição de risco segundo o IMDC: o CheckMate 214 e o CheckMate 9ER incluíram uma proporção mais baixa de doentes de risco favorável segundo IMDC (~23%) do que o KEYNOTE-426 e o CLEAR (~31%). (3–6)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste contexto, a leitura dos principais endpoints assume particular relevância clínica. De acordo com a interpretação clínica do especialista, a ORR e a resposta completa (CR) refletem a capacidade de redução tumoral, sendo especialmente importantes em situações de doença sintomática ou de rápida progressão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A sobrevida livre de progressão traduz o controlo da doença ao longo do tempo, enquanto a sobrevida global (OS) e a presença de uma “cauda longa” nas curvas de sobrevivência refletem a durabilidade do benefício, particularmente associada às estratégias baseadas em imunoterapia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a visão e experiência do especialista, decisão terapêutica em primeira linha deve, assim, ser orientada pelo fenótipo do doente e pelos objetivos clínicos definidos para cada situação:<br>• Necessidade de controlo rápido devido a elevada carga tumoral, sintomas ou compromisso funcional favorece regime IO/TKI (CaboNivo, PembroAxi, LenPembro)<br>• Procura de benefício duradouro a longo prazo, sobretudo em doentes com risco intermédio ou elevado, pode justificar IO/IO (IpiNivo)<br>• Eficácia, tolerabilidade e flexibilidade de sequenciação destacam opções como CaboNivo</p>



<p class="wp-block-paragraph">O especialista sublinhou que enquanto a toxicidade associada aos inibidores de tirosina-cinase (TKI) (ex. hipertensão, diarreia ou síndrome palmo-plantar) é dose-dependente e mais gerível, a toxicidade imunomediada (ex. hepatite, colite, endocrinopatias ou pneumonite) é menos dependente da dose, podendo surgir tardiamente e exigindo frequentemente corticoides e interrupções de tratamento. (7)</p>



<p class="wp-block-paragraph">O índice prognóstico IMDC mantém utilidade na estratificação basal dos doentes, mas de acordo com Miguel Barbosa, não permite, por si só, selecionar a melhor combinação terapêutica, reforçando a necessidade de uma abordagem individualizada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dados apresentados na ASCO GU 2026 sugeriram a reprodutibilidade dos resultados do CheckMate 9ER na prática clínica: numa coorte de 167 doentes tratados com nivolumab + cabozantinib em contexto de vida real, a OS mediana foi de 44,4 meses e a ORR de 41,1%. (8)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como sublinhado por Miguel Barbosa, a escolha da terapêutica de primeira linha deve ser orientada pelos objetivos clínicos definidos para cada doente e pelo padrão de benefício das diferentes combinações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>&#8220;Uma mudança muito importante alterou o paradigma de tratamento e o TKI é a opção prioritária em segunda linha&#8221;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na segunda parte do simpósio, Ovidio Fernández centrou-se nas estratégias terapêuticas após progressão à imunoterapia, organizando a apresentação em torno de três cenários clínicos: progressão após terapêutica adjuvante, TKI/IO (PembroAxi, Cabonivo) ou IO/IO.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No contexto de recorrência após pembrolizumab adjuvante, aludindo a dados do KEYNOTE-564, o especialista destacou que o timing da progressão condiciona a abordagem terapêutica. (9) De acordo com recomendações recentes da EAU, doentes com progressão precoce devem ser preferencialmente tratados com um TKI em monoterapia. (10) Nestes contextos, a reintrodução de imunoterapia após progressão a um regime com IO não traz benefício. Os estudos CONTACT-03 e TiNivo-2 demonstraram, em fase III, ausência de vantagem na adição de um segundo IO ao TKI. (11,12) O mesmo padrão se observou após IO/IO nos estudos de fase II OMNIVORE, TITAN RCC e HCRN GU16-260. (13–15) O TKI é, em ambos os cenários, o pilar da segunda linha. Nos casos de progressão mais tardia, a evidência é menos conclusiva, podendo considerar-se, em situações selecionadas, a utilização de combinações que incluam imunoterapia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No contexto da segunda linha, o cabozantinib surge como uma das opções com evidência consistente, demonstrando atividade antitumoral relevante após exposição prévia a imunoterapia em diferentes cenários clínicos. (16) Dados adicionais de prática clínica e estudos recentes reforçam a consistência destes resultados fora do contexto dos ensaios clínicos. (1,17)</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outras opções terapêuticas, como tivozanib, axitinib ou a associação de lenvatinib com everolímus, apresentam igualmente atividade após imunoterapia, podendo ser consideradas de acordo com o contexto clínico e a sequência previamente utilizada. (12,18,19)</p>



<p class="wp-block-paragraph">A apresentação incluiu ainda dois casos clínicos ilustrativos. Num primeiro caso, um doente com doença de risco intermédio tratado inicialmente com PembroAxi apresentou progressão após resposta inicial, tendo sido posteriormente tratado com cabozantinib, com nova resposta e controlo da doença. Num segundo caso, um doente de alto risco tratado com CaboNivo em primeira linha foi posteriormente tratado com axitinib após progressão, mantendo benefício clínico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ovidio Fernández reforçou que, independentemente do regime prévio, TKI é a opção prioritária após progressão à imunoterapia na 2L. Segundo o especialista, a sequenciação terapêutica é possível e clinicamente relevante, mas a perda de doentes entre linhas reforça a importância de acertar na primeira escolha.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Q&amp;A</strong><br>A sessão de perguntas e respostas centrou-se no papel emergente do belzutifano, inibidor de HIF-2α, questionando-se se a combinação belzutifan + lenvatinib (LITESPARK-011) ganhará destaque na segunda linha. Apresentaram-se as seguintes conclusões:<br>• O LITESPARK-011 demonstra benefício em PFS e ORR, mas ainda sem vantagem em OS (20)<br>• O cabozantinib foi escolhido como braço de controlo no ensaio, refletindo a sua posição como standard atual20<br>• O belzutifano em monoterapia está disponível em Portugal, mas apenas em terceira linha (21)<br>• A toxicidade de terapias de combinação é um fator limitante relevante, especialmente em doentes que permanecerão longos períodos em tratamento<br>• As terapias triplas permanecem limitadas pela toxicidade e falta de benefício claro em sobrevida global<br>• A escolha terapêutica deve considerar o perfil do doente, tratamentos prévios e tolerabilidade, mantendo uma abordagem individualizada</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph">CBZ-PT-000463 Junho de 2026</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">A publicação deste artigo foi financiada através de sponsorship da&nbsp;Ipsen&nbsp;Pharma. As conclusões, interpretações e opiniões aqui expressas são da exclusiva responsabilidade dos seus autores. A&nbsp;Ipsen&nbsp;Pharma declina qualquer responsabilidade sobre o conteúdo das mesmas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Referências</strong></p>



<ol class="wp-block-list">
<li>Lai GS, Li JR, Wang SS, Chen CS, Yang CK, Lin CY, et al. Real world treatment sequences and outcomes for metastatic renal cell carcinoma. PLoS One. 2023 Nov 22;18(11):e0294039. doi: 10.1371/journal.pone.0294039; 2. Infarmed. Comissão Nacional de Farmácia e Terapêutica: medicamentos usados no tratamento do carcinoma de células renais; linhas de tratamento e alternativas terapêuticas [Internet]. Disponível em: https://www.infarmed.pt/documents/15786/12346706/Medicamentos%2Busados%2Bno%2Btratamento%2Bdo%2Bcarcinoma%2Bde%2Bc%C3%A9lulas%2Brenais%3A%2BLinhas%2Bde%2Btratamento%2Be%2Balternativas%2Bterap%C3%AAuticas%C2%A0/a4982333-e271-ceb6-731a-ec015f9fe540?; 3. Tannir NM, Albigès L, McDermott DF, Burotto M, Choueiri TK, Hammers HJ, et al. Nivolumab plus ipilimumab versus sunitinib for first-line treatment of advanced renal cell carcinoma: extended 8-year follow-up results of efficacy and safety from the phase III CheckMate 214 trial. Ann Oncol. 2024 Nov;35(11):1026-1038. doi: 10.1016/j.annonc.2024.07.727; 4. Motzer RJ, Escudier B, Burotto M, Powles T, Apolo AB, Bourlon MT, et al. Final analysis of nivolumab plus cabozantinib for advanced renal cell carcinoma from the randomized phase III CheckMate 9ER trial. Ann Oncol. 2026 Jan;37(1):33-43. doi: 10.1016/j.annonc.2025.09.006; 5. Rini BI, Plimack ER, Stus V, Gafanov R, Waddell T, Nosov D, et al. Pembrolizumab plus axitinib versus sunitinib for advanced clear cell renal cell carcinoma: 5-year survival and biomarker analyses of the phase 3 KEYNOTE-426 trial. Nat Med. 2025 Oct;31(10):3475-3484. doi: 10.1038/s41591-025-03867-5; 6. Motzer RJ, Porta C, Eto M, Powles T, Grünwald V, Hutson TE, et al. Final prespecified overall survival (OS) analysis of CLEAR: 4-year follow-up of lenvatinib plus pembrolizumab (L+P) vs sunitinib (S) in patients (pts) with advanced renal cell carcinoma (aRCC). J Clin Oncol. 2023 Jun 5;41(16_suppl):LAB4502. doi: 10.1200/JCO.2023.41.16_suppl.LBA4502; 7. Haanen J, Obeid M, Spain L, Carbonnel F, Wang Y, Robert C, Lyon AR, Wick W, Kostine M, Peters S, Jordan K, Larkin J; ESMO Guidelines Committee. Electronic address: clinicalguidelines@esmo.org. Management of toxicities from immunotherapy: ESMO Clinical Practice Guideline for diagnosis, treatment and follow-up. Ann Oncol. 2022 Dec;33(12):1217-1238. doi: 10.1016/j.annonc.2022.10.001; 8. Zarba M, Maj D, Baumgarten P, Wells JC, Shamsi SIA, Angel M, et al. Real-world efficacy of nivolumab plus cabozantinib in metastatic renal cell carcinoma (mRCC) using the IMDC. J Clin Oncol. 2026 Mar 2;44(7_suppl):446. doi: 10.1200/JCO.2026.44.7_suppl.446; 9. Choueiri TK, Tomczak P, Park SH, Venugopal B, Ferguson T, Symeonides SN, et al. Overall Survival with Adjuvant Pembrolizumab in Renal-Cell Carcinoma. N Engl J Med. 2024 Apr 18;390(15):1359-1371. doi: 10.1056/NEJMoa2312695; 10. European Association of Urology. Renal Carcinoma. [Internet]. Disponível em: https://uroweb.org/guidelines/renal-cell-carcinoma/chapter/disease-management; 11. Pal SK, Albiges L, Tomczak P, Suárez C, Voss MH, de Velasco G, et al. Atezolizumab plus cabozantinib versus cabozantinib monotherapy for patients with renal cell carcinoma after progression with previous immune checkpoint inhibitor treatment (CONTACT-03): a multicentre, randomised, open-label, phase 3 trial. Lancet. 2023 Jul 15;402(10397):185-195. doi: 10.1016/S0140-6736(23)00922-4; 12. Choueiri TK, Albiges L, Barthélémy P, Iacovelli R, Emambux S, Molina-Cerrillo J, et al. Tivozanib plus nivolumab versus tivozanib monotherapy in patients with renal cell carcinoma following an immune checkpoint inhibitor: results of the phase 3 TiNivo-2 Study. Lancet. 2024 Oct 5;404(10460):1309-1320. doi: 10.1016/S0140-6736(24)01758-6; 13. McKay RR, McGregor BA, Xie W, Braun DA, Wei X, Kyriakopoulos CE, et al. Optimized Management of Nivolumab and Ipilimumab in Advanced Renal Cell Carcinoma: A Response-Based Phase II Study (OMNIVORE). J Clin Oncol. 2020 Dec 20;38(36):4240-4248. doi: 10.1200/JCO.20.02295; 14. Grimm MO, Esteban E, Barthélémy P, Schmidinger M, Busch J, Valderrama BP, et al. Tailored immunotherapy approach with nivolumab with or without nivolumab plus ipilimumab as immunotherapeutic boost in patients with metastatic renal cell carcinoma (TITAN-RCC): a multicentre, single-arm, phase 2 trial. Lancet Oncol. 2023 Nov;24(11):1252-1265. doi: 10.1016/S1470-2045(23)00449-7; 15. Atkins MB, Jegede OA, Haas NB, McDermott DF, Bilen MA, Stein M, et al. Phase II Study of Nivolumab and Salvage Nivolumab/Ipilimumab in Treatment-Naive Patients With Advanced Clear Cell Renal Cell Carcinoma (HCRN GU16-260-Cohort A). J Clin Oncol. 2022 Sep 1;40(25):2913-2923. doi: 10.1200/JCO.21.02938; 16. Albiges L, Powles T, Sharma A, Venugopal B, Bedke J, Borkowetz A, et al. CaboPoint: A Phase 2 Study of Second-line Cabozantinib After Checkpoint Inhibitor–based Combination Therapy in Patients with Metastatic Renal Cell Carcinoma. European Urology. 2026 March;89(3):210-219. doi: 10.1016/j.eururo.2025.07.018; 17. Shah NJ, Sura SD, Shinde R, Shi J, Singhal PK, Robert NJ, et al. Real-world Treatment Patterns and Clinical Outcomes for Metastatic Renal Cell Carcinoma in the Current Treatment Era. Eur Urol Open Sci. 2023 Feb 6;49:110-118. doi: 10.1016/j.euros.2022.12.015; 18. Ornstein MC, Pal SK, Wood LS, Tomer JM, Hobbs BP, Jia XS, et al. Individualised axitinib regimen for patients with metastatic renal cell carcinoma after treatment with checkpoint inhibitors: a multicentre, single-arm, phase 2 study. Lancet Oncol. 2019 Oct;20(10):1386-1394. doi: 10.1016/S1470-2045(19)30513-3; 19. Hahn AW, Chahoud J, Skelton WP, Yuan Y, Zurita-Saavedra AJ, Kovitz C, et al. A multicenter randomized phase II trial of lenvatinib plus everolimus versus cabozantinib in patients with metastatic clear-cell RCC that progressed on PD-1 immune checkpoint inhibition (LenCabo). Ann Oncol. 2026 Feb;37(2):241-249. doi: 10.1016/j.annonc.2025.10.009; 20. Motzer RJ, Park SH, McDermott RS, Porta C, Heng DYC, Burotto M, et al. Belzutifan (bel) plus lenvatinib (lenva) versus cabozantinib (cabo) for advanced renal cell carcinoma (RCC) after anti–PD-(L)1 therapy: Open-label phase 3 LITESPARK-011 study. J Clin Oncol. 2026 Mar 2;44(7_suppl):LBA417. doi: 10.1200/JCO.2026.44.7_suppl.LBA417; 21. Infarmed. Welireg (belzutifano): Lista dos PAP (Programa de acesso precoce a medicamentos) [Internet]. Disponível em: https://www.infarmed.pt/web/infarmed/avaliacao-terapeutica-e-economica/programa-de-acesso-precoce-a-medicamentos/.</li>
</ol>
<p>O conteúdo <a href="https://myoncologia.pt/atualidade/carcinoma-de-celulas-renais-avancado-decisao-terapeutica-e-sequenciacao-na-era-das-combinacoes/">Carcinoma de células renais avançado: decisão terapêutica e sequenciação na era das combinações</a> aparece primeiro em <a href="https://myoncologia.pt">My Oncologia</a>.</p>
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		<title>ULSTMAD evita deslocações de doentes com cancro hepático utilizando nova técnica minimamente invasiva</title>
		<link>https://myoncologia.pt/atualidade/ulstmad-evita-deslocacoes-de-doentes-com-cancro-hepatico-utilizando-nova-tecnica-minimamente-invasiva/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 09:46:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Unidade Local de Saúde de Trás-os-Montes e Alto Douro (ULSTMAD) expandiu os seus cuidados oncológicos com a introdução de uma abordagem terapêutica avançada e minimamente invasiva para doentes com cancro no fígado. O procedimento permite aplicar a terapêutica diretamente na lesão tumoral, representando um salto qualitativo na assistência médica prestada na região. O Serviço [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">A Unidade Local de Saúde de Trás-os-Montes e Alto Douro (ULSTMAD) expandiu os seus cuidados oncológicos com a introdução de uma abordagem terapêutica avançada e minimamente invasiva para doentes com cancro no fígado. O procedimento permite aplicar a terapêutica diretamente na lesão tumoral, representando um salto qualitativo na assistência médica prestada na região.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Serviço de Imagiologia, sediado em Vila Real, realizou com sucesso a sua primeira quimioembolização transarterial hepática (TACE). Esta técnica consiste na administração direta do tratamento no tumor do fígado, combinada com a oclusão dos vasos sanguíneos que asseguram o seu desenvolvimento. Com este passo, a ULS eleva a diferenciação da sua área de radiologia de intervenção e diversifica as opções de tratamento disponíveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Rui Ramos, diretor do Serviço de Imagiologia, realça que a concretização deste procedimento reflete o esforço de especialização técnica da ULSTMAD e a ambição de assegurar cuidados de saúde cada vez mais modernos à população local.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na mesma linha, o coordenador da Unidade de Hepatologia, José Presa Ramos, aponta o impacto prático desta inovação: “a disponibilização destas técnicas na ULSTMAD representa um ganho efetivo para os doentes, que passam a ter acesso a cuidados diferenciados sem necessidade de deslocação para outras unidades”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Paralelamente, a equipa médica alcançou um marco histórico no país ao efetuar a implantação de um novo <em>stent</em> de seis milímetros específico para TIPS (<em>shunt</em> portossistémico intra-hepático transjugular). Este avanço tecnológico transforma a ULSTMAD no primeiro centro hospitalar em Portugal a recorrer a este dispositivo, que viabiliza uma estratégia mais customizada no controlo da hipertensão portal, adaptando o tratamento ao perfil clínico de cada utente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para a administração da ULSTMAD, estes sucessos confirmam a aposta da instituição na modernização tecnológica, no aperfeiçoamento dos serviços e numa filosofia de proximidade com a comunidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Recorde-se que a ULSTMAD é responsável pela gestão hospitalar de Vila Real, Chaves e Lamego, assegurando ainda a cobertura de cuidados de saúde primários em 21 concelhos da região.</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Fonte: ULSTMAD </p>
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		<title>Novo laboratório da ULSAS reduz tempo de resposta a doentes oncológicos</title>
		<link>https://myoncologia.pt/atualidade/novo-laboratorio-da-ulsas-reduz-tempo-de-resposta-a-doentes-oncologicos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 09:28:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A ULS Almada-Seixal (ULSAS) conta com um novo laboratório de Patologia Molecular, integrado no Serviço de Anatomia Patológica. Esta nova valência reforça o caminho da Medicina de Precisão, bem como o posicionamento da instituição na vanguarda tecnológica e científica, permitindo melhorar a resposta aos doentes oncológicos. Com a técnica de sequenciação de nova geração (NGS) [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A ULS Almada-Seixal (ULSAS) conta com um novo laboratório de Patologia Molecular, integrado no Serviço de Anatomia Patológica. Esta nova valência reforça o caminho da Medicina de Precisão, bem como o posicionamento da instituição na vanguarda tecnológica e científica, permitindo melhorar a resposta aos doentes oncológicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com a técnica de sequenciação de nova geração (NGS) desenvolvida no novo laboratório, e que permite, num único teste e com pouco tecido, ler centenas a milhares de genes, com resultados em menos de uma semana, a ULSAS conseguirá garantir uma resposta mais eficiente e mais rápida em termos de diagnóstico, de prognóstico e também de terapêutica. Esta nova técnica permitirá adequar os tratamentos às alterações moleculares identificadas e acompanhar os avanços terapêuticos em Oncologia com ganhos em saúde, tempo e qualidade de vida para os doentes da ULSAS e da região.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Todos os doentes oncológicos serão potenciais beneficiários destas técnicas moleculares, sendo que existem tumores em que o benefício poderá ser maior e mais precoce, pelas características dos mesmos. Todas as especialidades que lidam diariamente com patologia oncológica poderão prescrever estes testes, como, por exemplo, a Oncologia, a Hematologia, a Pneumologia, a Senologia, entre outras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A criação deste laboratório reflete um investimento forte na nossa capacitação técnica, com tecnologia de ponta, que se traduzirá em melhor qualidade de diagnóstico e em decisões terapêuticas mais personalizadas e eficazes. É um sonho tornado realidade, com enormes benefícios para a população que servimos”, afirma Daniel Gomes Pinto, diretor do Serviço de Anatomia Patológica da ULSAS.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além do investimento realizado em tecnologia de ponta para equipar o novo laboratório, a ULSAS investiu, ainda, em recursos humanos, tendo contratado um biólogo molecular e bioinformático com experiência na área.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A criação do laboratório de Patologia Molecular na ULSAS representa uma inovação extraordinariamente importante para a nossa população. Trata-se de um investimento em tecnologias de última geração, com vista à melhoria da qualidade assistencial na nossa ULS. Graças a profissionais de excelência e a este investimento, que reflete uma aposta clara na inovação e na Medicina de Precisão, a ULSAS oferecerá ainda melhores cuidados a quem nos procura”, atesta Pedro Correia Azevedo, presidente do Conselho de Administração da ULSAS.</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Fonte: ULSAS</p>
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		<title>CE aprova primeira terapêutica dirigida para o tratamento de primeira linha de doentes com CCRm com mutação BRAF V600E</title>
		<link>https://myoncologia.pt/atualidade/ce-aprova-primeira-abordagem-dirigida-de-primeira-linha-para-cancro-colorretal-metastatico-com-mutacao-especifica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 09:09:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Comissão Europeia (CE) aprovou uma nova opção terapêutica de primeira linha para o tratamento de doentes adultos com cancro colorretal metastático que apresentam a mutação BRAF V600E. A decisão marca a introdução da primeira e única associação com uma terapêutica dirigida a este recetor aprovada na UE para doentes que não receberam tratamento prévio [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A Comissão Europeia (CE) aprovou uma nova opção terapêutica de primeira linha para o tratamento de doentes adultos com <strong>cancro colorretal metastático que apresentam a mutação BRAF V600E</strong>. A decisão marca a introdução da <strong>primeira e única associação com uma terapêutica dirigida</strong> a este recetor aprovada na UE para <strong>doentes que não receberam tratamento prévio para a doença metastática</strong>. Esta nova abordagem procura responder a uma importante necessidade médica não satisfeita numa população de doentes para a qual as opções terapêuticas continuam limitadas e cujo prognóstico permanece particularmente desafiante.</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="p-rc_2ccc419ceb6fe043-678">Os Laboratórios Pierre Fabre anunciaram que a Comissão Europeia (CE) aprovou encorafenib em associação com cetuximab e FOLFOX para o tratamento <strong>em primeira linha de doentes adultos com cancro colorretal metastático (CCRm) com mutação BRAF V600E</strong>. A aprovação baseia-se nos resultados do ensaio de Fase 3 BREAKWATER, que avaliou a eficácia e a segurança de encorafenib em associação com cetuximab e mFOLFOX6 em doentes com CCRm com mutação BRAF V600E não tratados previamente, em comparação com quimioterapia baseada em oxaliplatina, com ou sem bevacizumab.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eric Ducournau, CEO dos Laboratórios Pierre Fabre, afirmou: “Estamos extremamente satisfeitos por poder expandir a disponibilidade de encorafenib em associação com cetuximab e FOLFOX para o tratamento em primeira linha de doentes adultos com CCRm com mutação BRAF V600E. A decisão da CE para este regime marca a aprovação da única terapêutica dirigida na UE para esta população de doentes no contexto de primeira linha e constitui um marco importante, uma vez que ajuda a responder a uma significativa necessidade não satisfeita para doentes e clínicos, para os quais as opções de tratamento eram limitadas.”</p>



<p class="wp-block-paragraph" id="p-rc_2ccc419ceb6fe043-680">No ensaio de Fase 3 BREAKWATER, o regime de encorafenib em associação com cetuximab e mFOLFOX6 mostrou uma melhoria estatisticamente significativa e clinicamente relevante na sobrevivência livre de progressão (PFS) em comparação com a quimioterapia baseada em oxaliplatina com ou sem bevacizumab (mediana de PFS de 12,8 vs. 7,1 meses; <em>hazard ratio</em> [HR] de 0,53; intervalo de confiança [IC] de 95%, 0,41 a 0,68; P&lt;0,001), e demonstrou uma melhoria estatisticamente significativa no objetivo co-primário de taxa de resposta objetiva (ORR) no conjunto de análise primária (60,9% vs. 40,0%; <em>odds ratio</em> de 2,44; IC de 95%: 1,40–4,25; P&lt;0,001). Observou-se uma ORR confirmada em 65,7% dos doentes (IC de 95%, 59,4 a 71,4) em comparação com 37,4% (IC de 95%, 31,6 a 43,7) no grupo de quimioterapia baseada em oxaliplatina com ou sem bevacizumab na população global. Numa análise intermédia, o regime com encorafenib demonstrou uma melhoria estatisticamente significativa e clinicamente relevante na sobrevivência global (OS) em comparação com a quimioterapia baseada em oxaliplatina com ou sem bevacizumab (mediana de OS de 30,3 vs. 15,1 meses; HR de 0,49; IC de 95%, 0,38 a 0,63; P&lt;0,001), reduzindo o risco de morte em 51%.<sup>1,2</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph" id="p-rc_2ccc419ceb6fe043-681">Os acontecimentos adversos (AA) mais frequentes durante o tratamento (≥30%) no grupo de encorafenib em associação com cetuximab e mFOLFOX6 foram náuseas (53,9%), anemia (46,1%), diarreia (41,8%), diminuição do apetite (37,5%), vómitos (36,2%), diminuição da contagem de neutrófilos (34,1%), artralgia (31,5%) e exantema (30,2%). Ocorreram AA de grau 3 ou 4 em 81,5%, e de grau 5 em 4,3%. No grupo de quimioterapia baseada em oxaliplatina com ou sem bevacizumab, a diarreia (50,2%) e as náuseas (49,8%) foram os AA mais frequentes. Ocorreram AA de grau 3 ou 4 em 66,8%, e de grau 5 em 4,4%. Os perfis de segurança foram consistentes com os já conhecidos para cada agente.<sup>1</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">O encorafenib em associação com cetuximab foi aprovado pela CE em 2020 para o tratamento de adultos com CCRm com mutação BRAF V600E que tivessem recebido terapêutica sistémica prévia, apoiado pelos resultados do ensaio clínico de Fase 3 BEACON CRC.<sup>3</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph" id="p-rc_2ccc419ceb6fe043-685">Estima-se que as mutações BRAF ocorram em aproximadamente 8% a 12% dos doentes com CCRm, sendo a mutação BRAF V600E a mais comum. Os doentes com CCR com a mutação BRAF V600E apresentam um risco de mortalidade cerca de duas vezes superior ao doentes sem mutação.<sup>4</sup></p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph"><strong>1.</strong>Elez E, et al. Encorafenib, cetuximab, and mFOLFOX6 in BRAF-mutated colorectal cancer. The New England Journal of Medicine, 2025;392:2425-37 <br><strong>2.</strong>Kopetz, S., Yoshino, T., Van Cutsem, E. <em>et al.</em> Encorafenib, cetuximab and chemotherapy in BRAF-mutant colorectal cancer: a randomized phase 3 trial. <em>Nat Med</em> 31, 901–908 (2025) <br><strong>3.</strong>European Medicines Agency. BRAFTOVI. Summary of Product Characteristics. Updated May 2026. <br><strong>4.</strong> Safadee Ardekani G, et al. PLoS One. 2012;7:e47054.<br><br><br><br><br><br><br></p>



<p class="wp-block-paragraph"><br></p>
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		<title>Cancro colorretal: investigadores do i3S validam estratégia para criar vacinas personalizadas</title>
		<link>https://myoncologia.pt/atualidade/cancro-colorretal-investigadores-do-i3s-validam-estrategia-para-criar-vacinas-personalizadas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Joana Graça]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 20 Jul 2026 09:06:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma equipa do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S) da Universidade do Porto abriu portas a uma nova geração de imunoterapias ao validar uma estratégia para a criação de vacinas terapêuticas personalizadas contra o cancro colorretal. O estudo, publicado na revista científica Gut, identificou falhas e vulnerabilidades na relação entre o tumor e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Uma equipa do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S) da Universidade do Porto abriu portas a uma nova geração de imunoterapias ao validar uma estratégia para a criação de vacinas terapêuticas personalizadas contra o cancro colorretal. O estudo, publicado na revista científica <em>Gut</em>, identificou falhas e vulnerabilidades na relação entre o tumor e as defesas do organismo que podem agora ser usadas para desenhar tratamentos à medida de cada doente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O foco da investigação centrou-se num grupo específico de tumores colorretais caracterizados por uma elevada produção de neoantigénios. Em condições normais, o sistema imunitário deteta estes sinais e elimina as células malignas. Contudo, quando o cancro consegue progredir, fá-lo porque desenvolve uma espécie de escudo protetor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O tumor promove um ambiente imunossupressor que impede o sistema imunitário de completar a tarefa e, por isso, o tumor desenvolve-se&#8221;, esclarece Helena Xavier Ferreira, primeira autora do artigo científico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo nesta fase de crescimento, o i3S descobriu que o cancro continua a sofrer mutações e a produzir ainda mais neoantigénios, mantendo-se visível às defesas do corpo. O problema real não é a falta de sinalização, mas sim o bloqueio das células de defesa. Como resume Carlos Resende, um dos autores séniores do estudo, “o desafio passa a ser ajudar o sistema imune adormecido pelo ambiente imunossupressor a fazer aquilo que já sabe fazer: atacar estas células com neoantigénios”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A grande inovação desta abordagem reside no nível extremo de personalização, o que rompe com o conceito tradicional de vacinação em massa. Uma fórmula desenvolvida para um indivíduo será completamente ineficaz noutro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Estamos perante uma das expressões mais avançadas da Medicina personalizada. Cada vacina tem de ser desenhada para um doente específico, tendo em conta as mutações e os neoantigénios presentes no seu tumor. Uma mesma vacina não será eficaz em doentes diferentes&#8221;, descreve José Carlos Machado, coordenador do grupo de investigação do i3S.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A capacidade de isolar e identificar com precisão quais os neoantigénios que despoletam uma resposta imunitária real traz duas grandes vantagens clínicas a curto e médio prazo: permite compreender ao detalhe a forma como os tumores se moldam e evoluem sob a pressão contínua exercida pelas defesas do organismo; fornece o conhecimento base necessário para criar vacinas terapêuticas direcionadas, desenhadas a partir do código genético exclusivo do tumor de cada doente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com este passo, a investigação reforça o potencial das imunoterapias modernas, focando-se em contornar as barreiras biológicas do tumor e em potenciar a capacidade natural do próprio corpo humano para vencer o cancro.</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Fonte: i3S</p>
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		<title>Investigadores descobrem que gordura favorece progressão do cancro do estômago</title>
		<link>https://myoncologia.pt/atualidade/investigadores-descobrem-que-gordura-favorece-progressao-do-cancro-do-estomago/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 14:33:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Cientistas do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S) da Universidade do Porto descobriram que o cancro do estômago pode ser alimentado pela gordura, abrindo portas a terapias para bloquear esta interação que favorece a progressão da doença. A investigação “identificou uma nova forma de comunicação entre células do cancro do estômago e células [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Cientistas do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S) da Universidade do Porto descobriram que o cancro do estômago pode ser alimentado pela gordura, abrindo portas a terapias para bloquear esta interação que favorece a progressão da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A investigação “identificou uma nova forma de comunicação entre células do cancro do estômago e células do tecido adiposo”, mostrando que a interação “pode fornecer energia às células tumorais, favorecendo a progressão da doença”, descreve o i3S em comunicado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os investigadores acreditam que a descoberta “poderá abrir caminho ao desenvolvimento de novas terapias capazes de bloquear a troca de mensagens entre as células cancerígenas e as células de gordura, dificultando o acesso do tumor a esta fonte de energia”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O i3S destaca, por isso, o “potencial impacto” da investigação “no controlo da progressão do cancro”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, considera que a investigação pode “contribuir para combater problemas frequentemente associados à doença, como perda acentuada de peso, de massa muscular e de gordura corporal, afetando de forma significativa a qualidade de vida e a sobrevivência dos doentes com cancro”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Ao revelar uma nova forma de interação entre o tumor e os tecidos que o rodeiam, este trabalho reforça a importância de compreender não apenas as células cancerígenas, mas também o ambiente em que estas se desenvolvem”, sublinha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No estudo, os investigadores analisaram células de cancro do estômago que apresentam à superfície uma molécula de açúcar (chamada sialyl-Tn), frequentemente encontrada em tumores mais agressivos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta molécula foi identificada “como um elemento central” no processo de comunicação entre o tumor e o tecido adiposo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Verificámos que estas células libertam pequenas partículas, conhecidas como vesículas extracelulares, que funcionam como «mensagens» enviadas para outras células do organismo”, refere Daniela Freitas, investigadora do i3S e coordenadora do estudo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando estas partículas chegam às células de gordura, elas começam “a libertar mais ácidos gordos, moléculas ricas em energia que podem ser aproveitadas pelas células tumorais”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Observámos que as células cancerígenas conseguem adaptar-se para utilizar essa gordura como combustível. Ao terem acesso a esta fonte adicional de energia, tornam-se mais móveis e podem ganhar uma maior capacidade de invadir os tecidos vizinhos”, sublinha Cátia Ramos, primeira autora do estudo.</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Fonte: LUSA</p>
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		<title>João Taborda Barata assume cargos de liderança na ASPIC e EACR</title>
		<link>https://myoncologia.pt/atualidade/joao-taborda-barata-assume-cargos-de-lideranca-na-aspic-e-eacr/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2026 11:54:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O panorama da investigação oncológica em Portugal e na Europa conta com uma nova representação de liderança nacional. João Taborda Barata, docente da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (FMUL) e investigador do GIMM (Giga Institute of Molecular Medicine), foi eleito para integrar a direção da European Association for Cancer Research (EACR) e para assumir a presidência [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O panorama da investigação oncológica em Portugal e na Europa conta com uma nova representação de liderança nacional. <strong>João Taborda Barata</strong>, docente da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (FMUL) e investigador do GIMM (<em>Giga Institute of Molecular Medicine</em>), foi eleito para integrar a direção da <em>European Association for Cancer Research</em> (EACR) e para assumir a presidência da Associação Portuguesa de Investigação em Cancro (ASPIC). Estas distinções refletem o reconhecimento do seu percurso científico e académico, consolidando o contributo da ciência desenvolvida em Portugal para o avanço global do conhecimento em Oncologia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">À frente do seu laboratório de investigação, o percurso de João Taborda Barata tem sido pautado pela busca de respostas fundamentais sobre os mecanismos biológicos do cancro. A sua linha de investigação foca-se, em particular, na progressão da leucemia, procurando compreender de que forma os sinais externos provenientes do microambiente tumoral e as lesões intrínsecas das próprias células interagem. O trabalho dedica especial atenção à análise das vias de transdução de sinal que regulam a sobrevivência celular e a progressão do ciclo celular.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com uma vasta experiência no ensino e na supervisão de pós-graduações, o especialista soma mais de 40 publicações em revistas internacionais de elevado impacto com arbitragem científica, entre as quais se destacam títulos de referência mundial como a Blood, Oncogene, Cancer Research, Nature Communications, Nature Immunology e Nature Genetics.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O prestígio científico do novo presidente da ASPIC estende-se à avaliação de ciência e à captação de financiamentos altamente competitivos, destacando-se o facto de ser o investigador principal de bolsas de prestígio como a do&nbsp;<em>European Research Council</em>.</p>
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