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	<title>Rita Gomes, autor em My Oncologia</title>
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	<description>Plataforma multimédia dirigida à comunidade médica e outros profissionais de saúde envolvidos no tratamento das doenças oncológicas.</description>
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	<title>Rita Gomes, autor em My Oncologia</title>
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		<title>Rastreio do cancro da próstata em Portugal: conhecimentos, práticas e atitudes dos médicos de família e dos urologistas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Rita Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 10:49:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Num artigo de opinião, a médica de Medicina Geral e Familiar (MGF) Raquel Braga, da Unidade Local de Saúde (ULS) de Matosinhos, analisa a complexidade do rastreio do cancro da próstata em Portugal, tendo como ponto de partida os resultados do recente estudo Prostate Cancer Screening: Knowledge, Attitudes, and Practices by Medical Doctors in Portugal, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Num artigo de opinião, a médica de Medicina Geral e Familiar (MGF) <strong>Raquel Braga</strong>, da Unidade Local de Saúde (ULS) de Matosinhos, analisa a complexidade do rastreio do cancro da próstata em Portugal, tendo como ponto de partida os resultados do recente estudo <em>Prostate Cancer Screening: Knowledge, Attitudes, and Practices by Medical Doctors in Portugal</em>, do qual faz parte. A autora explica como a mudança de paradigma internacional, que se afasta do rastreio cego para privilegiar a decisão partilhada e o risco individual, tem impactado a prática clínica, revelando assimetrias de conhecimentos e atitudes entre médicos de MGF e urologistas. Colocando a comunicação clínica no centro do processo, a médica reflete sobre os desafios de alinhar as novas orientações europeias com a realidade nacional, sublinhando que a melhor decisão resultará sempre do encontro entre a evidência científica, a experiência do profissional e os valores do doente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O rastreio do cancro da próstata mantém-se um dos temas mais debatidos da medicina contemporânea, desde o início da utilização do PSA como exame de rastreio, na década de 80. Poucas áreas da prevenção oncológica suscitam tanta controvérsia quanto às recomendações internacionais, às decisões clínicas e às expectativas dos médicos e dos doentes. Em Portugal, onde o cancro da próstata constitui a neoplasia maligna mais frequentemente diagnosticada em homens e uma das principais causas de mortalidade por cancro, esta discussão assume particular relevância.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante décadas, a determinação do antigénio específico da próstata (PSA) difundiu-se rapidamente na prática clínica, apesar de não haver consenso quanto ao equilíbrio entre os seus benefícios e riscos. Se, por um lado, permitiu o diagnóstico precoce de milhares de tumores potencialmente curáveis, por outro, conduziu ao sobrediagnóstico e ao sobretratamento de lesões indolentes, expondo muitos homens a intervenções desnecessárias e às respetivas complicações. Num estudo representativo da população portuguesa,&nbsp;44,2% dos homens entre os 40 e os 79 anos referiram ter realizado rastreio do cancro da próstata pelo menos uma vez na vida, evidenciando uma elevada utilização do rastreio oportunístico.<sup>1</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, o paradigma internacional encontra-se em transformação. As recomendações das principais sociedades científicas evoluíram de uma posição de aceitação ou rejeição generalizada para uma abordagem centrada na decisão partilhada entre médico e doente, considerando a idade, a esperança de vida, os fatores de risco individuais e as preferências de cada pessoa. Paralelamente, a União Europeia tem vindo a incentivar os Estados-Membros a desenvolver programas organizados e baseados no risco, recorrendo às novas evidências científicas e aos avanços tecnológicos, como a ressonância magnética multiparamétrica antes da realização de biópsia, o que pode ajudar a mitigar os efeitos do sobrediagnóstico e do sobretratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, permanecem questões essenciais: os médicos portugueses estarão preparados para esta mudança de paradigma? Como se caracterizam os conhecimentos práticos e atitudes dos médicos de família e urologistas (especialidades que mais frequentemente lidam com esta situação) em relação a este rastreio?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi precisamente desta inquietação que surgiu o estudo <em>&#8220;Prostate Cancer Screening: Knowledge, Attitudes, and Practices by Medical Doctors in Portugal&#8221;,</em> recentemente publicado no <em>Journal of Cancer Education</em>. O objetivo foi conhecer, pela primeira vez em Portugal, como os médicos compreendem, interpretam e aplicam as recomendações relativas ao rastreio do cancro da próstata.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo envolveu investigadores de várias instituições nacionais, incluindo especialistas em Medicina Geral e Familiar, Saúde Pública, Epidemiologia e Urologia, o que reflete a natureza multidisciplinar desta problemática. A investigação assentou num estudo observacional transversal, realizado por meio de um questionário <em>online</em> dirigido a médicos portugueses das especialidades de Medicina Geral e Familiar (n=596) e Urologia (n=63), enviado por email, através das respetivas Sociedades Científicas (Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar e Associação Portuguesa de Urologia), o que permitiu caracterizar simultaneamente os conhecimentos, as atitudes e a prática clínica relativamente ao rastreio. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais do que medir conhecimentos e opiniões, procurou compreender de que forma as recomendações internacionais e nacionais chegam à prática clínica quotidiana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados revelam um cenário simultaneamente positivo e profundamente desafiante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por um lado, verifica-se um elevado reconhecimento da importância do diagnóstico precoce do cancro da próstata e da necessidade de envolver os doentes na decisão clínica. A maioria dos médicos demonstra preocupação em fornecer informação aos homens antes da realização do PSA e reconhece que esta decisão deve resultar de um processo de decisão informada e partilhada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Determinou-se que, em Portugal, os médicos de família preferem adotar as normas de orientação clínica da Direção-Geral de Saúde, ao passo que os urologistas preferem seguir as normas da <em>European Association of Urology</em>. &nbsp;Observam-se variações entre estas duas especialidades quanto aos critérios relativos à idade ideal para iniciar ou terminar o rastreio, bem como alguma heterogeneidade no reconhecimento dos fatores de risco familiares, étnicos e de idade. Além disso, o estudo revela que os urologistas são mais interventivos e acreditam mais nos benefícios do rastreio do cancro da próstata do que os médicos de família.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estes resultados refletem um fenómeno conhecido internacionalmente: mesmo quando existem recomendações clínicas bem estabelecidas, a sua implementação clínica nem sempre é uniforme e depende do contexto de prática. A evidência científica é dinâmica; as orientações nem sempre coincidem entre sociedades científicas e, perante a incerteza, muitos médicos continuam naturalmente a basear parte das suas decisões na formação inicial, na experiência clínica acumulada e nas recomendações locais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este facto não deve ser interpretado como uma fragilidade da prática médica, mas antes como um sinal da complexidade inerente ao rastreio do cancro da próstata.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao contrário do rastreio do colo do útero, da mama ou do cancro colorretal, onde existe maior consenso relativamente aos programas organizados, o rastreio do cancro da próstata continua dependente de uma avaliação individualizada, exigindo competências de comunicação clínica particularmente desenvolvidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É precisamente aqui que os cuidados de saúde primários assumem um papel determinante, uma vez que um dos principais fatores de adesão a um rastreio reside na possibilidade de abordar o assunto com o médico com quem se estabelece uma relação de confiança.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em Portugal, os médicos de família constituem frequentemente o primeiro profissional de saúde a abordar este tema com os homens assintomáticos. São eles que esclarecem dúvidas, interpretam fatores de risco, discutem as vantagens e limitações do PSA e acompanham as decisões tomadas e suas consequências ao longo do tempo. A qualidade desta comunicação poderá influenciar significativamente a adequação do rastreio realizado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados agora publicados sugerem igualmente a necessidade de reforçar a formação médica contínua nesta área. Num contexto científico em rápida evolução, torna-se fundamental garantir que todos os profissionais tenham acesso às recomendações mais recentes, compreendam a qualidade da evidência disponível e desenvolvam competências em decisão partilhada. Não basta conhecer as normas; é necessário traduzir a evidência numa conversa clara, equilibrada e adaptada às preferências de cada doente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este desafio ganha ainda maior importância perante as recentes orientações europeias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 2022, o Conselho da União Europeia recomendou aos Estados-Membros que explorassem a implementação faseada de programas organizados de deteção precoce do cancro da próstata (além do cancro do estômago e do pulmão), baseados na estratificação do risco individual e apoiados por evidência científica robusta. Trata-se de uma mudança histórica, que poderá transformar profundamente a abordagem ao rastreio nos próximos anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Portugal terá inevitavelmente de acompanhar esta evolução.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para tal, será indispensável conhecer não apenas a evidência científica internacional, mas também a realidade nacional: como pensam os médicos, quais as dificuldades encontradas na prática clínica, quais as barreiras à implementação das recomendações e quais as necessidades de formação existentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este estudo adquire particular relevância ao fornecer uma caracterização nacional das atitudes e práticas médicas das especialidades que mais frequentemente lidam com este rastreio, disponibilizando informação essencial para orientar políticas de saúde, desenvolver estratégias de formação e preparar recomendações futuras ajustadas ao contexto português.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Num sistema de saúde que procura simultaneamente melhorar os resultados em saúde, reduzir desperdícios e reforçar a centralidade do doente, esta perspetiva torna-se indispensável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O futuro do rastreio do cancro da próstata não dependerá apenas de novos biomarcadores, de algoritmos de inteligência artificial ou de exames de imagem mais sofisticados. Dependerá igualmente da qualidade da comunicação entre médico e doente, da confiança nas recomendações científicas e da capacidade de adaptar a evidência às características individuais de cada homem. Dependerá também da capacidade de se montar em Portugal um programa de rastreio confiável, sustentável e seguro, que, assim que levantar uma suspeita de cancro da próstata, estabeleça rapidamente um diagnóstico e assegure um tratamento rápido e eficaz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este estudo recorda-nos que a melhor decisão clínica raramente resulta apenas de um exame laboratorial. É aquela que nasce do encontro entre a melhor evidência científica disponível, a experiência do médico e os valores do doente, segundo o paradigma da Medicina Baseada na Evidência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A presente investigação integra uma tese de doutoramento intitulada &#8220;Prostate Cancer Screening in Portugal: Adherence, Practices, and Views from Different Stakeholders&#8221;, composta por quatro estudos. Este estudo analisou os conhecimentos, atitudes e práticas clínicas de médicos de família e urologistas portugueses relativamente ao rastreio do cancro da próstata. Os restantes estudos avaliaram: (1) a utilização do rastreio e os conhecimentos, atitudes e práticas da população masculina portuguesa;<sup>1</sup> (2) a associação entre características dos doentes com cancro da próstata e o estádio da doença ao diagnóstico;<sup>2</sup> e (3) as barreiras, facilitadores e perspetivas dos diferentes intervenientes sobre a implementação e gestão de programas de rastreio em Portugal.<sup>3</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">Num momento em que Portugal e a Europa repensam o futuro do rastreio do cancro da próstata, compreender como os médicos decidem e se posicionam poderá ser tão importante quanto desenvolver novas formas de diagnóstico precoce ou planear formas éticas, seguras e sustentáveis de implementar programas de rastreio. A ciência produz evidências, mas é a prática clínica que as transforma em ganhos efetivos para a saúde das populações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aceda ao artigo na íntegra <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/40533657/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph"><strong>Referências Bibliográficas:</strong></p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">1-Braga R, Costa AR, Pina F, Moura-Ferreira P, Lunet N. Prostate cancer screening in Portugal: prevalence and perception of potential benefits and adverse effects. Eur J Cancer Prev. 2020 May;29(3):248-251. doi: 10.1097/CEJ.0000000000000539. PMID: 31651568.</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">2- Braga R, Araújo N, Costa A, Lopes C, Silva I, Correia R, Carneiro F, Braga I, Pacheco-Figueiredo L, Oliveira J, Morais S, Tedim Cruz V, Pereira S, Lunet N. Association between sociodemographic and clinical features, health behaviors, and health literacy of patients with prostate cancer and prostate cancer prognostic stage. Eur J Cancer Prev. 2024 May 1;33(3):243-251. doi: 10.1097/CEJ.0000000000000854. Epub 2023 Nov 6. PMID: 37997910.</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">3- Fernandes A, Braga R, Taveira-Barbosa J, Amorim M, Firmino-Machado J, Lunet N. Challenges and enablers in the implementation of screening programs for lung, prostate and gastric cancers in Portugal: A qualitative study involving stakeholders. SSM-Health Systems. <a href="https://www.sciencedirect.com/journal/ssm-health-systems/vol/7/suppl/C">Volume 7</a>,&nbsp;December 2026, 100237. <a href="https://doi.org/10.1016/j.ssmhs.2026.100237">https://doi.org/10.1016/j.ssmhs.2026.100237</a></p>
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			</item>
		<item>
		<title>Investigadores descobrem que gordura favorece progressão do cancro do estômago</title>
		<link>https://myoncologia.pt/atualidade/investigadores-descobrem-que-gordura-favorece-progressao-do-cancro-do-estomago/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 14:33:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Cientistas do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S) da Universidade do Porto descobriram que o cancro do estômago pode ser alimentado pela gordura, abrindo portas a terapias para bloquear esta interação que favorece a progressão da doença. A investigação “identificou uma nova forma de comunicação entre células do cancro do estômago e células [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Cientistas do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S) da Universidade do Porto descobriram que o cancro do estômago pode ser alimentado pela gordura, abrindo portas a terapias para bloquear esta interação que favorece a progressão da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A investigação “identificou uma nova forma de comunicação entre células do cancro do estômago e células do tecido adiposo”, mostrando que a interação “pode fornecer energia às células tumorais, favorecendo a progressão da doença”, descreve o i3S em comunicado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os investigadores acreditam que a descoberta “poderá abrir caminho ao desenvolvimento de novas terapias capazes de bloquear a troca de mensagens entre as células cancerígenas e as células de gordura, dificultando o acesso do tumor a esta fonte de energia”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O i3S destaca, por isso, o “potencial impacto” da investigação “no controlo da progressão do cancro”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por outro lado, considera que a investigação pode “contribuir para combater problemas frequentemente associados à doença, como perda acentuada de peso, de massa muscular e de gordura corporal, afetando de forma significativa a qualidade de vida e a sobrevivência dos doentes com cancro”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Ao revelar uma nova forma de interação entre o tumor e os tecidos que o rodeiam, este trabalho reforça a importância de compreender não apenas as células cancerígenas, mas também o ambiente em que estas se desenvolvem”, sublinha.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No estudo, os investigadores analisaram células de cancro do estômago que apresentam à superfície uma molécula de açúcar (chamada sialyl-Tn), frequentemente encontrada em tumores mais agressivos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta molécula foi identificada “como um elemento central” no processo de comunicação entre o tumor e o tecido adiposo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Verificámos que estas células libertam pequenas partículas, conhecidas como vesículas extracelulares, que funcionam como «mensagens» enviadas para outras células do organismo”, refere Daniela Freitas, investigadora do i3S e coordenadora do estudo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando estas partículas chegam às células de gordura, elas começam “a libertar mais ácidos gordos, moléculas ricas em energia que podem ser aproveitadas pelas células tumorais”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Observámos que as células cancerígenas conseguem adaptar-se para utilizar essa gordura como combustível. Ao terem acesso a esta fonte adicional de energia, tornam-se mais móveis e podem ganhar uma maior capacidade de invadir os tecidos vizinhos”, sublinha Cátia Ramos, primeira autora do estudo.</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Fonte: LUSA</p>
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			</item>
		<item>
		<title>João Taborda Barata assume cargos de liderança na ASPIC e EACR</title>
		<link>https://myoncologia.pt/atualidade/joao-taborda-barata-assume-cargos-de-lideranca-na-aspic-e-eacr/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Jul 2026 11:54:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O panorama da investigação oncológica em Portugal e na Europa conta com uma nova representação de liderança nacional. João Taborda Barata, docente da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (FMUL) e investigador do GIMM (Giga Institute of Molecular Medicine), foi eleito para integrar a direção da European Association for Cancer Research (EACR) e para assumir a presidência [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O panorama da investigação oncológica em Portugal e na Europa conta com uma nova representação de liderança nacional. <strong>João Taborda Barata</strong>, docente da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa (FMUL) e investigador do GIMM (<em>Giga Institute of Molecular Medicine</em>), foi eleito para integrar a direção da <em>European Association for Cancer Research</em> (EACR) e para assumir a presidência da Associação Portuguesa de Investigação em Cancro (ASPIC). Estas distinções refletem o reconhecimento do seu percurso científico e académico, consolidando o contributo da ciência desenvolvida em Portugal para o avanço global do conhecimento em Oncologia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">À frente do seu laboratório de investigação, o percurso de João Taborda Barata tem sido pautado pela busca de respostas fundamentais sobre os mecanismos biológicos do cancro. A sua linha de investigação foca-se, em particular, na progressão da leucemia, procurando compreender de que forma os sinais externos provenientes do microambiente tumoral e as lesões intrínsecas das próprias células interagem. O trabalho dedica especial atenção à análise das vias de transdução de sinal que regulam a sobrevivência celular e a progressão do ciclo celular.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com uma vasta experiência no ensino e na supervisão de pós-graduações, o especialista soma mais de 40 publicações em revistas internacionais de elevado impacto com arbitragem científica, entre as quais se destacam títulos de referência mundial como a Blood, Oncogene, Cancer Research, Nature Communications, Nature Immunology e Nature Genetics.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O prestígio científico do novo presidente da ASPIC estende-se à avaliação de ciência e à captação de financiamentos altamente competitivos, destacando-se o facto de ser o investigador principal de bolsas de prestígio como a do&nbsp;<em>European Research Council</em>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Marque na agenda: webinar da SPS dedicado ao ASCO 2026 acontece em junho</title>
		<link>https://myoncologia.pt/eventos/marque-na-agenda-webinar-da-sps-sobre-os-destaques-da-asco-2026-acontece-em-junho/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jun 2026 11:57:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Eventos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O webinar “Highlights do tratamento sistémico de cancro da mama”, promovido pela Sociedade Portuguesa de Senologia (SPS), vai realizar-se no dia 22 de junho. O encontro científico irá decorrer em formato totalmente digital, e as informações relativas ao acesso já estão disponíveis online. Sendo a reunião anual da American Society of Clinical Oncology (ASCO) o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O <em>webinar</em> “Highlights do tratamento sistémico de cancro da mama”, promovido pela Sociedade Portuguesa de Senologia (SPS), vai realizar-se no dia 22 de junho. O encontro científico irá decorrer em formato totalmente digital, e as informações relativas ao acesso já estão disponíveis <em>online</em>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Sendo a reunião anual da <em>American Society of Clinical Oncology </em>(ASCO) o principal palco em que se definem os novos rumos da especialidade, a edição de 2026 trouxe dados disruptivos. Neste <em>webinar</em>, os debates vão centrar-se numa análise especializada dos estudos mais relevantes, avaliando o impacto das novas evidências na prática clínica diária e na otimização da tomada de decisão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este encontro digital pretende garantir aos profissionais de saúde as ferramentas necessárias para aplicar as novidades do congresso no seu dia a dia. A sessão servirá para descodificar de que forma estes resultados recentes vão redefinir protocolos e elevar a qualidade dos cuidados prestados aos doentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao longo dos anos, as sucessivas edições da ASCO têm sido um ponto viragem para o progresso da Oncologia global, marcadas pela introdução de abordagens que alteram paradigmas clínicos. Com a reunião de 2026 a dar continuidade a essa dinâmica de forte inovação, a SPS garante, através deste <em>webinar</em>, que os avanços mais recentes não ficam restritos a palcos internacionais, assegurando que a ciência chega de forma rápida e estruturada aos consultórios portugueses.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As inscrições já se encontram abertas <a href="https://spsenologia.pt/inscricao/webinar-highlights-asco-2026/">aqui</a>.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://myoncologia.pt/eventos/marque-na-agenda-webinar-da-sps-sobre-os-destaques-da-asco-2026-acontece-em-junho/">Marque na agenda: webinar da SPS dedicado ao ASCO 2026 acontece em junho</a> aparece primeiro em <a href="https://myoncologia.pt">My Oncologia</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Carcinoma hepatocelular na Madeira: elevada letalidade associada ao alcoolismo e ao diagnóstico tardio</title>
		<link>https://myoncologia.pt/atualidade/carcinoma-hepatocelular-na-madeira-elevada-letalidade-associada-ao-alcoolismo-e-ao-diagnostico-tardio/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 10:55:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um estudo publicado na revista Cancer Epidemiology demonstra uma elevada letalidade associada ao carcinoma hepatocelular (CHC) na Região Autónoma da Madeira, destacando o consumo de álcool e o diagnóstico tardio como fatores determinantes para o mau prognóstico da doença. A investigação analisou 240 casos de CHC, diagnosticados entre 2010 e 2023, que foram identificados através do Registro [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um estudo publicado na revista <em>Cancer Epidemiology </em>demonstra uma elevada letalidade associada ao carcinoma hepatocelular (CHC) na Região Autónoma da Madeira, destacando o consumo de álcool e o diagnóstico tardio como fatores determinantes para o mau prognóstico da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A investigação analisou 240 casos de CHC, diagnosticados entre 2010 e 2023, que foram identificados através do Registro de Cancro da Madeira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo, que analisou 240 casos diagnosticados entre 2010 e 2023 através do Registo de Cancro da Madeira, identificou a doença hepática alcoólica como a principal causa de CHC, responsável por metade dos casos. Outras etiologias incluem doença hepática associada à síndrome metabólica (17,1%), hepatite B (16,5%) e hepatite C (11,9%).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados mostram ainda uma forte desigualdade de género dado que a incidência em homens é quase oito vezes superior à das mulheres. Entre os homens, predomina a doença hepática alcoólica, enquanto nas mulheres se destaca a doença hepática associada à disfunção metabólica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos achados mais críticos do estudo é o diagnóstico tardio dado que quase dois terços dos doentes (63,8%) são identificados já em fases avançadas da doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os autores alertam para a necessidade de intervenção urgente, com foco em três eixos principais, entre os quais, reforço da vigilância em doentes de risco, controlo do consumo de álcool, especialmente na população masculina e gestão da síndrome metabólica, incluindo obesidade e diabetes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aceda ao artigo <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S187778212500236X" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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		<title>Teste genético revela predisposição hereditária em doentes portugueses com cancro gástrico</title>
		<link>https://myoncologia.pt/atualidade/teste-genetico-revela-predisposicao-hereditaria-em-doentes-portugueses-com-cancro-gastrico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 10:53:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://myoncologia.pt/?p=221334</guid>

					<description><![CDATA[<p>Um estudo recente realizado numa coorte portuguesa de doentes com cancro gástrico evidenciou uma proporção clinicamente relevante de predisposição genética hereditária, reforçando a utilidade do teste genético multigénico na prática clínica. Foram incluídos 51 doentes com diagnóstico histológico de cancro gástrico, submetidos a testes genéticos multigénicos (do inglês Multigene Germline Panel Testing (MGPT)) entre 2020 e 2025. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um estudo recente realizado numa coorte portuguesa de doentes com cancro gástrico evidenciou uma proporção clinicamente relevante de predisposição genética hereditária, reforçando a utilidade do teste genético multigénico na prática clínica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foram incluídos 51 doentes com diagnóstico histológico de cancro gástrico, submetidos a testes genéticos multigénicos (do inglês <em>Multigene Germline Panel Testing</em> (MGPT)) entre 2020 e 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados mostraram que 11,8% dos doentes apresentavam variantes germinais patogénicas ou provavelmente patogénicas, identificadas através de painéis multigénicos com 15 ou 30 genes. As alterações envolveram sobretudo os genes <em>MLH1, MSH6</em> e <em>PMS2</em>, bem como <em>CHEK2</em> e <em>BLM</em>. Adicionalmente, 11,8% dos doentes apresentaram variantes de significado incerto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um achado relevante foi a ausência de mutações no gene <em>CDH1</em>, classicamente associado ao síndrome de cancro gástrico difuso hereditário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os doentes portadores de variantes positivas ao teste MGPT apresentaram características clínicas distintivas, incluindo idade significativamente mais jovem ao diagnóstico (mediana de 48 vs. 76 anos, p=0,00) e maior frequência de tumores de tipo misto (33,3% vs. 4,4%, p = 0,05).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estes resultados reforçam a heterogeneidade genética da doença e sugere o envolvimento de outros genes para além dos tradicionalmente implicados na predisposição hereditária, o que implica a necessidade de integração do MGPT na prática clínica para identificar indivíduos de risco não contemplados pelos critérios atuais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aceda o estudo completo <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/41853923/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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		<title>Medicina de Precisão em ação: o impacto do perfil genómico na terapia em cancros gastrointestinais</title>
		<link>https://myoncologia.pt/atualidade/medicina-de-precisao-em-acao-o-impacto-do-perfil-genomico-na-terapia-em-cancros-gastrointestinais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 10:36:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um novo estudo português publicado na revista&#160;Current Oncology&#160;avaliou o papel do perfil genómico abrangente (Comprehensive Genomic Profiling&#160;– CGP) na escolha terapêutica de doentes com tumores sólidos avançados que já não eram elegíveis para tratamento curativo. A investigação, conhecida como&#160;FRONTAL, reuniu dados de 205 doentes com tumores avançados recrutados entre 2020 e 2025 em 10 centros [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um novo estudo português publicado na revista&nbsp;<em>Current Oncology</em>&nbsp;avaliou o papel do perfil genómico abrangente (<em>Comprehensive Genomic Profiling</em>&nbsp;– CGP) na escolha terapêutica de doentes com tumores sólidos avançados que já não eram elegíveis para tratamento curativo. A investigação, conhecida como&nbsp;<em>FRONTAL</em>, reuniu dados de 205 doentes com tumores avançados recrutados entre 2020 e 2025 em 10 centros oncológicos de diferentes regiões de Portugal.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O CGP é uma abordagem de Medicina de Precisão que analisa genes para identificar alterações genéticas potencialmente “acionáveis”, ou seja, alterações que podem ser alvo de terapias dirigidas ou de tratamentos com evidência de benefício clínico em tumores de outros tipos. Os investigadores extraíram dados genómicos de relatórios de ensaios como <em>FoundationOne CDx</em>, <em>Liquid CDx </em>e <em>FoundationOne Heme</em>, interpretando as alterações de acordo com orientações internacionais, como as diretrizes do NCCN (<em>National Comprehensive Cancer Network</em>) e a escala ESCAT (<em>European Society for Medical Oncology Scale for Clinical Actionability of Molecular Targets</em>). Dos 205 doentes, foram identificados tumores colorretais (40, 19,5%), sarcomas (28, 13,7%) e outros tumores gastrointestinais (22, 10,7%).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados demonstraram que 50,7% dos doentes tinham pelo menos uma alteração genómica acionável, abrindo a possibilidade de seleção terapêutica personalizada com base nesses perfis moleculares. Em cerca de 24,4% dos casos, essa informação genómica levou a uma alteração concreta no tratamento, com prescrições de terapias dirigidas que de outra forma não teriam sido consideradas. Destes, 30 doentes (14,6%) apresentaram controlo da doença ao fim de 16 semanas, definido pela ausência de progressão tumoral nesse período.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os autores destacam que estes achados sublinham a utilidade clínica do CGP em contexto real, reforçando o seu potencial para orientar decisões terapêuticas em doentes com cancro avançado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Leia o estudo&nbsp;<a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/41744832/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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		<item>
		<title>EADV alerta para o impacto do tratamento oncológico nas unhas e qualidade de vida</title>
		<link>https://myoncologia.pt/atualidade/eadv-alerta-para-o-impacto-do-tratamento-oncologico-nas-unhas-e-qualidade-de-vida/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 10:29:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma revisão publicada no Journal of the European Academy of Dermatology and Venereology (EADV) destaca a necessidade de reforçar a consciencialização para os efeitos adversos significativos que os tratamentos oncológicos podem provocar nas unhas, com impacto direto na qualidade de vida dos doentes. A EADV Task Force Dermatology for Cancer Patients sublinha que a toxicidade ungueal é um efeito [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Uma revisão publicada no <em>Journal of the European Academy of Dermatology and Venereology</em> (EADV) destaca a necessidade de reforçar a consciencialização para os efeitos adversos significativos que os tratamentos oncológicos podem provocar nas unhas, com impacto direto na qualidade de vida dos doentes. A <em>EADV Task Force Dermatology for Cancer Patients</em> sublinha que a toxicidade ungueal é um efeito secundário frequente, embora ainda subvalorizado, associado a terapias como a quimioterapia e os tratamentos direcionados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o estudo, estas alterações podem manifestar-se de diversas formas, incluindo fragilidade ungueal, onicólise, dor e infeções. A sua gravidade varia em função do tipo de fármaco, da posologia e da duração do tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O documento apresenta uma síntese abrangente dos principais tipos de toxicidade ungueal, da sua gravidade e dos mecanismos fisiopatológicos subjacentes, bem como das estratégias de gestão. Os autores enfatizam que estas alterações vão além de uma dimensão estética, podem causar dor, limitar atividades quotidianas e comprometer o bem-estar psicológico dos doentes, um aspeto particularmente relevante no contexto da doença oncológica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A revisão recomenda uma maior sensibilização por parte dos profissionais de saúde e dos doentes para a identificação precoce destes efeitos. Entre as estratégias de gestão destacam-se medidas preventivas, terapêuticas tópicas e, em casos selecionados, abordagens sistémicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os investigadores defendem que uma abordagem proativa permite reduzir complicações, melhorar a adesão ao tratamento e contribuir para uma melhor qualidade de vida dos doentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Saiba mais informações <a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/abs/10.1111/jdv.70040" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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		<item>
		<title>Sobrevivência ao melanoma da pele continua a aumentar na Europa, mas desigualdades persistem</title>
		<link>https://myoncologia.pt/atualidade/sobrevivencia-ao-melanoma-da-pele-continua-a-aumentar-na-europa-mas-desigualdades-persistem/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 10:25:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Um novo estudo europeu, publicado na European Journal of Cancer, indica que a sobrevivência ao melanoma da pele continua elevada e em crescimento na Europa, embora persistam diferenças significativas entre regiões, sobretudo entre a Europa Ocidental e Oriental. A investigação, desenvolvida no âmbito do projeto EUROCARE-6, analisou dados de mais de 280 mil doentes com melanoma [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Um novo estudo europeu, publicado na <em>European Journal of Cancer</em>, indica que a sobrevivência ao melanoma da pele continua elevada e em crescimento na Europa, embora persistam diferenças significativas entre regiões, sobretudo entre a Europa Ocidental e Oriental.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A investigação, desenvolvida no âmbito do projeto EUROCARE-6, analisou dados de mais de 280 mil doentes com melanoma cutâneo invasivo, diagnosticados entre 2008 e 2013 e acompanhados até 2014. O objetivo foi atualizar as estimativas de sobrevivência e avaliar tendências ao longo do tempo nos diferentes países europeus.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados mostram que a taxa média de sobrevivência relativa a cinco anos na Europa é de 87,9% (intervalo de confiança de 95%, IC 87,7–88,1%). As melhores taxas foram observadas na Europa Central (91,2%), na Europa do Norte (90,3%) e no Reino Unido e Irlanda (89,2%). Já a Europa de Leste apresentou o valor mais baixo, com apenas 75%, evidenciando uma diferença marcante face à média europeia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dentro das próprias regiões, as desigualdades entre países também são significativas. Na Europa de Leste, por exemplo, a diferença entre países pode atingir quase 25%, enquanto no Norte da Europa essa variação é inferior a 3%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo confirma ainda que a sobrevivência é maior nas mulheres do que nos homens e diminui com o avanço da idade. Foram também identificadas diferenças associadas ao tipo de melanoma (morfologia) e à localização no corpo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em termos de evolução temporal, os investigadores observaram um ligeiro aumento da sobrevivência entre 2003 e 2011, com melhorias mais evidentes na Europa de Leste e no Reino Unido e Irlanda, ainda que estas regiões continuem atrás das restantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo os autores, apesar dos progressos registados, as disparidades entre países europeus continuam a ser um desafio. O estudo sublinha a necessidade de melhorias ao longo de todo o percurso clínico do melanoma, desde o diagnóstico precoce até ao acesso a tratamentos eficazes, para reduzir as desigualdades e aumentar a sobrevivência em toda a Europa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Confira o estudo completo&nbsp;<a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0959804925009475?via%3Dihub" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</p>
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		<item>
		<title>Reduzir as barreiras ao diagnóstico dos gliomas: uma prioridade para melhorar os cuidados</title>
		<link>https://myoncologia.pt/opiniao/reduzir-as-barreiras-ao-diagnostico-dos-gliomas-uma-prioridade-para-melhorar-os-cuidados/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rita Gomes]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 12 Jun 2026 08:45:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>No âmbito do Dia Mundial do Tumor Cerebral, o Assistente Graduado em Neurocirurgia no Hospital de Santa Maria (ULSSM) e consultor em Neurocirurgia no Hospital CUF Descobertas, Alexandre Rainha Campos, analisa os obstáculos à identificação precoce dos gliomas. Erros de diagnóstico, vigilância obsoleta e a falha de comunicação entre instituições atrasam o tratamento, comprometendo os [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">No âmbito do Dia Mundial do Tumor Cerebral, o Assistente Graduado em Neurocirurgia no Hospital de Santa Maria (ULSSM) e consultor em Neurocirurgia no Hospital CUF Descobertas, <strong>Alexandre Rainha Campos</strong>, analisa os obstáculos à identificação precoce dos gliomas. Erros de diagnóstico, vigilância obsoleta e a falha de comunicação entre instituições atrasam o tratamento, comprometendo os resultados. É fundamental otimizar a referenciação para centros especializados. Leia o artigo de opinião.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O diagnóstico atempado dos gliomas continua a ser um desafio relevante. Quanto mais precoce for a identificação do problema, menor tende a ser o tumor, mais simples o tratamento e maior a probabilidade de eficácia terapêutica. Ainda assim, persistem várias barreiras que atrasam o diagnóstico e condicionam o percurso clínico destes doentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma das primeiras dificuldades prende-se com o diagnóstico inicial. Na prática clínica, continuam a observar-se casos em que gliomas são interpretados como lesões isquémicas, displasias corticais ou outras patologias consideradas mais benignas. Este erro diagnóstico pode atrasar a referenciação e a intervenção adequadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Continuam também a existir situações em que os doentes permanecem em vigilância durante demasiado tempo, muitas vezes porque persistem práticas que não acompanharam a evolução do conhecimento científico. Hoje sabemos que a antiga perspetiva de manter doentes com gliomas de baixo grau apenas em seguimento e vigilância foi ultrapassada pela evidência científica. Estudos populacionais demonstraram de forma clara que uma intervenção precoce está associada a melhores resultados, quer em termos de sobrevida global, quer de sobrevida livre de doença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro problema resulta da evolução lenta de muitos destes tumores. Os sintomas iniciais são frequentemente discretos: crises epilépticas ligeiras, alterações transitórias da sensibilidade, dificuldades na fala ou episódios breves de desconexão. Por não serem manifestações exuberantes, os próprios doentes podem não lhes atribuir importância e, por vezes, também os profissionais de saúde podem não reconhecer de imediato a sua relevância.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, uma das barreiras mais evidentes é a falta de comunicação entre instituições. Mesmo entre hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS), o acesso às imagens e aos exames realizados noutros centros nem sempre é possível. Apesar da existência de plataformas e processos clínicos eletrónicos, a realidade é que muitos exames continuam inacessíveis entre hospitais que pertencem à mesma rede e ainda pior entre redes diferentes. Esta fragmentação obriga à repetição de ressonâncias magnéticas e de outros exames, aumentando custos, atrasando decisões clínicas e prolongando a incerteza para o doente. Dificulta também a comparação de exames tornando mais difícil a demonstração do habitual aumento do tumor em exames seriados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A heterogeneidade na interpretação dos exames constitui outro desafio. Existem profissionais com grande experiência em distinguir um glioma de outras patologias cerebrais, mas essa capacidade não é uniforme. Quando um glioma é descrito como uma entidade menos preocupante, o impacto no tempo até ao diagnóstico pode ser significativo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As consequências destes atrasos são reais. Um diagnóstico tardio pode permitir a progressão do tumor, dificultar a cirurgia, aumentar a carga tumoral e reduzir a eficácia dos tratamentos subsequentes. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Perante este cenário, a solução não passa apenas por acelerar exames. Torna-se necessário criar redes de referenciação eficazes, garantir que os doentes são encaminhados rapidamente para centros especializados e assegurar que esses centros dispõem de acesso à melhor tecnologia, profissionais dedicados e reuniões multidisciplinares regulares. Concentrar experiência e recursos em unidades de referência permite melhorar o diagnóstico, otimizar tratamentos e reduzir a variabilidade de cuidados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O objetivo final deve ser simples: sempre que exista suspeita de glioma, o doente deve ser orientado precocemente para um centro com capacidade para estabelecer um diagnóstico correto e oferecer o melhor tratamento disponível.<br></p>
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